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Os adeptos do Famalicão reuniram-se todos na noite desta sexta feira para assistirem ao jogo que opunha a equipa famalicense à do Rio Ave a contar para a segunda jornada do campeonato.
A expectativa no estádio era grande e culimina com um triunfo da equipa recém-promovida que soma a segunda vitória em igual número de jogos, reafirmando a melhor entrada possível no campeonato após 25 anos sem jogar no escalão máximo do futebol português.
Foram precisos apenas três minutos para haver a primeira chance de perigo de jogo. Tymon a subir no flanco esquerdo a cruzar rasteiro para o segundo poste onde apareceu Tony Martinez perto de conlcuir o lance da melhor forma.
A resposta vilacondense chegou no minuto nove através de um cruzamento. Nuno Santos cruzou para a entrada da grande área e Filipe Augusto tentou rematar de primeira, mas o remate saiu fraco e sobrou para Bruno Moreira que disparou à meia volta para a malha lateral da baliza.
À entrada para o primeiro quarto de hora de jogo foi a vez de os famalicenses ameaçaram, mais uma vez, a baliza defendida por Kieszek. Tony Martinez surgiu mais alto do que qualquer outro adversário e cabeceou, ao primeiro poste, demasiado alto.
O ambiente no estádio estava bastante cordeal até que Pérez tem uma entrada mais dura no meio campo sobre Bruno Moreira e o caos se instalou. Toda a situação obrigou o árbitro, Rui Costa, a recorrer ao VAR para visualizar uma aparente agressão de Tarantini, acabando por mostrar o cartão amarelo ao capitão do Rio Ave FC.
Por esta altura assistia-se a uma fase mais faltosa da partida. Ambas as equipas abordavam os lances com agressividade e não davam bolas por perdidas e pbrigavam, por isso, o árbitro a recorrer aos amarelos para estabelecer a calma dentro de campo.

Fonte: Famalicão FC
A segunda parte reatou algo adormecida e a onda faltosa da primeira parte prolongou-se no início da segunda, quando Messias Junior faz falta sobre Tony Martinez e vê o consequente cartão vermelho direto, por falta sobre um jogador isolado. Na cobrança do livre mesmo à entrada da área, em posição frontal à baliza, Guga a não conseguir conlcuir da melhor forma, com a bola a passar ligeiramente por cima da barra.
Após a expulsão, Carlos Carvalhal viu-se obrigado a efetuar as primeiras substiuições, lançando Borevkovic e Carlos Mané para os lugares de Gabrielzinho e de Diego Lopes.
O Famalicão FC favoreceu de outro livre em posição frontal à grande área, mudando desta vez o marcador do livre. O central Patrick William surpreendeu o estádio e desferiu um golpe podereso no esférico que ainda é inteceptado por Kieszek, mas vai com demasiada força para o polaco conseguir mantar a bola fora da baliza.
As bolas paradas foram até este momento o fatpor decisivo da partida. Todos os lances de perigo foram criados através da conversão ou de cantos ou de livres. O único golo do jogo não foge a esta tendência e em seguida foram, mais uma vez, os famalicenses que quase marcaram na conversão de um canto com a bola a ser cabeceada e a passar perto do poste esquerdo de Kieszek.
O conjunto da casa ia-se limitando a não cometer erros e esperar por erros dos vilacondenses e saía com perigo em transição para o ataque. Prova disso foi o lance, ao minuto 76’ por intermédio de Lameiras que consegue rematar cruzando e rasteiro para uma defesa apertada do guardião rioavista.
Mesmo em desvantagem e a jogar com dez, o Rio Ave FC foi à procura do golo da igualdade e conseguiu um penálti ao minuto 89’. Na conversão go castigo máximo, Filipe Augusto remata ao poste e vê desfeita aquela possibilidade de empatar a partida.
Bruno Moreira teve, já nos descontos, outra oportunidade de ouro para empatar a partida, mas, à boca da baliza, não conseguiu desviar a bola para o fundo das redes para desespero de todos os rioavistas no estádio.
O jogo termina com uma vitória sofrida para o Famalicão, que viu o Rio Ave chegar muito perto do empate, por duas ocasiões. Com este resultado, o Rio Ave entra no campeonato a perder e o Famalicão conquista a segunda vitória em dois jogos, ficando com seis pontos acumulados.
ONZES INICIAS E SUBSTITUIÇÕES:
FC Famalicão: Defendi, Lionn, Guga (Racic 87’), Lameiras, Fábio Martins (Diogo Gonçalves 80’), Gustavo Assunção, Nehuen Perez, Tony Martinez (Anderson 84’), Tymon, Pedro Gonçalves, William
Rio Ave FC: Kieszek, M. Reis, N. Monte, F. Augusto, Tarantini, B. Moreira, D. Lopes (Borevkovic 59’), Nuno Santos, Junio (Mehdi 78’), Messias Junior, Gabrielzinho (Carlos Mané 59’)
A FIGURA

Patrick William – É o chamado “centralão”. Seguro nas decisões e determinante na construção de jogo da equipa famalicense. Marcou o golo de livre e comandou bastante bem a defesa da casa em todas as ocasiões em que interviu.
O FORA DE JOGO

Kieszek – O guardião polaco não esteve nos seus dias. Embora o resultado não seja, de todo, culpa dele, as más intevenções dele, principalmente com os pés, valeram alguns sustos aos adeptos vilacondenses. Entre os postes também não mostrou grande segurança.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Famalicão
BnR: A sua equipa passou por alguns calafrios agora na reta final. É nestes momentos que se nota a coesão e entreajuda dos vários elementos da equipa. Como é que se consegue criar tal sentimento com uma equipa tão nova e renovada?
João Pedro Sousa: É um trabalho contínuo e diário. Todos os jogadores contratados têm o ADN Famalicão, porque foi algo que conseguimos incutir. Portanto foi issio que contratámos e a prova disso foi dada hoje, foi dada na semana passada, foi dada no ano passado e vai continuar a ser dada.
Rio Ave FC
BnR: Notou-se uma diferença grande quando o Nuno Santos passou para a esquerda. Porque é que esta se mudança se deu já só na segunda parte?
Carlos Carvalhal: O Nuno começa a jogar na esquerda quando nós começámos a jogar com três atrás. O Mané ficou na direita e o Nuno foi para a esquerda. Ou seja a mudança foi que metemos dois avançados à frente e continuámos com dois médios a dar cobertura. A partir daí conseguimos equilibrar o jogo e estivemos até por cima. Tivemos duas oportunidades flagrantes de golo e o penálti depois dessa substituição. Se calhar mereciamos um bocado mais, mas não entrámos bem no jogo. Cometemos erros e percebemos tarde demais que o Famalicão estava com a linha defensiva um bocado mais descida do que o normal, daí muitos passes irem parar às mãos do guarda-redes adversário. Hoje fomos sofríveis.
artigo revisto por: Ana Ferreira










