Força Aérea: o balanço final

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Terminada a época e definidos os lugares europeus e de descida, é hora dos balanços. Fazem-nos os treinadores, os dirigentes, os analistas e os interessados e curiosos, como nós. Este balanço incide sobre a produção ofensiva dos três grandes no jogo aéreo e a sua capacidade em defender as suas balizas deste jogo dos adversários.

Tomando como ordem a classificação final do campeonato, começo pelos dragões. Na primeira época de Sérgio Conceição ao serviço do FC Porto, enquanto treinador, o estádio do Dragão revelou-se um verdadeiro forte. Ao melhor ataque caseiro, os azuis e brancos juntaram o melhor registo de cabeça, apontando 12 golos pelo ar dos 52 golos celebrados em casa (cerca de 23 por cento). Um pouco abaixo ficaram os números relativos aos jogos fora de portas. Aí, os dragões marcaram seis golos de cabeça num total de 30 remates certeiros (cerca de 18 por cento). Ao melhor ataque da prova, os agora campeões nacionais acrescentam o “título” de melhor defesa. Prova disso são os dez golos sofridos em casa (apenas um de cabeça) e os oito sofridos fora (metade de cabeça). Assim, no total de 82 golos marcados, 18 foram de cabeça (cerca de 22 por cento) e dos 18 golos sofridos, cinco foram de cabeça (cerca de 28 por cento).

Os centrais da Luz contribuíram com 8 golos para a campanha encarnada
Fonte: SL Benfica

Depois de uma recuperação na tabela classificativa ao longo de várias jornadas, o SL Benfica conseguiu terminar a prova no segundo posto. Os encarnados, no que ao jogo aéreo diz respeito, contaram essencialmente com Jardel, Rúben Dias e, claro está, Jonas. Dos 47 golos alcançados em casa, nove foram de cabeça (cerca de 19 por cento) e dos 33 alcançados fora de portas, apenas quatro foram obtidos pelo jogo aéreo (cerca de 12 por cento). No que toca à defesa da baliza de Bruno Varela, os encarnados sofreram dois golos de cabeça em casa, num total de nove (cerca de 22 por cento) e sofreram quatro golos de cabeça fora de portas, num total de 13 (cerca de 30 por cento). Desta forma, dos 80 golos marcados, 16 por cento foram de cabeça (13) e dos 22 sofridos, cerca de 27 por cento resultaram de lances aéreos (seis).

Com uma ponta final de competição mais branda, o Sporting CP caiu para o terceiro lugar e os números são o espelho disso mesmo. Com o pior ataque e pior defesa dos três grandes, os leões marcaram apenas cinco golos de cabeça num total de 32 em casa (cerca de 15 por cento), embora tenham marcado sete golos de cabeça num total de 31 fora (cerca de 23 por cento). Em termos defensivos, os verde e brancos não sofreram qualquer golo de cabeça dos quatro que permitiram em Alvalade, mas por outro lado, sofreram três golos de cabeça, num total de 20 golos encaixados fora de portas (15 por cento). Ou seja, marcaram de cabeça 12 dos 63 golos da prova (cerca de 19 por cento) e sofreram da mesma forma apenas três dos 24 golos (cerca de 13 por cento).

Coates liderou a excelente prestação defensiva dos leões em casa
Fonte: SL Benfica

Em termos de golos marcados, os dragões destacam-se com o seu jogo aéreo, principalmente no Dragão. Prova disso foi a vitória sobre o SC Braga (3-1), onde os três golos da vitória foram obtidos de cabeça. Por outro lado, o Sporting CP revelou-se a equipa mais eficaz no jogo aéreo defensivo e os encarnados tiveram a defesa mais permeável neste tipo de lances.

Os golos são obtidos de todas as formas e feitios, basta relembrar o livre perfeito de Jonas, em Belém, o golo desbloqueador de Brahimi frente ao Vitória SC ou uma das muitas “bombas” de Bruno Fernandes.

No entanto, inegável é o peso que os lances pelo ar têm nos jogos. À conta disso, podemos observar que Marcano teve a sua época mais goleadora (sete golos), tal como Coates (cinco). Não foi, com certeza, o aspeto do jogo que mais contribuiu para a classificação final, mas o jogo aéreo foi, sem dúvida, um dos aspetos tidos em conta na preparação de cada jogo deste campeonato. Não só pelos grandes, mas também por qualquer outro competidor.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Diogo Pires Gonçalves
Diogo Pires Gonçalveshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo ama futebol. Desde criança que se interessa por este mundo e ouve as clássicas reclamações de mãe: «Até parece que o futebol te alimenta!». Já chegou atrasado a todo o lado mas nunca a um treino. O seu interesse prolonga-se até ao ténis mas é o FC Porto que prende toda a sua atenção. Adepto incondicional, crítico quando necessário mas sempre lado a lado.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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