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Furacão Ronaldo

Diogo Pires Gonçalves · 2 min

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O capitão da Seleção Nacional e, para muitos, o melhor jogador português de sempre, caminha a passos apressados para o fim da carreira. É inegável que se encontra na reta final, ficando ainda no ar a dúvida quanto ao verdadeiro ponto final.

No caso de outros atletas é habitual aterrarem em paragens mais distantes onde os salários são mais apetecíveis e o nível competitivo mais brando; Qatar, China, Estados Unidos da América, Japão… O caso de CR7 tem sido, até ao momento, em tudo diferente do habitual, mas não são raros os adeptos que imaginam um retorno à casa de partida.

E se, à semelhança de Rui Costa ou Philipp Lahm, o craque português terminasse a sua carreira na equipa onde se formou? Que impacto teria no campeonato? Num mero exercício de “futurologia” – pouco ou nada fiável no futebol – a conclusão é de que muito se alterava.

Desde logo, a atenção que Ronaldo traria consigo dava ao campeonato português outro destaque que agora não tem. A guerra das transmissões e direitos televisivos não seria tão grande como nos outros campeonatos, mas seria certamente diferente do que Portugal está habituado.

Com os direitos televisivos surgia de mão dada a publicidade e novas empresas e meios para divulgar as marcas portuguesas, quem sabe internacionais.

O regresso de CR7 seria um “boost” tremendo nas vendas de merchandising do Sporting CP
Fonte: Juventus FC

Numa segunda fase, o alvoroço entre os adeptos do novo clube teria reflexo na venda de camisolas e todos os produtos com o nome, rosto ou qualquer identificação do atleta. Seria uma alavanca eficaz nas vendas de merchandising invejada por muitos clubes.

Dentro das quatro linhas, a equipa de Alvalade teria um tratamento diferente por parte da equipa de arbitragem. Repare-se que o seria para o bem e para o mal. Qualquer lance que envolvesse Ronaldo seria abordado com zelo em excesso ou demasiada leviandade. Já assim é…

Além disso, a participação dos adeptos podia tomar dois caminhos: ou seriam presença assídua e em massa em todos os estádios para ver de perto o astro, ou o preço dos bilhetes escalava (ainda mais) e as bancadas ficariam às moscas – de vez.

Por fim, a eterna discussão Eusébio/Ronaldo voltaria à boca dos adeptos e seria um novo argumento para defender esta ou aquela cor. A chama da comparação da glória encarnada ao cinco vezes Bola de Ouro reacenderia e de novo se comparariam números, jogos, golos, médias…

Seriam várias as áreas afetadas, mas para isso seria necessário um entendimento entre clubes e, acima de tudo, uma vontade que ainda não se viu em Cristiano Ronaldo. Uma coisa é certa, a concretizar-se, não há dúvidas de que o madeirense entrava como um furacão terra adentro.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

Diogo Pires Gonçalves

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