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João Palhinha | O empréstimo de ouro

Ricardo Rafael Silva · 2 min

João Palhinha | O empréstimo de ouro
Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

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João Palhinha, dono e senhor do meio-campo arsenalista, aos 24 anos está no auge das suas capacidades. Sendo umas das peças-chaves da fase “Amorim”, a sua evolução não é de agora: desde a sua chegada a Braga que tem demonstrado o talento que muitos davam por perdido na sua passagem pelo Sporting CP.

Aquando da passagem pelos verdes e brancos, Palhinha detinha limitações técnicas relativamente ao passe, e a falta de criatividade acabando por limitar, em muito, a construção do ataque, nunca foi realmente opção. Aí chegou o empréstimo que daria um novo rumo à carreira do jogador, no SC Braga, onde foi sempre opção, começou a dinamizar mais o seu estilo de jogo e as limitações foram escondidas e encurtadas. O médio começou no Braga logo com o pé direito:

Na época 2018/19, foi utilizado em 32 jogos, na maioria como titular ajudando a equipa a conquistar o quarto lugar e lutar em todas as competições internas. A temporada corrente foi o seguimento da evolução sentida no primeiro ano com a equipa nortenha, o jogador conquistou o seu espaço e manteve-se regular, sendo o “tampão” da equipa, juntamente com Fransérgio, a equipa bracarense tem conquistado a maioria dos duelos na zona central do campo. Uma das suas armas está no físico, impondo-se sempre contra os adversários, faz-se sempre sentir na área adversária, quando sobe, é uma arma temível em bolas paradas.

A evolução do jogador, mostrou que, todo o potencial visto na formação era real, acabando por chamar à atenção de vários clubes disponíveis para a sua contratação, no último defeso – mercado de inverno – o Real Bétis Balompié esteve muito perto de contratar o jogador, outras equipas perguntaram pelo jogador, contudo sem efeito. Manteve-se no Sporting de Braga e continua a carimbar exibições vistosas.

O rendimento exibido pode garantir uma chamada à seleção nacional, com o Europeu cada vez mais perto, Palhinha tem de ser visto como opção, ainda sem nenhuma internacionalização pela equipa das quinas – juntamente com a baixa de rendimento de Danilo – a chamada de Fernando Santo pode estar ao virar da esquina.

O que se segue para o atleta?

Palhinha deverá voltar a vestir verde e branco na próxima época
Fonte: Sporting CP

O empréstimo com o SC Braga chega ao fim no final da época e o regresso ao Sporting é o destino mais provável, sendo o desejo dos adeptos o seu retorno juntamente com o anseio do jogador.

Ricardo Rafael Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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