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Melhor 11 de ingleses que passaram pelo campeonato português

João Reis Alves · 8 min

Foto: Sporting CP

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Marcus Edwards está a ser uma das revelações da Primeira Liga. O extremo inglês, de 21 anos, chegou ao Vitória SC vindo do Tottenham Hotspur FC e leva já sete golos em 30 jogos nos vimaranenses. No entanto, Edwards não é o primeiro inglês a brilhar em Portugal, por isso o Bola na Rede mostra-te um onze com os melhores jogadores ingleses que cá jogaram.

Guarda-Redes

Matt Jones – Formado no West Bromich Albion, Matt Jones apareceu no futebol sénior do outro lado do Atlântico, ao serviço dos Sacred Heart Pioneers em 2005. Foi à aventura para os Estados Unidos, mas foi em 2009/2010 que ganhou destaque em Portugal, ao assinar pelo CD Santa Clara.

Jogou 35 partidas na Segunda Liga ao serviço dos açorianos, em 2011/2012 trocou de arquipélago e seguiu para o CF União da Madeira, também do segundo escalão, e logo na temporada seguinte chegou à Primeira Liga pela porta do CF “Os Belenenses”.

No Restelo o guarda-redes foi titularíssimo durante três temporadas, mas em 2015/2016 entrou em colisão com os azuis e acabou emprestado ao CD Tondela, onde fez apenas 11 partidas antes de regressar aos EUA pela porta dos Philadelphia Union.

Ainda passou pelos Bethlehem Steel e os Elm City Express das divisões inferiores americanas, mas desde 2018 que está sem clube.

Defesa-Direito

Gary Charles – Um de muitos ingleses a assinar pelo Benfica pela mão de Greame Souness, Gary Charles chegou ao estádio da Luz na segunda metade da época 1998/1999 por um milhão de euros mas, apesar do longo currículo, pouco mostrou nos encarnados, com um golo marcado em apenas quatro partidas.

Para trás ficou uma carreira ao serviço de clubes históricos ingleses como o Notthingham Forest, Leicester City, Derby County ou Aston Villa, clube onde venceu a Taça da Liga Inglesa em 199571996.

Depois da curta estadia na Luz, regressou a Inglaterra para jogar no West Ham United, onde terminou a carreira em 2001/2002. Chegou a ter problemas com o álcool após pendurar as botas, mas recuperou e até foi treinador do modesto Nuneaton Town em 2017/2018.

Defesa-Esquerdo

Scott Minto – Mais um jogador da armada inglesa do SL Benfica nos finais dos anos 90, Scott Minto contou com mais sucesso que os compatriotas na Luz. Chegou a Lisboa em 1997/1998 proveniente do Chelsea FC a custo zero, onde tinha acabado de conquistar a Taça de Inglaterra, e conseguiu ganhar espaço nos comandados de Greame Souness.

Depois de 25 jogos nas águias na primeira época, ficou mais meio ano no Benfica, mas saiu em janeiro rumo ao West Ham United a troco de um milhão de euros, depois de 17 jogos na lateral-esquerda dos encarnados.

Nos Hammers venceu uma Taça Intertoto logo no primeiro ano e ficou mais quatro temporadas em Upton Park, até sair para o Rotherham em 2003/2004, onde terminou a carreira.

Defesa-Central

Colin Hill – Um nome mais desconhecido, mas que deixou marca no futebol português quando chegou ao Marítimo em 1986/1987. Formado no Arsenal FC, chegou a ser titular dos gunners em 1983/1984, mas a chegada do lendário Viv Anderson acabou com as oportunidades para o defesa, que rumou a Portugal três anos depois.

No estádio dos Barreiros, o técnico Manuel de Oliveira fez do inglês um médio e Colin Hill destacou-se na Primeira Liga com oito golos em 26 jogos, incluindo dois remates certeiros frente ao Benfica, que foi campeão nessa época.

Surpreendentemente, Colin Hill apenas fez três jogos na época seguinte até sair para o Colchester, da Quarta Divisão inglesa. Seguiram-se passagens por Sheffield United, Sheffield Wednesday e Leicester City, onde conseguiu uma subida à Liga Inglesa e «trocou» Inglaterra pela seleção da Irlanda do Norte, onde foi internacional por 21 vezes.

Depois de uma curta passagem pelos suecos do Trelleborgs, terminou a carreira no Northampton Town em 1998/1999.

Defesa-Central

Eric Dier – O jogador mais jovem deste onze, Eric Dier é de longe o mais português desta equipa de ingleses e praticamente dispensa apresentações.

Nascido em Inglaterra, chegou cedo a Portugal e entrou nas escolas do Sporting logo aos 10 anos. Aos 17, foi emprestado por dois anos ao Everton, mas em 2012/2013 regressou a Alvalade e durante duas temporadas dividiu o tempo entre a equipa principal e a equipa B.

Depois de 16 jogos em 2013/2014, deixou o Sporting para rumar em definitivo a Inglaterra depois do Tottenham pagar cinco milhões de euros aos leões. Nos Spurs tem sido peça importante ao longo dos anos, já com mais de 200 jogos com a camisola londrina e 40 internacionalizações pela seleção inglesa.

Médio-Centro

Michael Thomas – Voltamos à armada britânica do Benfica e com um dos nomes mais sonantes a chegar aos encarnados, mas que não teve o rendimento esperado.

Em 1998/1999, aos 31 anos, Michael Thomas chegou à Luz com o carimbo de duas vezes campeão inglês, além de uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga Inglesa e um Community Shield numa longa carreira em que brilhou no Arsenal e Liverpool, mas no Benfica esteve longe de ter o rendimento que o currículo fazia antecipar.

Já muito lento, ainda jogou 25 partidas e marcou um golo, mas a saída de Greame Souness ditou o fim da aposta no experiente inglês. Em 1999/2000 foi relegado para a equipa B e logo no ano seguinte seguiu para o Wimbledon, onde terminou a carreira.

Médio-Centro

Phil Walker – Passamos para o jogador inglês que passou mais épocas no futebol português. Estávamos nos anos 80 quando Phil Walker, médio já com 29 anos, chegou a Portugal para jogar no Leixões SC. Com uma carreira em Inglaterra onde passou por Millwall, Charlton Athletic e Gillingham, o inglês só durou uma época em Matosinhos e em 1984/1985 saiu para o Boavista.

Foi nos axadrezados que Phil Walker se destacou em Portugal, com sete temporadas de grande nível no estádio do Bessa, onde foi orientado por técnicos como Mário Wilson, João Alves, Raúl Águas ou José Torres e onde passou a barreira dos 200 jogos nos boavisteiros.

No entanto, não ganhou nenhum título no Boavista e saiu do clube em 1991/1992, precisamente na época em que os axadrezados voltaram aos títulos com a conquista da Taça de Portugal.

Phil Walker, aos 37 anos, continuou a jogar no Maia e por lá ficou durante cinco temporadas, só pendurando as chuteiras em 1995/1996, já com 41 anos.

Ponta-de-lança

Tony Sealy – Com tantos avançados ingleses que jogaram em Portugal, somos obrigados a encher de pontas-de-lança este onze e começamos com Tony Sealy, que brilhou ao serviço do Sporting em 1987/1988.

Já com 29 anos, o avançado contava com um longo currículo em Inglaterra, onde passou por clubes como Southampton, Crystal Palace, Queens Park Rangers, Fulham ou Leicester City, e chegou a Portugal para reforçar o ataque leonino comandado por Keith Burkinshaw, que acabava de perder Manuel Fernandes e o também inglês Ralph Meade.

A passagem por Alvalade começou bem com a conquista da Supertaça frente ao Benfica, mas levantar este troféu foi a única alegria do avançado inglês no Sporting que, mesmo com 13 golos marcados, não evitou que os leões terminassem num desapontante quarto lugar.

Na época seguinte seguiu para o SC Braga, mas durou pouco tempo no Minho: depois de quatro jogos, regressou a Inglaterra para jogar no Brentford. Ainda passou pelo Bristol Rovers, os finlandeses do MyPa e por Hong Kong, onde terminou a carreira em 1995/1996.

Ponta-de-lança

Barry – Continuamos nos anos 80 e com mais um inglês a passar por um histórico do futebol português. Formado no Everton mas com carreira feita em clubes mais modestos de Inglaterra, Barry chegou a Portugal em 1984/1985 pela porta da Académica, depois de uma temporada ao serviço do Swansea.

Em Coimbra, o avançado de 27 anos ganhou espaço aos poucos nos estudantes, com quatro golos marcados em 11 jogos na primeira época, mas no ano seguinte começou a brilhar na Briosa, com oito golos em 29 jogos.

No entanto, o avançado, tal como a Académica, começou a perder gás e em 1987/1988, com apenas um golo marcado em 27 jogos, Barry viu os estudantes descerem para a II Divisão, num ano em que uma reestruturação do campeonato fez com que seis (!) equipas fossem despromovidas.

O avançado inglês ainda seguiu com a Académica para a II Divisão mas, depois de 16 jogos sem qualquer golo, regressou a Inglaterra para jogar nos modestos Southport, Runcorn e Droylsden, onde terminou a carreira.

Ponta-de-lança

Brian Deane – Voltamos ao Benfica de Greame Souness e logo para um avançado que conseguiu deixar marca nos encarnados. Brian Deane chegou ao estádio da Luz a meio da temporada 1997/1998 depois de 10 golos em 25 jogos pelo Sheffield United, que na altura jogava no Championship.

Nos encarnados protagonizou uma dupla goleadora com Nuno Gomes e teve como pontos altos marcar tanto ao Sporting como ao FC Porto em triunfos das águias frentes aos velhos rivais. No total, o inglês marcou sete golos em 17 jogos na época de estreia em Portugal, mas na época seguinte apenas participou em sete partidas e marcou um golo antes de regressar a Inglaterra, para jogar no Middlesbrough a troco de três milhões de euros.

Ainda passou por Leicester City, West Ham, Leeds United, Sunderland e os australianos do Perth Glory até terminar a carreira no Sheffield United em 2005/2006. Atualmente é o dono do Ferizaj, clube da Primeira Liga do Kosovo.

Ponta-de-lança

Ralph Meade – Fechamos o onze com o maior goleador inglês que passou pelo campeonato português. Ralph Meade chegou ao Sporting em 1985/1986 com apenas 23 anos, depois de ter passado toda a vida no Arsenal.

Em Alvalade, o avançado inglês mostrou uma grande veia goleadora sob orientação de Manuel José, com 13 golos em 25 jogos na temporada de estreia em Portugal, incluindo dois hat-tricks. No ano seguinte, ainda mais golos saíram dos pés de Meade, com 21 remates certeiros em 33 partidas, incluindo um golo na histórica goleada por 7-1 do Sporting no dérbi com o Benfica, onde o parceiro de ataque Manuel Fernandes fez um «póquer».

Foi chegar, ver e triunfar individualmente para o avançado inglês, mas deixou Portugal passadas duas épocas sem qualquer título, apesar de ter chegado à final da Taça de Portugal no último ano de verde-e-branco.

A notícia da saída do Sporting surpreendeu os adeptos leoninos e também marcou uma seca nas qualidades goleadoras de Ralph Meade, que não voltou a mostrar a veia goleadora nas passagens pelo Real Betis, Dundee United, Luton Town ou Odense e terminou a carreira nas divisões inferiores inglesas.

 

João Reis Alves

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