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O Arouca Europeu

Júnior Barroso · 3 min

O Arouca Europeu

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Cabeçalho Futebol Nacional

Com o decorrer dos anos, a evolução do futebol português tem sido evidente. A criação de estruturas sólidas, investimento na formação, negócios com fundos financeiros independentes ou até, com um maior raio de prospeção e observação por parte de alguns clubes, esta evolução tem sido evidente e notória, tendo como prova disso a prestação dos clubes portugueses nas competições europeias.

Casos de sucesso como o Braga, Rio Ave, Paços de Ferreira, entre outros, continuam a surgir e, num campeonato cada vez mais competitivo em que os clubes mudam sistematicamente a qualidade dos seus planteis, clubes que numa época por pouco não são despromovidos, podem ser um dos clubes apurados para as competições europeias na época seguinte. Na última temporada, esse nome foi o Arouca.

Mantendo-se na Liga NOS nas últimas 3 épocas, o Arouca, apesar de não contar com prestações brilhantes nas duas primeiras épocas, a terceira foi bem melhor em que, com Lito Vidigal, foram o clube de maior evolução, terminando em quinto de lugar, fazendo assim jus ao forte investimento no decorrer destes anos, com critério nas suas contratações.

Preparando a nova temporada, o Arouca já fez algumas contratações em que o nome mais sonante é mesmo o André Santos, internacional português e antigo jogador do Sporting Clube de Portugal que irá assim trazer muita mais qualidade à posição 6, habitualmente ocupada por Nuno Coelho. Foi ainda oficializado Bruno Lopes, jovem avançado de valor que já representou as camadas jovens da seleção brasileira, nomeadamente os sub-20, Anderson Luis, uma das maiores surpresas da época passada, um lateral ofensivo proveniente do Estoril, Rafael Crivellaro proveniente do Wisla Cracóvia e que já envergou a camisola dos minhotos do Vitória S.C. pode não ser uma solução válida para as alas, pelo menos para o nível que se exige.

André Santos, um dos reforços do Arouca Fonte: FC Arouca
André Santos, um dos reforços do Arouca
Fonte: FC Arouca

Será assim prioritária a contratação de mais dois médios para as zonas centrais e a entrada de um outro extremo. Soluções que podem continuar a ser encontradas na América Latina ou até mesmo por intermédio de empréstimos dos três grandes.

De resto, a experiência de jogadores como Bracalli, Gegé, Anderson Luis ou André Santos ou a emergência de talentos como Bruno Lopes, Walter González ou Hugo Basto, pode realmente ser mais uma boa surpresa para o futebol português, apurando-se para a fase de grupos da próxima fase de grupos da Liga Europa, sobretudo por serem orientados por um treinador com valor comprovado e que conta ainda com suportes como o Professor Neca.

A verdade é que a prestação europeia vai depender muito do sorteio e, não sendo cabeça de série, clubes com maior experiência ou poder financeiro, podem corromper as aspirações do clube do Norte de Portugal e, será talvez preciso reforçar alguns sectores. Para a próxima temporada em solo nacional, a luta pelas competições europeias continuará a ser um objetivo bem vincado e, apesar de grande parte da equipa e Staff técnico se manterem, o Arouca terá que medir forças com clubes que continuam em constante crescimento como o Rio Ave, Paços de Ferreira ou até do Chaves que tem renovado o seu plantel de uma forma bem mais satisfatória e ainda uma prestação nas competições europeias que pode prejudicar a prestação no próximo campeonato, caso o plantel não seja preparado da melhor forma, com o melhor número (em quantidade e qualidade) de opções válidas para cada sector.

Júnior Barroso

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