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Os 10 melhores (ou menos maus) treinadores espanhóis que passaram por Portugal

João Reis Alves · 9 min

Foto: FC Porto

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O CD Tondela substituiu espanhóis no comando técnico dos beirões: saiu Natxo González e entrou Pako Ayestarán, na segunda época seguida com treinadores do país vizinho na Primeira Liga.

Com o sotaque castelhano a manter-se no campeonato, o Bola na Rede mostra-lhe os 10 treinadores espanhóis que mais se destacaram no futebol português.

10.

OFICIAL: Pedro Carmona deixa o Estoril https://t.co/VnoVecb2rP pic.twitter.com/3jvqNEGmZC

— S. Informação M. (@SIMundial) March 8, 2017

 

Pedro Gómez Carmona – Abrimos a lista com um técnico que não deixou saudades no GD Estoril-Praia. Já com a época 2016/2017 a decorrer, Pedro Carmona foi o escolhido pelos canarinhos para substituir Fabiano Soares, naquela que foi a primeira experiência com técnico principal do antigo secretário do Valência CF.

Na estreia, o técnico espanhol quase assustou o campeão em título SL Benfica, mas os encarnados conseguiram a vitória por 1-0, graças a um penálti convertido por Raúl Jiménez. Porém, as derrotas não pararam no Estoril-Praia que, em 13 jogos sob orientação de Pedro Carmona, só venceu dois jogos, um para a Taça de Portugal

O técnico espanhol acabou por deixar o estádio António Coimbra da Mota depois de uma derrota por 2-0 com o Rio Ave, a nona de Pedro Carmona, que deixava os estorilistas no 15.° lugar e a apenas quatro pontos da linha de água.

9.

#CromoVintage
Francisco Manuel “Paco” Soler Atencia temporada 1997-1998 de Ediciones Este @RCD_Mallorca @Uniodepenyes #RCDMallorca #SomElMallorca #JuntsSomMillors RT pic.twitter.com/qawXaQzmF1

— Cromos de Futbol (@cromosvintage84) May 24, 2019

Paco Soler  – Mais um espanhol que viveu a primeira experiência como treinador em Portugal, Paco Soler era mais conhecido pela carreira feita como médio do Mallorca, quando chegou ao Beira-Mar a meio da época 2006/2007, para substituir Carlos Carvalhal.

O antigo campeão olímpico por Espanha apanhou os aveirenses no último lugar da Primeira Liga com apenas uma vitória e ainda conseguiu bons resultados ao empatar frente a SL Benfica e Sporting CP, além de chegar às meia-final da Taça de Portugal, onde foi eliminado pelos leões, que viriam a conquistar a prova.

No entanto, as três vitórias e seis empates conquistados nos aveirenses não foram suficientes para escapar à despromoção, com o Beira-Mar a ficar a apenas um ponto da linha de água. Paco Soler saiu no final da época e praticamente desapareceu do futebol, ao ter apenas uma passagem pelos brasileiros do Goiatuba e duas temporadas no Atletico Baleares no currículo pós-SC-Beira-Mar.

8.

🗣🎥 𝐉𝐮𝐥𝐢𝐨 𝐕𝐞𝐥á𝐳𝐪𝐮𝐞𝐳 𝐩𝐞𝐫𝐬𝐩𝐞𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐣𝐨𝐠𝐨 𝐞𝐦 𝐆𝐮𝐢𝐦𝐚𝐫ã𝐞𝐬: “Vejo uma equipa com muita vontade, trabalho e compromisso”.

Mais info 👉🏼 https://t.co/KW4LGBXGDW#SomosVitória #JuntosPeloVitória #VFC #JulioVelázquez #LigaNOS pic.twitter.com/8pRohv6VjJ

— Vitória Futebol Clube – Oficial (@oficialvfc) June 28, 2020

Julio Velázquez – Um nome bem mais conhecido dos adeptos portugueses, foi há bem pouco tempo que Julio Velázquez deixou uma equipa da Primeira Liga: em julho, a apenas cinco jornadas do fim do campeonato, o espanhol foi despedido do comando do Vitória FC, que na altura estava três pontos acima da linha de água.

No entanto, esta não foi a primeira experiência de Velázquez no futebol português: em 2015/2016, o antigo técnico do Real Bétis assumiu o comando do Belenenses, sucedendo a Ricardo Sá Pinto. No Restelo, o espanhol levou os azuis a um confortável 9.º lugar a nove pontos da qualificação europeia.

Em 2016/2017 continuou no Belenenses, mas acabou por sair ao fim de sete jornadas devido a conflitos com a administração, numa altura em que os azuis ocupavam o 8.º lugar com duas vitórias e três empates em sete jornadas.

7.

Hoxe cumpre 65 anos o que foi adestrador do #Celta entre outubro de 1995 e xuño de 1997 Fernando Castro Santos. pic.twitter.com/epNLqsPWGM

— Celta Historia (@celtahistoria) February 20, 2017

 

Fernando Castro Santos – Recuemos à época 1997/1998, quando o técnico Fernando Castro Santos deixou o RC Celta Vigo para assumir o comando do SC Braga, com a pesada herança de uns arsenalistas europeus, deixada por Manuel Cajuda.

No Minho, o galego não conseguiu satisfazer os adeptos na luta pelos lugares europeus e acabou por deixar o emblema bracarense em janeiro, com o SC Braga a ocupar o 10.º lugar e a estar nas meias-finais da Taça de Portugal.

No entanto, depois de passar por Sevilla FC, Tenerife FC e Poli Ejido, Castro Santos regressou aos arsenalistas em 2002/2003, mas voltou a não ser feliz no SC Braga. A sete jornadas do fim, após uma derrota com o CS Marítimo por 1-0, o galego acabou despedido, com os minhotos a ocuparem um desastroso 14.º lugar, a apenas quatro pontos da linha de água.

Castro Santos ainda voltou por uma terceira vez a Portugal, em 2009/2010, para tentar salvar o Leixões SC da descida mas, mais uma vez, não teve sucesso e acabou por ver os leixonenses caírem à Segunda Liga após terminarem no último lugar do campeonato.

6.

Alberto Pazos – Já que falamos de Castro Santos, também temos de mencionar Alberto Pazos, sucessor do galego no comando do SC Braga em 1997/1998 e que fez história nos seis meses à frente dos arsenalistas, ao levar a equipa à final da Taça de Portugal pela primeira vez desde 1981/1982.

No Jamor, os minhotos não conseguiram segurar o campeão nacional FC Porto e acabaram por perder por 3-1, com Karoglan a fazer o golo dos arsenalistas. O técnico espanhol deixou o SC Braga após essa final rumo a Espanha, mas regressou a Portugal em 2001/2002 para assumir o comando do Farense, mas apenas durou 12 jogos nos algarvios, que viriam a descer de divisão.

Tal como Castro Santos, Alberto Pazos também voltou uma terceira vez a Portugal, para comandar o Marítimo nas últimas seis jornadas da época 2006/2007, onde somou dois empates e quatro derrotas.

5.

Época dourada #not “@SLBVintage: Há 7 anos, Quique Flores era apresentado como treinador do @SL_Benfica. pic.twitter.com/Amep2HApeJ”

— Rúben Barradas (@barradasruben) May 24, 2015

 

Quique Flores – Em 2008/2009, depois de uma desastrosa temporada que culminou com um quarto lugar e fora da Liga dos Campeões, o Benfica apostou em Quique Flores para fazer dos encarnados campeões nacionais quatro épocas depois.

Com uma equipa apetrechada de contratações sonantes como Pablo Aimar, David Suazo, Sidnei ou José Antonio Reyes, o técnico espanhol não conseguiu dar o melhor rumo ao Benfica e acabou por desiludir em quase todas as competições: ficou-se pela fase de grupos da Taça UEFA, foi eliminado nos oitavos da Taça de Portugal pelo Leixões e teve de se contentar com o terceiro lugar na Primeira Liga.

No entanto, houve um momento de glória na passagem de Quique Flores pelo estádio da Luz, com a conquista da Taça da Liga frente ao rival Sporting, num jogo onde os leões foram muito críticos da arbitragem.

4.

Porto anuncia a demissão do técnico espanhol Julen Lopetegui https://t.co/kAivYmrgHw pic.twitter.com/6lbG11eRyB

— Esportes GaúchaZH (@EsportesGZH) January 8, 2016

 

Julen Lopetegui – Mais um técnico espanhol que teve ao dispor uma série de talentos mas que não soube tirar proveito deles, Julen Lopetegui não teve a estadia mais feliz no FC Porto, apesar de ainda ter durado época e meia no estádio do Dragão.

Contratado com pompa e circunstância depois de uma carreira de sucesso pelas seleções jovens espanholas, o antigo guarda-redes do FC Barcelona teve direito a um dos maiores investimentos da história portista, com jogadores como Cristian Tello, Óliver Torres, Brahimi, Aboubakar e Marcano a serem contratados, mas nem assim alcançou os títulos.

Na primeira época, compensou o segundo lugar no campeonato e a eliminação na terceira eliminatória da Taça de Portugal com os quartos de final da Liga dos Campeões, onde os dragões acabaram eliminados pelo Bayern Munique. A segunda época foi ainda mais desastrosa e terminou com o despedimento logo em janeiro, com o FC Porto fora da Liga dos Campeões e a quatro pontos do primeiro lugar e acabou por voltar a Espanha, agora para orientar a «La Roja».

3.

Víctor Fernández e Álvaro Pereira fazem anos hoje, deixa a tua mensagem de parabéns 🎂🎊🎉
Victor Fernández no FC Porto 🔵 ⚪️
🏆 1 Taça Intercontinental
🏆 1 Supertaça Portugal
Álvaro Pereira no #FCPorto 🔵 ⚪️
🏆 1 Liga Europa
🏆 2 Campeonatos
🏆 2 Taças
🏆 3 Supertaças pic.twitter.com/MAa11nQ0AT

— FC Porto – Dobradinha 19/20 🏆🏆 (@FCPorto) November 28, 2017

 

Victor Fernández – Vamos ser diretos: Victor Fernández era melhor treinador que Quique ou Lopetegui? Provavelmente não, mas ao menos conseguiu entrar na história do FC Porto. Chegado ao Dragão no verão de 2004 para substituir o malogrado Del Neri – despedido ainda na pré-temporada.

Ao comando dos portistas, conquistou a Supertaça e a segunda Taça Intercontinental da história do FC Porto, após vitória no desempate por grandes penalidades frente ao Once Caldas. Já no campeonato, a vida não correu nada bem ao técnico espanhol, que acabou despedido em janeiro após uma derrota por 3-1 em casa frente ao SC Braga, um desaire que deixou os portistas no terceiro lugar, com apenas nove vitórias em 19 jogos.

Victor Fernández ficou ligado a uma das piores campanhas do FC Porto a nível interno, mas conseguiu apetrechar a sala de troféus do estádio do Dragão com mais um título internacional.

2.

E, há 12 anos, José Antonio Camacho era apresentado como treinador do @SL_Benfica. pic.twitter.com/g0RWusjzks

— SLB Vintage (@SLBVintage) December 1, 2014

 

José Antonio Camacho – Um dos mais conhecidos espanhóis que passou por Portugal, Camacho chegou ao estádio da Luz a meio da época 2002/2003 para substituir Jesualdo Ferreira em dezembro, numa altura em que o Benfica já só competia para o campeonato.

Em 22 jogos nos encarnados, só foi derrotado por duas vezes e alcançou o segundo lugar na Primeira Liga, a melhor classificação desde 1997/1998. Na época seguinte, ainda mais sucesso para o técnico espanhol, com Camacho a levar o Benfica a conquistar a Taça de Portugal frente ao FC Porto de Mourinho, no primeiro título encarnado desde 1995/1996.

Acabou por rumar ao Real Madrid CF, na época seguinte, mas regressou ao Benfica em 2007/2008, onde teve muito menos sorte: em março, acabou despedido por Luís Filipe Vieira, com as águias a estarem a 14 pontos do líder FC Porto, e nem estar nos oitavos da Liga Europa e nas meias-finais da Taça de Portugal salvaram o antigo selecionador espanhol.

1.

@futbolcarroza Paco Fortes. El técnico catalán (ya casi es más portugués) pasó como jugador por Barça, Espanyol y Valladolid antes de llegar al Farense 🇵🇹 (84/85) donde estuvo 5 como jugador y 13 de entrenador. Un clásico del fútbol luso, también entrenó a Imortal, União Lamas.. pic.twitter.com/ycxtx3DASn

— JullRodríguez (@JullRodriguez) May 28, 2020

 

Paco Fortes – Terminamos esta lista com o espanhol mais português de todos os tempos. Durante 10 temporadas, Paco Fortes fez do SC Farense um histórico com uma ida à final da Taça de Portugal e uma qualificação para as competições europeias a coroarem um dos maiores reinos do futebol nacional.

A estadia nos algarvios começou bem antes de assumir o comando da equipa, com o catalão a jogar durante cinco épocas com a camisola do Farense, mas em 1989/1990 tornou-se treinador para tentar salvar a equipa da descida, objetivo que falhou por apenas dois pontos.

No entanto, na época seguinte consegue o regresso à I Divisão, chega à final da Taça de Portugal – perdida para o CF Estrela Amadora – e levou os algarvios a uma caminhada histórica entre os grandes, que terminou em 1998/1999. Ainda regressou ao estádio S. Luís em 2001/2002, mas não evitou que a equipa, já com problemas financeiros, descesse de divisão, e na época seguinte deixou o Farense de vez.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

João Reis Alves

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