Última horaBruno Pinheiro: «Demos uma boa resposta e fomos extremamente competitivos, deixa-me muito satisfeito»
Publicidade

Os Açores: paisagens, atlântico e… futebol

Emanuel Melo · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Nacional

Ao falar do arquipélago dos Açores, as primeiras imagens que vêm à cabeça de quase toda a gente, são de paisagens, do verde das montanhas, do azul do mar, do oceano atlântico, de um conjunto de particularidades que só quem visita a região conhece. Mas, acrescento um item aos anteriores referidos. Falar dos Açores é também falar de futebol.

Há alguns anos, vindo do arquipélago dos Açores surgia o fenómeno Pauleta. O ciclone dos Açores, como era chamado, marcou uma geração no futebol português. Para além de ser um dos melhores jogadores portugueses de sempre, foi embaixador de uma região que muitos julgavam não ter qualquer expressão no futebol português. A verdade é que nos últimos anos têm surgido vários casos de sucesso no futebol açoriano, casos que mostram que nos Açores também existem bons profissionais, também há um foco especial na formação dos jogadores. Mesmo com as dificuldades naturais em atingir a notoriedade, fruto da insularidade e das condições inerentes, têm chegado ao grande palco do futebol português alguns bons jogadores provenientes dos Açores.

Eliseu é um dos jogadores açorianos, no ativo, mais reconhecidos. Não só pela sua vespa mas pela qualidade que apresenta no futebol Fonte: Sapo Desporto
Eliseu é um dos jogadores açorianos, no ativo, mais reconhecidos. Não só pela sua vespa mas pela qualidade que apresenta no futebol
Fonte: Sapo Desporto

À cabeça, Eliseu e Iuri Medeiros. Eliseu vindo da Terceira, fez carreira em Portugal e Espanha, fazendo parte do plantel que se tornou tetra-campeão em Portugal. Para além de ser um jogador disponível fisicamente, dá segurança tanto a atacar como a defender, sendo um elemento experiente que faz falta a qualquer plantel. Já Iuri, homem vindo do Faial, pertence aos quadros do Sporting e esta época esteve no Boavista, sendo um dos grandes destaques do campeonato. Para além destes casos, podemos destacar Minhoca, homem que esteve nas últimas temporadas no Paços de Ferreira,um jogador de grande recorte técnico, um médio capaz de decidir jogos. A acompanhá-lo, Paulo Henrique, que tanto pode jogar a defesa-esquerdo como pode jogar como central, homem que participou nos últimos jogos olímpicos e que apesar de ainda não ter encontrado o seu espaço na equipa da capital do móvel. Para além destes, continuam a surgir casos de sucesso, principalmente nas camadas de formação dos maiores clubes portugueses. Continuam a despontar jovens craques açorianos que têm todas as condições para chegar aos mais alto nível, nos próximos anos. A nível de clubes, os destaques vão para CD Santa Clara, SC Praiense e Clube Operário Desportivo, três das equipas mais representativas dos Açores.

Apesar do estigma, o futebol nos Açores tem evoluído imenso. Prova viva disso são os casos recentes que têm vindo a surgir nos últimos tempos. Passou-se a olhar para os jogadores açorianos com outros olhos, muito por culpa de Pedro Pauleta. E se existem menos condições financeiras por parte dos clubes insulares, há que destacar a força de vontade dos jogadores, e o afinco e a paixão com que se trabalha nas diversas áreas de formação. Portanto, a todos os leitores, os Açores para além de continuarem a ser um excelente destino turístico, para além de continuarem a ser uma região muito peculiar, continuam a oferecer ao mundo vários jogadores de valia, demonstrando que, por cá, continua-se a valorizar muito o futebol.

Fonte de capa: Happy words

Emanuel Melo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.