Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Os melhores adeptos do mundo

José Pedro Pais · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol NacionalVeio a público esta semana um estudo realizado por uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra que concluiu que as reações de um cérebro de um adepto de futebol são semelhantes quando confrontado com situações de futebol e de amor. Finalmente!

Até que enfim podemos agora justificar perante os nossos cônjuges que aquele amor que invocamos todos os fins-de-semana para faltar a uma série de compromissos, é um amor cientificamente comprovado.

Melhores adeptos do mundo

Fonte: Boavista FC
Fonte: Boavista FC

Ganha mais sentido que nunca a seguinte frase, quando associada ao nosso clube:

“Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.”

Ámen.

Mas será mesmo assim? Será que a grande generalidade dos adeptos portugueses apoia o seu clube nas alturas mais difíceis, quando o esférico insiste em bater no poste e separar a sua equipa ainda mais dos seus objetivos?

Todos sabemos que não.

Foto de Capa: Boavista FC

A grande maioria dos clubes em Portugal têm uma relação com as assistências dos estádios semelhante à equação do preço da gasolina face ao barril de petróleo. Basta olhar para a assistência dos seus jogos para se puder adivinhar o número de pontos na tabela classificativa. São os chamados “adeptos pipoqueiros”.

Felizmente há – pelo menos – um clube em Portugal onde acontece precisamente o contrário – O Boavista.

Nas palavras do atual Ministro da Defesa “um boavisteiro é um adepto mais perfeito do que os outros. Porque ama sem esperar nada em contrapartida”.

Os adeptos axadrezados – muito bem liderados pela sua sempre fiel claque Panteras Negras – têm sido a antítese da pobreza de valores em que caiu o futebol português ao longo dos últimos anos. Embora não sejam em número tão expressivo quanto em outros clubes, foi precisamente nos momentos de maior adversidade que se uniram à equipa, mobilizando-se massivamente – ao nível dos três grandes – e tornando-se o mais poderoso jogador da equipa: o número 12.

Fonte: Boavista FC
Fonte: Boavista FC

Foi precisamente nas alturas de maior aperto classificativo que estes adeptos registaram as suas maiores mobilizações desde que regressaram à primeira liga, empurrando a equipa rumo às vitórias.

Se a tudo isto somarmos casos onde estes adeptos, após sofrerem pesadas goleadas, acabaram os jogos com uma imensa ovação de apoio à equipa, por cima dos adeptos caseiros, ficamos absolutamente sem palavras para os descrever.

“Se eu te pudesse dizer

O que nunca te direi,

Tu terias que entender

Aquilo que nem eu sei.”

Fernando Pessoa

Devia ser boavisteiro.

Foto de Capa: Boavista FC

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

José Pedro Pais

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.