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Depois de uma campanha na Segunda Liga algo “estranha”, uma vantagem enorme conquistada na primeira volta permitiu ao Portimonense relaxar na segunda o que trouxe imensos resultados negativos fruto desse relaxamento , ainda assim o Portimonense conseguiu conquistar o campeonato da Segunda Liga e sagrar-se campeão, o plantel da equipa algarvia era já totalmente deslocado da realidade em que coabitava, a qualidade era claramente qualidade de equipa de primeira liga e o investimento diga-se que também. O Portimonense depois de se ter tornado numa SAD, presidida por Rodiney Sampaio , passou a ter outro tipo de abordagem ao mercado e a conseguir outro tipo de jogadores que até então não conseguia, foi definitivamente uma mudança no tipo de investimento do clube algarvio, claramente para subir de divisão e depois conseguir atingir outros patamares.
Chegados à Primeira Liga, a equipa do Portimonense desde logo que chamou à atenção pelo facto de o treinador Vítor Oliveira ter optado, desta vez, por manter-se no cargo após a subida de divisão. A equipa de Portimão conseguiu segurar um dos seus melhores jogadores no plantel, falo claro de Paulinho, e ainda acrescentou ás suas fileiras jogadores como Nakajima, internacional olímpico do Japão e o experiente Rúben Fernandes.
As expectativas, pelo menos no meu caso, eram por isso elevadas, o Portimonense era claramente uma equipa que vinha quebrar o paradigma da típica equipa que sobe de divisão e que tem sempre muita dificuldade em adaptar-se à Primeira Liga, a equipa algarvia tem qualidade, tem talento, tem experiência… Tudo fatores que apontam para um plantel “perfeito” para a realidade de uma equipa que subiu.

Fonte: Ana Borralho
A verdade é que devo confessar-me algo desiludido com a consistência exibicional demonstrada por este Portimonense, sem dúvida que grandes valores individuais se estão a sobressair, o jogador japonês Nakajima logo à cabeça, mas olhando para o coletivo e para os resultados práticos o Portimonense tem deixado algo a desejar na sua qualidade de jogo. A equipa até começou bem com uma vitória em casa frente ao Boavista, mas depois seguiram-se quatro derrotas seguidas frente ao Braga, Rio Ave, Benfica e Marítimo, a equipa voltou a “respirar” quando venceu em casa o Feirense por 2-1 , mas rapidamente voltaria à sua característica inconsistência revelada nesta época ao conceder um empate em casa frente ao outro recém-promovido, Desportivo das Aves.
Depois um jogo que certamente marcou esta equipa psicologicamente, o jogo em Guimarães. A equipa do Portimonense vencia por 3-0 aos 30 minutos de jogo e acabou por se deixar empatar no minuto 88, perder uma vantagem de três golos é sempre um grande revés seja em que situação for. Mas a equipa até soube reagir bem a esta adversidade e respondeu com uma vitória categoria por 5-2 frente ao Vitória FC em casa. De seguida a equipa de Portimão voltaria a ceder pontos frente a outra equipa na mó de baixo, o Moreirense, empatou a um em Moreira de Cónegos.
No final deste jogo duas coisas ficaram claras desde logo, o Portimonense não consegue ganhar fora de casa e não consegue também ter uma sequência de duas vitórias seguidas para o campeonato. Atualmente a equipa está novamente a passar por uma fase negativa, não ganha desde 25 de novembro e já leva dois empates e duas derrotas.
Vítor Oliveira está claramente descontente com o rendimento da sua equipa e já deu sinais disso mesmo, o plantel não gozou a tradicional folga de ano novo que as equipas de futebol em Portugal costumam gozar e no último jogo após o empate a zeros com o Belenenses até considerou o resultado lisonjeiro para aquilo que a sua equipa produziu ao longo da partida. Sinais muito negativos vindos de Portimão, que até passarão despercebidos ao mais comum adepto de futebol pelo facto do grande “falatório” à volta de Nakajima que pode estar de saída para a Alemanha. A verdade é que apesar de muita cobiça aos jogadores do plantel do Portimonense a classificação atual do clube não reflete a sua qualidade coletiva, o Portimonense tem que fazer mais e melhor até porque já provou nos jogos contra os três grandes que é uma equipa “matreira” e que sabe jogar, eu diria até que das equipas “pequenas” o Portimonense foi aquela que mais me surpreendeu nos jogos contra os grandes, sempre muito aguerrida e combativa, principalmente nos jogos contra o Benfica para o campeonato e Taça da Liga e contra o Porto para a Taça de Portugal.

Fonte: Ana Borralho
Não se percebe por isso porque é que esta equipa coleciona resultados tão negativos fora de casa e sequências pouco positivas que colocam a equipa num 12º lugar a cinco pontos da linha de agua, parece tudo sob controlado para já, mas o Portimonense tem que ter cuidado com este ciclo negativo em que se encontra porque a manutenção está longe de estar segura e descer, ou mesmo ficar perto de descer, com este plantel atual seria algo a merecer reparos.
Foto de Capa: Portimonense SC








