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Primeira Liga | Como foi a temporada 19/20?

Ricardo Rafael Silva · 3 min

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Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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Chegou aquela altura do ano – com alguns meses de atraso, é certo – em que somos, quase involuntariamente, obrigados a refletir sobre a edição da Primeira Liga que finda em Portugal – as competições europeias continuam, todavia, para essas danças não dispomos de destreza suficiente que nos possibilite acompanhar o ritmo marcado pelos adversários.

Perante este cenário ímpar, convém fazer o exercício mental de regressar a agosto de 2019, tirar alguns apontamentos de tudo o que aconteceu no decorrer da temporada, e, consequentemente, reter a informação mais relevante, para que, quando a pergunta surgir, sejamos audazes o suficiente para saber responder.

Portanto, aqui ficam as 5 coisas que aprendemos com a temporada da Primeira Liga 19/20:

1.

Chegou aquela altura do ano – com alguns meses de atraso, é certo – em que somos, quase involuntariamente, obrigados a refletir sobre a edição da Primeira Liga que finda em Portugal
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Qualidade Decrescente – Em várias alturas do campeonato foi verificada uma certa monotonia durante os jogos, com a sucessão de meses deu-se a estagnação, e veio para ficar, dado que a competitividade decresceu e a qualidade seguiu o mesmo caminho.

O futebol português está corrompido, vive-se um clima de “guerra fria” entre as direções desportivas e o jogo parece ter ficado para trás. Nós, os adeptos, merecíamos melhor, é caso para dizer “antigamente é que era bom”.

2.

Somos Pequenos na Europa – Seguindo estas linhas concorrentes – duas retas que se encontram num ponto comum – é seguro afirmar que a prestação europeia foi uma das piores dos últimos anos. Foi escavado um fosso gigante entre as equipas portuguesas e o resto da europa.

Fomos pequeninos, ninguém se superou e nunca dominamos realmente uma partida, caímos cedo e com estrondo. A tendência não é risonha, conquistar a europa é um sonho cada vez mais distante e devemos admitir que, neste momento, não pertencemos à elite do futebol.

3.

Os Treinadores são um alvo fácil – Este ponto é, no mínimo, alarmante. Ocorreram 16 despedimentos em 11 equipas da Primeira Liga, os treinadores que resistiram foram: Sérgio Conceição (FC Porto), Carlos Carvalhal (Rio Ave), João Pedro Sousa (Famalicão), Ivo Vieira (Vitória de Guimarães), João Henriques (Santa Clara), Vítor Oliveira (Gil Vicente) e Natxo González (Tondela).

A estabilidade emocional e competitiva de uma equipa começa no seu treinador, os resultados não aparecem instantaneamente, é necessário trabalho e adaptação. Esta paciência necessária, na época transata, não existiu, levando a uma pressão extrema tanto para a equipa técnica como para os jogadores.

4.

Levantar Taças Sem adeptos – Nesta altura, já foram entregues todas as taças possíveis, as duas últimas – Campeonato e Taça de Portugal, ambas para o FC Porto – já com o estádio vazio. É, de facto, uma sensação nova, sem festa e após uma época longa, fica um sabor agridoce, o objetivo foi cumprido, mas não há ninguém para festejar.

A situação é global e não é do agrado de nenhuma instituição, porém vivemos em tempos de adaptação e os jogadores fizeram-no, através das redes socias deu-se uma festa virtual, que possibilitou uma aproximação e compartilha de festa.

5.

Na secretaria tudo pode mudar – Os últimos lugares da Primeira Liga pareciam estar entregues, Desportivo das Aves e Portimonense, ambas as equipas desciam para a II Liga, com o Vitoria de Setúbal a conseguir a manutenção apenas com um ponto de diferença dos algarvios.

A festa em Setúbal era grande e o objetivo estaria realizado, contudo, todas as rosas são portadoras de espinhos, e a Comissão de Auditoria da Liga parece ser o espinho desta história, pois chumbou os processos de licenciamento dos avenses e dos sadinos, o que levou à despromoção de ambos para campeonatos não profissionais.

Quem pode sorrir neste enredo é o Portimonense – devidamente licenciado – que, assim, garante a manutenção no escalão principal português.

Artigo revisto por Joana Mendes

Ricardo Rafael Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos