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Rio Ave FC 2-2 Belenenses SAD: Dois jogos de 45 minutos

Pedro Paupério · 3 min

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Rio Ave e Belenenses empataram a duas bolas no Estádio dos Arcos. Num jogo com duas partes completamente distintas, os rioavistas estiveram a vencer por duas vezes, mas acabaram por ceder o empate.

O jogo começou equilibrado, com ambas as equipas à procura de jogar, mas muito pobre em oportunidades.

O primeiro aviso, dado por Buatu, surgiu já depois do primeiro quarto de hora. Na sequência de um livre lateral, Coentrão solicitou o central nas alturas, mas o cabeceamento, já na pequena área, saiu ao lado. Pouco depois foi Galeno, num disparo de longe, a ameaçar.

O domínio do Rio Ave começava a acentuar-se e à terceira foi de vez. Bom passe de Carlos Vinícius a descobrir Gelson Dala, cruzamento do angolano na direita e Gonçalo Silva a desviar para a própria baliza.

O jogo voltou então a arrefecer, entrando num período pautado pelas lesões. Do lado do Rio Ave, Borevkovic teve de dar o seu lugar a Nélson Monte, enquanto no Belenenses Zacarya entrou para a vaga de Reinildo.

Até ao intervalo a única oportunidade surgiu num erro de Nélson Monte, que num mau atraso obrigou Leo Jardim a uma boa defesa.

Já no segundo tempo, Gelson Dala entrou com vontade de ampliar. O angolano ficou perto do golo por duas vezes: depois de rematar ao lado numa diagonal a partir da esquerda, atirou por cima num disparo de longe.

O Belenenses SAD tentou responder e, num remate muito forte, Licá atirou ao poste da baliza de Leo Jardim. O jogo estava frenético e o Rio Ave voltou a marcar, por Gelson Dala, mas o VAR anulou o golo por mão de Vinícius no início da jogada.

A equipa de José Gomes não reagiu bem à decisão e acabou por pagar caro. Fredy apareceu sozinho pela esquerda e assistiu Licá para o empate.

Com o marcador empatado, as equipas não se deram por satisfeitas e o espetáculo agradeceu, entrando o jogo num período muito vivo. Aos 64 minutos, Matheus Reis não desistiu de uma bola que parecia perdida por Galeno e assistiu Dala, que finalmente marcou.

Gelson Dala fez o 2-1 para o Rio Ave
Fonte: Liga Portugal

No entanto, o lateral esteve no melhor e no pior, fazendo penálti pouco depois, por mão na bola. Na conversão, Fredy não perdoou e o resultado ficou novamente empatado.

Até ao final, as duas equipas procuraram o golo da vitória e o Rio Ave terminou com três avançados, mas o resultado não se alterou.

ONZES INICIAIS:

Rio Ave FC: Leo Jardim, Matheus Reis, Buatu, Borevkovic (38’ Nélson Monte), Tarantini (63’ Jambor), J. Schmidt (87’ Bruno Moreira), Fábio Coentrão, Nadjack, Gelson Dala, Galeno, Vinícius

Belenenses SAD: Muriel, Reinildo (45’ Zacarya), Sasso, Gonçalo Silva, Diogo Viana, Nuno Coelho (52’ Eduardo), Lucca (85’ Dalcio), André Santos, Fredy, Licá, Henrique

Foto de Capa: Liga Portugal

A FIGURA

Fonte: Rio Ave FC

Gelson Dala – Não fosse a lesão de Diego Lopes e, provavelmente, Dala teria ficado novamente no banco, mas o angolano aproveitou a oportunidade. Bom trabalho no primeiro golo, marcou o segundo e ainda poderia ter bisado, não tivesse o VAR anulado a jogada.

O FORA DE JOGO

Fonte: Rio Ave FC

Nélson Monte – Depois de uma época como titular e depois da saída de Marcelo, seria de esperar que mantivesse o lugar esta época, mas assim vai ser difícil convencer José Gomes. A lesão de Borevkovic deu-lhe a oportunidade, mas entrou displicente, podia ter oferecido um golo e foi muito lento em várias ações.

CONFERÊNCIA BnR

BnR: Concorda eu este jogo teve duas partes distintas? E consegue explicar porquê?

Silas – Concordo. Tem muito a ver com o facto das equipas no princípio ainda se estarem a estudar e não haver muito espaço para explorar. Depois, os jogadores começam a ficar desgastados, começa a haver espaço e os bons jogadores conseguem perceber onde estão esses espaços. Além disso, está relacionado com o facto de as duas equipas quererem muito ganhar. O jogo está mais partido, porque as duas equipas querem ganhar, ou pelo menos não querem perder, portanto é normal que passe a haver mais situações de golo.

BnR: A primeira parte foi muito escassa em oportunidades. Houve um respeito mútuo por parte das duas equipas?

José Gomes – Não foi respeito mútuo. Falando pelo Rio Ave, teremos nós, atendendo ao nosso momento e ao adversário, pensado em ser mais conservadores? Não. Vivemos uma semana com alguns condicionalismos, e fomos obrigados a mexer no nosso onze habitual, mas sobretudo fomos condicionados, com mérito, pela equipa do Belenenses. O Belenenses conseguiu muitas vezes condicionar a nossa saída de jogo e esse mérito do adversário acabou por nos tirar algum caudal ofensivo.

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Pedro Paupério

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Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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