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Rio Ave FC 1-2 SC Braga: Guerreiros relembram que sabem lutar nos Arcos

João Filipe Brandão · 5 min

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Os vila-condenses até se adiantaram primeiro no marcador, mas raça e a vontade minhota foram os fatores chave da reviravolta do SC Braga,

Rio Ave FC e Sporting de Braga encontraram-se este Domingo no Estádio dos Arcos para mais um encontro da 24ª jornada da Liga NOS. O resultado (1-2) acabou por ser favorável ao conjunto minhoto depois de terem conseguido a cambalhota no marcador contra um Rio Ave FC a jogar com dez unidades desde os 56 minutos.

O jogo começou com o Rio Ave FC a ter dificuldades a sair com bola devido ao forte vento que se ia fazendo sentir no estádio. Quem aproveitava era o SC Braga que recuperou várias bolas e se foi, assim, aproximando da baliza de Léo Jardim.

A primeira ocasião de perigo chegou ai minuto 15 da partida. Claudemir conseguiu, a partir da direita, ganhar espaço e rematar para uma defesa apertada do guardião vila-condense para canto.

Nesta altura ia-se vendo um Rio Ave FC algo displicente na maneira como tratava a bola na defesa. Optou várias vezes por complicar, driblar em direção da baliza e até fintas bastante arriscadas, dos centrais e guarda-redes.

Ambas as equipas mostraram muita dificuldade em penetrar o último terço do campo adversário. A previsibilidade era muito e quem ia brilhando eram mesmo os centrais das equipas que aproveitavam para intercetar as bolas.

O segundo sinal de perigo pertenceu ao SC Braga. Desta feita foi Wilson Eduardo que com um remate ainda de fora de área conseguiu fazer com que os adeptos se levantassem. A bola passou, no entanto, ao lado do poste direito da baliza.

O jogo levou este ritmo algo monótono até à recolha para os balneários. Mas antes, houve ainda tempo para uma última ameaça do SC Braga. Cruzamento tenso da esquerda a passar por toda a gente sem sofrer um desvio.

Os bracarenses suaram muito para vencer
Fonte: Liga Portugal

Com o início da segunda parte ficou ainda mais evidente o efeito que o vento teria nesta partida. Se na primeira parte foi o Rio Ave FC a ter dificuldades na saída de bola, agora as mesmas dificuldades viam-se no SC Braga.

Este obstáculo ficou ainda mais latente com o golo que surgiu logo aos 49 minutos. Carlos Carvalho a tabelar bem com Ronan e a rematar, à entrada da grande área, rasteiro e colocado para o canto inferior direito da baliza defendida por Tiago Sá.

Sete minutos depois do golo inaugural da partida, Jambor viu o seu segundo cartão amarelo e consequente catão vermelho por ter impedido uma bola parada a meio campo do SC Braga. O Rio Ave FC via-se assim a ter que jogar com dez durante a meia hora restante.

Em vantagem numérica o SC Braga aproveitou para subir no terreno e aos 65’ podia até ter chegado ao golo do empate. Bom cruzamento de Goiano, teleguiado para a cabeça de Dyego Sousa, mas o brasileiro a desperdiçar de forma clamorosa.

Numa altura em que o jogo estava adormecido eis que o SC Braga conseguiu chegar ao golo do empate. Boa jogada construída desde trás com Wilson Eduardo a subir e a cruzar rasteiro para trás, onde aparece Paulinho que não desperdiça e empate o jogo nos Arcos.

Na resposta ao golo do conjunto de Abel Ferreira, os vila-condenses conseguiram uma chance de rela perigo com a bola a ir à barra da baliza. Cruzamento de Fábio Coentrão na esquerda e Galeno a cabecear o esférico que embate, no entanto, no ferro.

Com empate reestabelecido viu-se um jogo completamente diferente. O Rio Ave FC quis, mesmo com dez unidades em campo, ir à procura do golo e subiu, desta forma, o ritmo do jogo. Ambas as equipas procuravam levar de vencida esta partida.

Eis que o SC Braga conseguiu mesmo a cambalhota no marcador. Ao minuto 90, no seguimento de um cruzamento da esquerda cortado, a bola chegou até Wilson Eduardo que rematou de primeira e sem hipóteses de defesa de Léo Jardim.

A partida termina com o clube minhoto a gerir a vantagem recém conseguida. Acaba por ser um resultado dececionante para o conjunto de Daniel Ramos que esteve a maior parte do jogo a vencer.

Com este resultado o SC Braga solidifica, ainda que provisoriamente o terceiro posto da liga e o Rio Ave mantém o nono lugar tabela classificativa. Na próxima jornada os vila-condenses vão a Chaves ao passo que os guerreiros recebem o Vitória SC para mais um dérbi minhoto.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Rio Ave FC: Léo Jardim, R. Semedo, Messias, F. Coentrão, C. Carvalho (Buatu 76’), Tarantini, Jambor, Nadjack, Galeno (M. Reis 89’), Ronan (Leandrinho 58’), B. Moreira.

SC Braga: Tiago Sá, Sequeira, R. Silva (Paulinho 72’), B. Viana, Goiano, Palhinha (João Novais 60’), Claudemir, R. Horta (Murilo 72’), W. Eduardo, Fransérgio, Dyego Sousa.

A FIGURA

Fonte: Liga Portugal

Wilson Eduardo – O experiente atacante português liderou a reviravolta no estádio dos Arcos. Mostrou ambição de querer chegar à vitória e acabou por ser ele a selá-la com o seu golo ao cair do pano.

O FORA DE JOGO

Fonte: Rio Ave FC

Ronan – O ponta de lança brasileira esteve pouco em jogo. Sem ser a tabela que conseguiu fazer com Carlos, teve bastantes dificuldades em segurar o jogo na frente e acabou mesmo por ser substituído logo aos 58 minutos de jogo.

BnR na CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: Viu-se, principalmente na primeira parte, alguma dificuldade do Rio Ave FC em construir a partir de trás e acaba por marcar na primeira vez que remata à baliza. Como justifica esta maior dificuldade na construção de jogo que resulta em menos oportunidades para o Rio Ave?

Daniel Ramos: O vento causou-nos obviamente algumas dificuldades. Isso aliado à equipa do Braga que nos pressionou. Tentámos reduzir o risco. Em alguns momentos podíamos e devíamos ter tido mais posse. Uma primeira parte muito marcada pelo vento que se fez sentir, na segunda parte menos que permitiu que o nosso jogo fosse algo diferente. Uma primeira parte que, como disse, deveríamos ter feito mais em termos de posse, mas fomos muito condicionados pelo vento.

SC Braga

BnR: Após o segundo golo notou-se uma grande libertação de nervosismo e ansiedade nos seus jogadores pela forma como estes festejaram. Acredita que estes possam ter sido os fatores que impediram a sua equipa de obter melhores resultados nos últimos encontros? 

Abel Ferreira: “Viu-se realmente, depois desta semana de trabalho, mais complicada uma grande vontade destes jogadores. Queriam muito, lutaram muito e suaram muito para levara a vitória para casa. É uma pressão boa dos adeptos que cantam por nós e que têm estado connosco do início ao fim. Essa, sim é a pressão que os jogadores sentem para dar aos adeptos tudo o que eles merecem.”

Foto de Capa: Liga Portugal

João Filipe Brandão

Redação Bola na Rede · ver artigos

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