Publicidade

Rio Ave FC e a Liga Europa: Tarefa complicada para os vila-condenses

Inês Marques Santos · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Verdade seja dita: a sorte podia ter sorrido bastante mais à equipa vila-condense. O sorteio da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, no passado dia 20 de junho, ditou que o adversário da equipa portuguesa iria ser o Jagiellonia Bialystok.

Os polacos foram segundos classificados nas últimas duas épocas, tendo ficado atrás do Légia de Varsóvia com uma distância de apenas três pontos. Outro facto interessante sobre esta equipa é que conseguiu marcar tantos golos quanto a equipa campeã. O Jagiellonia é, basicamente, uma máquina de fazer golos que, por outro lado, deixa muito a desejar em termos defensivos. E talvez seja mesmo isso que José Gomes deva explorar dentro das quatro linhas no próximo dia 26 de julho.

Outro factor que poderá pesar no duelo entre estas duas equipas está relacionado com o andamento da pré-época. Os polacos começaram os trabalhos bastante antes dos vila-condenses e até já realizaram dois jogos nesta pré-época.

As duas equipas defrontar-se-ão nos dias 26 de julho e 2 de agosto
Fonte: UEFA

Os minutos nas pernas de um jogador podem ser decisivos e não digo isto apenas num contexto de final de época em que todos se queixam do mesmo. Digo até pelo sentido inverso, onde um maior ritmo de jogo numa fase inicial de época pode favorecer bastante uma equipa, quer a níveis individuais quer a níveis coletivos. Esperemos que isso não aconteça e que Rio Ave FC consiga lutar dentro de campo para conseguir triunfar além-fronteiras.

Claro que a realidade do campeonato na Polónia é bastante diferente da realidade portuguesa, mas este trata-se mesmo de um grande desafio para equipa do Rio Ave FC. O futebol polaco tem evoluído bastante ao longo dos últimos anos, sobretudo taticamente. O seu campeonato tem recebido vários jogadores e treinadores estrangeiros que têm aprimorado e enriquecido a cultura futebolística no país.

Quem entra para uma competição internacional não pode esperar facilidades. O Rio Ave não tem uma tarefa nada simples pela frente, mas bem sabemos que no futebol nada é impossível, não é verdade? Pois bem, para uma equipa que inicialmente nem iria fazer parte da competição, resta ao Rio Ave acertar o plantel em definitivo o quanto antes e começar a arregaçar as mangas para se preparar da melhor maneira para uma competição de grande exigência como é a Liga Europa.

O clube de vila-do-conde tem-nos sempre habituado a excelentes campanhas no campeonato português. É um dos clubes que, por norma, nos habitua a um bom futebol, que muitas vezes faz a vida negra aos três grandes e que, deste modo, apimenta um pouco a luta pelo título. Está, então, na hora de o Rio Ave mostrar à europa o valor da sua equipa, mas também o valor do futebol português que vai muito além de SL Benfica, FC Porto e Sporting CP.

Foto de Capa: UEFA

Inês Marques Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.