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A subjectividade dos reforços sonantes

Tiago Serrano · 2 min

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No último mercado de Inverno reparei num pormenor: por norma, aquilo que os adeptos querem são reforços de gabarito, daqueles que acrescentam qualidade à equipa no imediato. No entanto, nessa altura eu parei para pensar: “Reforços de qualidade? O que é isso?”.

Na generalidade dos casos, os adeptos querem reforços com nome, com estatuto e provas dadas, pois consideram que esses dão mais garantias e correspondem mais às necessidades da sua equipa. Mas, analisando aquilo a que se está a tornar o futebol nos dias de hoje e verificando casos recentes que passaram pelo futebol português, chego à conclusão que essa conversa dos reforços de qualidade é uma questão subjectiva.

Ora, o que é que jogadores como Adrián Lopez, Gianelli Imbula, Lazar Markovic, Seydou Doumbia, Nicólas Castillo e Facundo Ferreyra têm em comum? Todos eles reforçaram os três grandes nos últimos cinco anos, e eram reforços sonantes, bem renumerados e no papel eram vistos como excelentes reforços que iriam entrar directamente no onze titular das respectivas equipas.

Mas a verdade é que todos eles fracassaram, tornando-se nos maiores flops do nosso campeonato nos últimos anos. Dos seis jogadores mencionados, Adrián López é o único que ainda joga em Portugal no FC Porto, onde entre empréstimos e passagens pela equipa azul e branca com pouca utilização, o avançado internacional espanhol continua longe de justificar os 11 milhões de euros que custou aos cofres do clube.

Adrián Lopez continua sem convencer os adeptos azuis e brancos
Fonte: FC Porto

Numa altura em que a estratégia assume cada vez mais importância no futebol moderno, chego à conclusão de que o estatuto dos jogadores importa cada vez menos. Aquilo que deve realmente ser avaliado são as características dos jogadores que procuram, o perfil deles e a forma como podem encaixar no modelo táctico da equipa. Como tal, um jogador barato e com pouco nome pode muito bem ser mais bem sucedido numa equipa do que um jogador renomeado com provas dadas.

Como tal, a principal coisa que se pode retirar daqui é que o rótulo de qualidade de um reforço está a tornar-se cada vez mais subjectivo. Um reforço de qualidade não é aquele com maior estatuto e com mais provas dadas na sua carreira, mas sim aquele que melhor encaixa na forma de jogar da sua nova equipa, ficando assim mais próximo de obter o rendimento pretendido.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Tiago Serrano

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