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Vitória FC 1-2 CD Nacional: Monotonia decidida nas bolas paradas

Joana Libertador · 4 min

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Em mais uma tarde quente no Bonfim, o Vitória apresentou-se frente ao CD Nacional. Depois de uma derrota em Alvalade por parte dos sadinos e face aos zero pontos dos madeirenses vindos do segundo escalão de futebol, ambas as equipas procuravam os três pontos. Assim, o jogo começou logo com grandes oportunidades para ambas as equipas – primeiro para o Nacional, logo aos 10 minutos, onde valeu o corte de Vasco Fernandes e, logo a seguir, por parte de Zequinha que rematou forte para uma excelente intervenção de Daniel Guimarães.

A ação principal acabou por se concentrar na zona central do campo, onde as equipas iam alternando a posse de bola. As oportunidades diminuíram e apostou-se no contra ataque. Durante a primeira metade existiram apenas mais três ocasiões de golo. Aos 26′ o suspeito do costume, Zequinha, quase festejou um golo – rematou, Daniel defendeu, mas a bola fugiu até à linha de golo, onde acabou por ser aliviada. Nem dez minutos depois foi Witi a figura em destaque, tendo atirado a bola ao poste isolado, depois de bater Joel Pereira.

O juiz da partida, Cláudio Pereira (que apitou o seu primeiro jogo na primeira liga), deu quatro minutos de compensação e foi nesse mesmo quarto minuto que a terceira oportunidade surgiu. Rochez viu a bola cruzada para a área e venceu nas alturas, abrindo então o marcador. O Nacional acabou por marcar no último segundo antes de as equipas recolherem aos balneários.

O Vitória acabou a primeira parte em desvantagem, apesar do equilibro do jogo
Fonte: Bola na Rede

O Vitória entrou mais agressivo, mas foi sol de pouca dura. Rapidamente a força dos sadinos desapareceu e o jogo tornou-se monótono. Contrariamente ao que se viu nas primeiras duas jornadas, desta vez a equipa de Lito foi pouco feliz e encontrava-se algo «desinspirada».

Nos poucos de lances de perigo existentes durante a segunda parte, pediu-se um penalti sobre Éder Bessa que caiu na área do Nacional, mas negado pelo árbitro da partida sem hesitação. Minutos depois foi a vez dos madeirenses pedirem grande penalidade. Desta vez Cláudio Pereira acedeu. Nuno Reis derruba Riascos numa falta desnecessária e acaba por ver o segundo cartão amarelo e consequente expulsão. Camacho foi chamado à responsabilidade e não falhou, aumentado a vantagem do Nacional a cinco minutos dos 90′.

Inesperadamente, a expulsão pareceu ser o mote para a mudança de atitude do Vitória. Após falta no último terço do campo, Éber Bessa, de bola parada, atirou para o fundo das redes de Daniel Guimarães que não teve qualquer oportunidade. O Vitória reduziu para 1-2, já aos 88′, mas os seis minutos que restaram de jogo (quatro minutos de compensação dados) não foram suficientes para os sadinos conseguirem acabar a tarde com algum ponto.

Nota muito negativa para este Vitória, tão diferente do que se apresentou aqui há duas semanas. Jogo pobre em qualidade, monótono que se fez valer pelos últimos cinco minutos de emoção. O Nacional conquistou assim os primeiros três pontos da época.

O jogo já havia acabado, mas ainda assim, houve tempo para Nuno Pinto ver um vermelho direto devido a protestos.

Onze inicial Vitória FC: Joel Pereira, Mano, V. Fernandes, Nuno Reis, Nuno Pinto, Semedo, R. Micael, Costinha (Éber Bessa, 55′), Zequinha (André Sousa, 66′), Mendy (Alex, 83′), Jhonder

Onze inicial CD Nacional: Daniel, Decas, Felipe, Júlio C., Campos, Alhassan (Marakis, 29′), Jota (Palocevic, 66′), Witi, Camacho, Rochez (Riascos, 70′), Vitor G.

Foto de Capa: Bola na Rede

A FIGURA

Fonte: CD Nacional

Daniel Guimarães – Apesar da fraca exibição de ambas as equipas, Daniel foi o melhor em campo, tendo negado por diversas vezes golos “quase certos” do Vitória.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Vitória FC – Depois de um bom arranque e uma boa nota, mesmo tendo perdido em Alvalade, o Vitória chegou hoje ao Bonfim sem atitude e muito desconcentrado. Resta saber se foi um mau dia ou uma premeditação daquilo que aí vem.

BnR na Conferência

CD Nacional

BnR – O Nacional conquistou os primeiros três pontos da época, depois de Costinha afirmar que as vitórias chegariam naturalmente. Com certeza que está satisfeito com a vitória, mas pode dizer o mesmo da exibição?

Costinha – Sim, claro que sim. Penso que foi uma exibição bem conseguida pela minha equipa. Tivemos mais ocasiões de golo, tivemos várias oportunidades ainda antes do primeiro golo. Na segunda parte o jogo mudou muito de cariz. Não que tivéssemos jogado mal, mas aceitamos o domino do Vitória e jogamos no contra ataque. No geral saio satisfeito com a minha equipa, que trabalha muito e é uma equipa muito jovem.

Vitória FC 

BnR – Com base naquilo que afirmou anteriormente, podemos afirmar que a eficácia foi o fator decisivo da partida?

Lito Vidigal – É uma questão pertinente. A eficácia é importante, até porque tivemos muitas oportunidades não concretizadas, mas precisamos de olhar para o todo, fazer uma analise fria e ver o que há para corrigir. Fizemos um bom jogo e podíamos ter marcado, apesar das situações todas. Penso que podíamos ter estado mais focados e, uma vez mais digo, temos de nos abstrair do factor árbitro.

Joana Libertador

Redação Bola na Rede · ver artigos

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