Publicidade

Vitória SC 0-1 Eintracht Frankfurt: Pragmatismo alemão derrota vimaranenses

Carlos Ribeiro · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Regresso das fases de grupos europeias ao D. Afonso Henriques. O Vitória SC recebe em Guimarães um dos semi-finalistas do ano passado, o Eintracht Frankfurt, um clube com uma boa equipa, de uma liga bastante competitiva e com três conhecidos portugueses – e dos portugueses – no seu plantel: André Silva, Gonçalo Paciência e Bas Dost.

Ivo Vieira entra no seu habitual 4-3-3 móvel, com um dos elementos do meio-campo a atuar mais perto do ponta de lança, transformando a equipa num 4-2-3-1 quando em situação de ataque. O técnico dos alemães, Adi Hutter, joga num 4-2-3-1 mais assumido em campo, com André Silva e Gonçalo Paciência, os dois mais avançados, a revezarem-se entre as posições 9 e 10.

O jogo começou dividido e aos dois minutos, André Silva já falhava um golo cantado para a sua equipa, depois um erro na saída de bola do lateral Sacko. Poha, logo a seguir, rematou à figura de Ronnow, o substituto do lesionado Kevin Trapp, que só deve voltar em Janeiro.

A toada continuava a mesma, mas conseguia-se perceber que ambas as equipas queriam jogar subidas no terreno, pelo que tentaram por diversas vezes entrar na profundidade do adversário. Aos 16 minutos, primeira grande para o Vitória SC, com Leo Bonatini a alvejar o poste, num autêntico “penalty em movimento”.

N’Dicka, o melhor em campo e autor do único golo da partida
Fonte: Eintracht Frankfurt

A partir desta altura, o Vitória SC tornou-se mais dominador no jogo, mas na sequência de um canto batido por Sow, aos 35 minutos, N’dicka cabeceou no coração da área, fazendo o 0-1 para o Eintracht Frankfurt. Resultado injusto para os vimaranenses, pelo que estavam a demonstrar em campo, com um bom futebol.

A equipa da casa sentiu o golo, apesar de até ter criado duas ocasiões, ténues, através de cruzamentos para a área. Ao intervalo 0-1 no marcador, resultado que não reflectia aquilo que se tinha passado em campo na primeira parte.

Os primeiros 15 minutos da segunda parte começaram novamente com o Vitória SC em bom nível, quase sempre pelas alas, a criar perigo através de cruzamentos, com a defesa do Eintracht Frankfurt a responder sempre bem. O tempo avançava e continuava tudo na mesma, com a defesa de betão alemã a negar toda e qualquer aproximação minhota à sua baliza.

Aos 73 e 75 minutos, duas enormes oportunidades para o Eintracht Frankfurt. Primeiro, na sequência de um canto, Miguel Silva faz uma espectacular defesa a negar o golo à boca da baliza, enquanto Kostic, logo a seguir, cabeceou ao poste. Sorte para o Vitória SC, que continuava na luta por um bom resultado.

Até final do jogo, o resultado não se alterou mais e o Eintracht Frankfurt viu a sua coesão defensiva sair por cima, apesar de ter tido simultaneamente as melhores oportunidades de golo, em contra-ataques “venenosos”. Vida difícil, como se antecipava, para os minhotos na Liga Europa.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Vitória SC – Miguel Silva, Sacko (Rochinha, 64’), Pedro Henrique, Tapsoba, Florent, Mikel Agu, Poha, Lucas Evangelista, Marcus Edwards, Léo Bonatini (Bruno Duarte, 65’) e Davidson (André Pereira, 77’).

Eintracht Frankfurt – Ronnow, Touré, Durm (Da Costa, 78’), N’Dicka, Hinteregger, Gelson Fernandes, Djibril Sow, Rode (Kamada, 59’), Kostic, André Silva e Gonçalo Paciência (Bas Dost, 67’).

A FIGURA

Fonte: Eintracht Frankfurt

Adi Hutter – Pragmatismo alemão no D. Afonso Henriques. Apesar do Vitória SC ter jogado relativamente bem, a estratégia defensiva bem montada do austríaco frustrou os ataques da equipa da casa. Para além disso, quando saía para a frente, criava perigo. Treinador a ter em conta no futuro próximo, pois creio que vai subir facilmente na carreira.

O FORA DE JOGO

Fonte: Vitória SC

Ivo Vieira – Montou uma boa equipa para este jogo, teve mais bola, conseguiu ter superioridade durante muito tempo, mas faltou sempre mais objectividade na frente. Elejo-o devido às substituições. Até aos 65 minutos – mais coisa, menos coisa – gostei da exibição do Vitória SC, mas creio que as três entradas de jogadores vieram prejudicar o jogo que até ali vinha sendo feito, que levou ao desfecho menos desejado para os portugueses.

Foto de Capa: Vitória SC

Carlos Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.