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Derby de Juniores: Sporting CP 2-1 SL Benfica

Maria Serrano · 3 min

Derby de Juniores: Sporting CP 2-1 SL Benfica

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Na tarde de sábado, os eternos rivais Sporting e Benfica encontraram-se para mais um derby empolgante. Por um lado, o líder Benfica entrava no jogo com a intenção de manter esta condição privilegiando o jogo interior, de posse de bola, com superioridade no meio campo, apesar da substituição forçada por lesão de Filipe Nascimento por Diogo Rocha, aos 16 minutos. Por outro, o Sporting, a querer recuperar alguns pontos perdidos e aproximar-se da liderança, entrou no jogo a pressionar muito alto, a reduzir espaços, procurando recuperar a bola cedo, apostando numa defesa sólida e em transições rápidas com desenvolvimento de jogo exterior, catalisado pelos seus laterais e pelos seus extremos.

Estas duas abordagens resultaram num jogo equilibrado, com clara supremacia das defesas em relação aos avançados, até que, ao minuto 43 da primeira parte, Gelson, sobre a direita, fintou Rebocho e finalizou com êxito num remate rasteiro e cruzado, junto ao poste mais distante da baliza defendida por Theirry.

Este tónico deu à equipa do Sporting o reforço de que precisava para iniciar a segunda parte na mesma toada, aproveitando sempre muito bem as transições e as faixas laterais do campo. Aos 65 minutos, depois de uma jogada perigosa do Sporting, um contra-ataque do Benfica termina com uma bola colocada em Romário Baldé nas costas do central Liu, do Sporting. O outro central (Domingos) na cobertura trava em falta o avançado encarnado à entrada da área, valendo-lhe o segundo cartão amarelo e a consequente expulsão. Do livre, marcado por Rebocho, resultou o golo da equipa visitante.

Estavam lançadas novas bases para o jogo: o Benfica tinha mais um jogador em campo e a vantagem moral de ter chegado ao empate, com o seu treinador a refrescar o ataque com a entrada de Hildeberto; o Sporting, em inferioridade numérica, parecia em risco de colapso, vendo-se na necessidade de adaptar João Palhinha na posição de defesa central, fazendo descer Gelson para o meio campo. Durante alguns minutos o Sporting passou por sobressaltos, valendo-lhe a grande atitude dos seus jogadores, a fechar todos os caminhos para a sua baliza. O Sporting valorizava, agora, mais por necessidade do que por estratégia, a aposta nas transições rápidas e estava perto do segundo golo aos 70 minutos, colocando uma bola no poste da baliza do Benfica e obrigando o guarda-redes encarnado a outra defesa difícil. Aos 74 minutos surge um belo lance de entendimento entre Francisco Geraldes, Gelson e Matheus, aparecendo este último isolado na área do Benfica, e desferindo um remate forte e colocado que voltaria a dar vantagem à equipa da casa; estava feito o 2-1. O treinador do Sporting apostou na entrada de Bruno Wilson para o centro da defesa, voltando João Palhinha ao meio campo, e, logo de seguida, substituiu o avançado centro Samba Baldé pelo médio Marcos Barbeiro, organizando a equipa em “4*3*2”, com os dois avançados a jogarem sobre as alas para impedirem a progressão dos laterais contrários. Os últimos 10 minutos foram de domínio do Benfica mas sem criar ocasiões de perigo, perante uma equipa solidária do Sporting, com grande coesão defensiva.

O resultado final aproxima as duas equipas, mantendo-se o Benfica na liderança, com 13 pontos, agora na companhia do Sporting de Braga, que surpreendeu o F. C. Porto no seu próprio reduto (2-3), e com o Sporting a apenas 2 pontos dos comandantes. A luta pela liderança vai estar bastante acesa já na próxima jornada; o quarto classificado (F. C. Porto, com 9 pontos) visita o Seixal, encontrando um Benfica que antes luta frente ao Manchester City para garantir um lugar na próxima fase da competição da UEFA Youth League. O Sporting CP desloca-se ao terreno do Leixões e o Braga recebe a U. Leiria.

Maria Serrano

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