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As competições europeias da época 2019/20 estão perto de terminar e o último jogo europeu desta época é obviamente a final da Women’s Champions League. De um lado, as campeãs alemãs, VfL Wolfsburg, vão em busca do triplete, depois de já terem conquistado tudo no seu país. Contudo, do outro lado, estão as tetracampeãs em título, Olympique Lyonnais, que procuram voltar a vencer tudo de novo a nível interno (tarefa já concluída com sucesso) e internacionalmente.
Tanto alemãs como francesas chegam a esta final 100% vitoriosas e, por isso, teremos de olhar para o registo histórico entre ambas as formações para ver onde haverá desequilíbrio. Wolfsburg e Lyon já se defrontaram por três vezes na final, e o confronto é favorável à equipa francesa – duas vitórias. Se olharmos para os jogos todos a nível europeu, o Lyon tem quatro vitórias sob as alemãs e apenas duas para a formação do Wolfsburg – houve ainda um empate a registar. Resta saber se haverá continuação do legado ou se teremos um empate em termos de vitórias na final.
O palco da quarta final da Women’s Champions League entre VfL Wolfsburg e Olympique Lyonnais será o Anoeta (estádio do Real Sociedad), e o seu relvado contará com muitas estrelas, mas também com muitas ausências… As mais notórias são do lado das francesas, que não vão contar com Ada Hegerberg – a melhor jogadora do mundo que recupera de uma lesão –, com a internacional portuguesa Jéssica Silva e ainda com Nikita Parris, internacional inglesa que foi expulsa na partida frente ao Paris Saint-Germain FC.
🏟 The #UWCLfinal stage is set…@VfLWob_Frauen v @OLfeminin
😏 You don’t want to miss it.#VisaPOTM#UWCL pic.twitter.com/fFRI24L24o
— #UWCL (@UWCL) August 28, 2020
A nível ofensivo, o Lyon está débil. Contudo, não deixa de haver qualidade no lado francês, que pode decidir um jogo ou não serão as atuais tetracampeãs em título. As opções no imediato para a frente de ataque parecem ser Eugénie Le Sommer ou Shanice van de Sanden. Quem não fica também atrás em termos de qualidade individual e coletiva são as alemãs do Wolfsburg. Por isso, vamos, sem mais demoras, ver as cinco jogadoras que podem fazer a diferença na final de domingo.
Outras jogadoras a ter em conta: Friederike Abt e Ewa Pajor (VfL Wolfsburg); Sarah Bouhaddi e Lucy Bronze (Olympique Lyonnais)
1.
⚽ More of this from @ingrid_engen for @VfLWob_Frauen tonight? ⚽ #UWCL
— #UWCL (@UWCL) August 25, 2020
Ingrid Syrstad Engen – Tem apenas 22 anos a média norueguesa e é já uma das sensações – e jovem promessa – na equipa alemã, e também na sua seleção. Depois de vários anos a jogar na Noruega, chegou este ano à cidade de Wolfsburg e já vai ganhando raízes no meio campo das alemãs.
Desde que se retomou a competição, a norueguesa já marcou por duas vezes – no encontro contra as escocesas do Glasgow City FC –, e conta com duas exibições bastante sólidas. Ingrid Engen tem dominado o meio campo da equipa alemã na companhia de Alexandra Popp e a sua qualidade de passe tem sido fundamental para encontrar as suas companheiras, tanto em profundidade, como nos espaços exteriores.
Contudo, podemos caracterizar a norueguesa como uma verdadeira “faz tudo”, pois é possível vê-la empenhada nas tarefas defensivas e ofensivas com o mesmo rigor. Porém, na final, devemos esperar ver Engen focada mais no jogo defensivo, tal como já aconteceu no jogo da meia-final com o FC Barcelona.
A número 15 do VfL Wolfsburg tem um bom controlo de bola e sabe sempre definir no momento do passe. Contudo, não se espere nada de muito perigoso em zonas subidas, a menos que seja através de bolas paradas. Pode desbloquear um jogo com um golo de uma bola parada ou com a sua qualidade de passe, que, por vezes, são meio golo.
2.
She’s played more #UWCL games than anyone else – and headed in plenty of set-pieces too⚽@WRenard | #UWCL pic.twitter.com/aukMAXZ8TI
— #UWCL (@UWCL) August 26, 2020
Wendie Renard – Com uma carreira dedicada exclusivamente ao Olympique Lyonnais, a defesa central pouco sabe o que significa a palavra «derrota», e estará já “cansada” de levantar tanto troféu nacional e europeu ao serviço das Les Gones. Renard já nos habituou com o seu jeito imperial de conseguir controlar todas as incursões atacantes das suas adversárias. Está no sítio certo e na altura certa, e a francesa dá uma solidez defensiva como poucas o fazem.
É uma óbvia solução defensiva, mas também… atacante. Não é que Wendie Renard consiga ultrapassar a defesa adversária e marcar um “golaço”. Porém, é óbvio que nas bolas paradas mantém o seu selo de imperial. Não se admirem se virem a jogadora de 1,87 m a voar e a dizer “c’est à moi!”. Basta rever aquilo que aconteceu na meia-final contra o Paris Saint-Germain FC, onde acabou por resolver o jogo com um golo de bola parada.
Assim, teremos de ter em conta a experiente Wendie Renard. Primeiro, porque a defender são poucas as vezes que acaba por cometer erros, e, mesmo que a sua companheira de defesa – que tem sido Kadeisha Buchanan – falhe, estará lá para fazer a dobra. Depois, o seu nível de competência nas bolas paradas é uma “estrelinha” no seu currículo e pode resolver uma final. Por fim, o número de jogos que já fez nesta competição e, principalmente, em finais são um fator determinante. É uma jogadora habituada a estes palcos e pode ser o seu SÉTIMO (!) título europeu com o Olympique Lyonnais.
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4⃣⚽All of @PernilleMHarder‘s goals in her peerless #UWCL quarter-final display for @VfLWob_Frauen🔥🔥🔥🔥
Watch finals highlights on UEFA tv https://t.co/DV0R6wzXN9 pic.twitter.com/LFEf5Y0dlI
— #UWCL (@UWCL) August 23, 2020
Pernille Harder – Depois de um poker nos Quartos de Final, a dinamarquesa vem com tudo para conseguir atacar o troféu que falta na sua carreira: a Women’s Champions League. A primeira memória que me vem à cabeça de Harder é o golo que marcou a solo na final do Europeu 2017, que viria a perder para os Países Baixos. Os golos que já marcou em San Sebastián também não ficam nada atrás.
Acho que será difícil encontrar algum defeito na número 22 do VfL Wolfsburg, porque realmente tem impressionado com o seu futebol. Consegue vir das alas para dentro com grande facilidade, joga muito bem entrelinhas, dando apoio à ponta de lança – que tem sido Ewa Pajor –, e tem um remate potentíssimo. Foi destacada pela UEFA como sendo uma jogadora a ter em conta antes de começar a competição, e está a mostrá-lo.
Leva quatro golos em dois jogos nesta final eight. Contudo, é a segunda melhor marcadora da competição com os mesmos nove golos de Ada Hegerberg (Olympique Lyonnais) e menos um do que Vivianne Miedema (Arsenal FC), que já foi eliminada da competição. Pode decidir um jogo com um remate fora da área, com a sua mudança de ritmo repentinamente ou com os seus dribles que facilmente a deixam frente a frente com a guarda-redes adversária. É, sem dúvida, uma jogadora a ter em conta, e, se estiver em dia sim (como esteve contra o Glasgow City FC), ninguém a trava.
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Your @AmelMajri7 free-kick masterclass😍
The goal that ensured @OLfeminin reached an 11th #UWCL semi-final in 13 years🔥 pic.twitter.com/T9MjX7gmsN
— #UWCL (@UWCL) August 23, 2020
Amel Majri – A franco-tunisina tem um currículo muito semelhante ao já apresentado por Wendie Renard, pois tem uma carreira também dedicada à equipa do Olympique Lyonnais. Como a defesa central, Majri pode ir para o seu sétimo título da Women’s Champions League com a formação francesa.
Majri é a jogadora que tem atuado pelo lado esquerdo (principalmente, a extremo) nesta equipa francesa – pelo menos, nesta final eight. No esquema tático do Lyon, as laterais (Lucy Bronze e Sakina Karchaoui) têm de ser muito competentes no processo ofensivo, pois são muitas vezes solicitadas pelas médias, que estão encostadas quase sempre à lateral, como é o caso de Amel Majri e de Delphine Cascarino. Porém, é possível ver, por vezes, Majri a procurar o jogo interior, descaindo da ala para o meio, tanto em progressão com bola, como à procura do passe interior.
Para além de ser rápida e de ter uma excelente visão de jogo, é uma exímia batedora de livres, e já fez estragos nesta final eight. Contra o FC Bayern Munchen marcou o segundo golo do Lyon de livre direto, e, na meia-final contra o Paris Saint-Germain FC, foi do seu pé que surgiram as melhores ocasiões, precisamente de bola parada. O pé esquerdo de Amel Majri encontrou, com um passe teleguiado, a cabeça de Wendie Renard para que se resolvesse o jogo entre as francesas. Ou seja, pode não ter grande faro para o golo, mas o importante de si será mesmo a forma como se movimenta em campo e também as suas bolas paradas.
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🇸🇪 Tonight’s matchwinner Fridolina Rolfö.
🗣 “It feels amazing, we’re really happy with the result and to have made it to the final. We were talking at half time about the need to keep calm, keep the ball, not get too stressed and try to score a goal.”#UWCL pic.twitter.com/BWgmm73rKh
— #UWCL (@UWCL) August 25, 2020
Fridolina Rolfö – Mudou-se de Munique para Wolfsburg nesta época, e parece que, em termos de títulos e de finais, tem-se dado bastante bem. Depois de alguns anos na Suécia, a jogadora começou a sua aventura pela Europa no FC Bayern Munchen, e em 2020, consegue alcançar a sua primeira final da Women’s Champions League. Parece que os ares do norte da Alemanha lhe fizeram muito bem.
Rolfö tem jogado encostada ao lado esquerdo, tal como Amel Majri, e tem muitas vezes assumido o papel de extremo (4-2-3-1) ou de média (4-4-2) – dependendo da formação que Stephan Lerch escolhe. Mas é uma jogadora que se sente muito bem encostada à linha e que aproveita bem o espaço que tem no corredor onde atua. Muito devido ao papel na ala que vai tendo no Wolfsburg, a extremo sueca tem uma enorme facilidade para cruzar, e também tem qualidade no drible sob as defesas laterais adversárias.
Para além das qualidades já mencionadas na ala, Fridolina Rolfö é uma jogadora que está sempre à espera de uma segunda bola no caso de uma defesa incompleta por parte da guarda-redes adversária. Basta olhar para aquilo que aconteceu na meia-final frente ao FC Barcelona, onde foi a heroína da partida, fazendo o golo de uma recarga de um remate da sua colega. Aqui aplica-se bem a expressão “rato de área”, como é muito usual de se dizer no gíria futebolística.
Por isso, a jogadora sueca será fundamental na ala esquerda com a habilidade que possui para ultrapassar as adversárias e cruzar para um possível remate e consequente golo de alguma das suas colegas. Porém, também pode ser um golo da sua autoria que pode resolver a final de domingo.
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