Morrer na praia pelo segundo ano consecutivo. É isto que a equipa feminina de futebol do Sporting Clube de Portugal sente neste momento, após ficar pela fase de grupos nas suas duas participações na mais importante competição de clubes de futebol feminino. Fica um sabor amargo, principalmente este ano, por novamente, dentro dos dez minutos finais, a equipa perder a tão almejada passagem.

Na terceira temporada do projeto feminino do Sporting, até agora coroado de grande sucesso, com todos os títulos possíveis conquistados, o objetivo das leoas era claro: passar esta fase de grupos. Mas fruto de vários motivos, entre eles uma pré época quase sem jogos devido à falta de equipas em Portugal a começar a época cedo, falta de reforços em posições fulcrais e a perda da Matilde Fidalgo, foram alguns dos possíveis motivos para este falhanço.

O Sporting foi jogar à Croácia esta fase de grupos, mas o grande rival vinha da Noruega. O Avaldsnes Idrettslag terminou em segundo no campeonato do seu país e em teoria teria mais argumentos que as leoas, mas em campo não se viu isto, com o Sporting a ser melhor na maioria do jogo, reagindo bem a um golo logo ao terceiro minuto, por Gaëlle Enganamouit. Ana Borges e Sharon Wojcik deram a volta ao marcado, mas após o empate algo caído do céu a equipa da Noruega passou para a frente ao minutos 89, por intermédio de Cecilie Pedersen. Um golo injusto e que deixou as leoas desde logo com uma passagem à fase seguinte quase impossível.

A união da equipa não foi suficiente para passar a fase de grupos
Fonte: Sporting CP Futebol Feminino

Já na temporada passada a equipa leonina falhou nos últimos minutos do jogo decisivo, curiosamente também o primeiro da fase de grupos, na altura com as cazaques do BIIK Kazigurt, com o golo que ditou a derrota por 2-1 a ser marcado aos 83 minutos por Charity Ogbenyealu Adule. Daí a tal referência aos dez minutos finais em ambos os casos.

Os dois jogos seguintes – contra as croatas do Osijek e as macedónias do ZFK Dragon 2014 – resultaram em duas vitórias tranquilas das leoas que mostram que para esta fase estão mais do que bem preparadas e que mais um ou dois reforços de grande categoria, tal como foi Nevena Damjanovic, poderiam ser suficientes para uma passagem tranquila à próxima fase.

Na próxima época, caso o Sporting atinja os resultados esperados, é preciso repensar a preparação desta fase. Ir ao estrangeiro fazer jogos, já que em Portugal é impossível, e por motivos válidos, porque a Supertaça apenas acontece a 9 de setembro, além de que jogar contra Braga e Benfica teria os seus contras. 

Fica um sabor amargo, mas também se percebe que corrigindo pequenas falhas o Sporting pode passar esta fase de grupos e conseguir um feito apenas alcançado por uma equipa portuguesas, o Atlético Ouriense em 2014-15, equipa que tinha Joana Marchão, Ana Capeta e Diana Silva, atuais jogadoras do Sporting.

Foto de Capa: Sporting CP Futebol Feminino

artigo revisto por: Ana Ferreira

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