Portugal 1-0 Escócia: O golo solitário e a vitória saborosa

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A CRÓNICA: VITÓRIA EM BELÉM A PENSAR NO EMBARQUE PARA A INGLATERRA

Foi com vista privilegiada para o Rio Tejo e para Belém que a seleção feminina portuguesa gostaria de somar mais três marujos (pontos), para serem mais alguns a entrar no barquinho que quer seguir de Portugal rumo a Terras de Sua Majestade, já em 2022. O problema é que de lá tinham vindo escocesas, que para além de terem de fazer o caminho para casa, tinham a mesma intenção.

O Estádio do Restelo parece não ter sido propositado: vista para o Padrão dos Descobrimentos, a cruz de cristo na bancada – a mesma que ia nas nossas caravelas… Estava tudo preparado para começar nova aventura marítima. Ah, desculpa! Aventura futebolística. As portuguesas apresentaram-se cautelosas e as escocesas mandonas. Contudo, nem umas nem outras criavam o perigo que é preciso. Por isso, acabámos a ver um nulo na 1.ª parte.

A segunda parte parecia que ia tomar o mesmo rumo como a primeira. Bola lá, bola cá, e iam faltando os lances de perigo. Foi preciso esperar mais de uma hora de jogo e uns nove minuto para ver alegria em pleno Restelo. Tatiana Pinto fez uma grande assistência e Ana Borges, com intenção e com muita sorte à mistura, deu o toquezito importante para o 1-0.

Até ao fim, foi sofrer à bom português. Porque depois do golo pouco ou nada foi feito pela seleção das Quinas. Só as escocesas procuraram marcar para conseguir, pelo menos, um marujo (pontos), mas até esse parecia que queria ficar cá em Portugal.

Moral da história: ganha quem marca mais golos e aí as portuguesas fizeram o trabalho na perfeição. As portuguesas somam a quarta vitória nesta qualificação e continuam a sonhar com o apuramento. As escocesas somam a segunda derrota consecutiva e ficam com os mesmos nove pontos.

 

A FIGURA

Fátima Pinto – A jogadora do Sporting CP foi uma das jogadoras mais ativas durante todo o jogo e foi um dos grande elos de ligação entre a defesa e o ataque. Tinha definição no passe para as suas colegas e mostrava segurança na hora de se manter coesa com as restantes companheiras de meio campo, Tatiana Pinto e Dolores Silva. Acabou por ser substituída, contudo, foi uma peça importante.

O FORA DE JOGO

A eficácia escocesa – Se em Portugal acabaram por perder foi por culpa própria, pois oportunidades não faltaram e também tiveram sempre por cima, grande parte do jogo, a questão é a eficácia. Não se ganham jogos sem golos e também o problema foi o facto de as jogadores escocesas não conseguirem rematar à baliza. Já se sabe que assim fica complicado.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Portugal a apresentar-se num 4-3-3 com Dolores Silva a ser a terceira média mais recuada para que conseguisse também construir jogo. Estavam responsáveis pela frente de ataque Ana Borges, Diana Silva e Cláudia Neto e esta última ia funcionando como uma falsa nove, variando sempre a sua posição no momento defensivo visto que recuava muito para também ajudar na construção.

As comandadas de Francisco Neto a mostrar muita dificuldade em construir devido à intensa pressão alta que as escocesas iam fazendo. A solução passava por sair rápido na zona do meio campo, mas foi complicado ligar a primeira linha de três com as três mais da frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrícia Morais (6)

Mónica Mendes (5)

Sílvia Rebelo (5)

Carole Costa (5)

Joana Marchão (6)

Tatiana Pinto (7)

Dolores Silva (6)

Fátima Pinto (8)

Ana Borges (6)

Cláudia Neto (6)

Diana Silva (7)

SUBS UTILIZADAS

Andreia Faria (4)

Andreia Norton (5)

Vanessa Marques (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESCÓCIA

As escocesas vieram com intenção de sair de Lisboa com os três pontos numa qualificação que está a ser complicada para as mesmas. Apresentaram-se num 4-2-3-1 em que começava a construir a partir da defesa e as laterais Rachael Boyle e Emma Mitchell acabavam por participar muito no processo ofensivo. No momento defensivo o destaque fica para a pressão alta e que não deixava que as portuguesas construíssem à vontade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lee Alexander (5)

Rachael Boyle (6)

Rachel Corsie (5)

Jennifer Beattie (5)

Emma Mitchell (6)

Caroline Weir (5)

Leanne Critchon (5)

Kim Little (5)

Lisa Evans (5)

Kirsty Hanson (5)

Erin Cuthbert (6)

SUBS UTILIZADAS

Nicola Docherty (5)

Martha Thomas (6)

Elizabeth Arnot (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Não foi possível fazer perguntas ao selecionador nacional, Francisco Neto.

Ana Borges: Melhores Declarações

«É um sentimento de alegria enorme e um trabalho de toda a equipa durante a semana toda».

«Sabíamos que a Escócia era uma equipa forte, mas o mais importante foi a entreajuda que a equipa teve ao longo do jogo e também a força que nos chegava de fora».

«Nós pensamos jogo a jogo. Entramos em qualquer jogo para ganhar e para ficar com os três pontos. No entanto, pensamos primeiro no próximo jogo que é contra a Albânia e que vai ser complicado».

João Pedro Barbosa
João Pedro Barbosahttp://www.bolanarede.pt
É aluno de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, tem 20 anos e é de Queluz. É um apaixonado pelo desporto. Praticou futebol, futsal e atletismo, mas sem grande sucesso. Prefere apreciar o desporto do lado de fora. O seu sonho é conciliar as duas coisas de que gosta, a escrita e o desporto.

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