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No segundo jogo depois da paragem devido à pandemia, o FC Porto recebe (sem adeptos no estádio) o CS Marítimo. Com nove partidas a faltar para o final do campeonato, e depois de ter perdido contra o Famalicão no regresso, os Dragões não se podem dar ao luxo de deixar mais pontos para trás. Ainda que o confronto direto dê vantagem sobre o Benfica, a igualdade pontual deixa as contas do campeão completamente em aberto.
Enquanto que a luta do FC Porto é pelo primeiro lugar, o Marítimo procura arrumar em definitivo qualquer dúvida que ainda persista de que o clube irá permanecer no principal campeonato português. Os seis pontos acima da linha de água dão alguma tranquilidade à equipa de José Gomes, mas o facto de ter apenas conquistado um ponto nos últimos quatro jogos deve ser também um fator preocupante.
Assim sendo, aqui vão dez das estatísticas a fixar no lançamento desta partida.
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💙 Dragões Juntos
⚽ Quarta-feira: FC Porto-CS Marítimo#FPorto #DragõesJuntos #FCPCSM pic.twitter.com/fryOae1R2X— FC Porto (@FCPorto) June 8, 2020
10 vitórias em 12 jogos em casa – O fator casa é, sem margem para dúvida, muito importante para o FC Porto (como é em geral para os “grandes” em Portugal). Mesmo com um jogo a menos que o Benfica, os Dragões são a equipa com mais pontos a jogar no seu próprio estádio. Contudo, muito disto pode vir a mudar neste final de campeonato sem adeptos. Toda aquela emoção e consequente intensidade que a presença dos aficionados nos estádios trazem ao jogo não se vai sentir e, não deve haver quem disputa a ideia que isto apenas apresenta benefícios para os clubes mais pequenos. Já se viu no jogo do Benfica na última jornada. Quantas vezes não temos visto ao longo dos últimos anos, tanto na Luz como no Dragão, golos ao cair do pano para dar vitórias que são altamente influenciados pelo incentivo que vem das bancadas? Neste primeiro jogo de volta ao Dragão para o FC Porto, vai ser muito interessante ver o papel que a ausência de adeptos pode ter no resultado final.
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Homens do Jogo Liga NOS no regresso da competição!🔥⚽️🥅
Qual é que, para ti, foi o maior destaque da jornada 25?🧐
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Apenas uma vitória para os 7 primeiros no regresso da Liga – Esta é uma situação completamente nova para os clubes em todo o mundo. Nunca antes, nem com as paragens de verão, tinham os clubes portugueses passado tanto tempo sem treinos nos relvados. Como é óbvio, isto traz consequências para o futebol que cada equipa apresenta. Se analisarmos como correu a primeira jornada após a interrupção, podemos verificar a falta de ritmo das equipas tem beneficiado mais os “pequenos”, com nenhum dos atuais quatro primeiros classificados da liga a triunfar e apenas um dos 7 primeiros a conquistar os três pontos. Apesar do FC Porto continuar a ser, indiscutivelmente, o favorito para esta partida, este dado deve sem dúvida dar alguma esperança acrescida ao clube da Madeira de que é possível sair do Dragão com pontos.
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23 golos a partir das laterais – Corona e Alex Telles são, neste momento, os dois jogadores mais influentes do FC Porto. O lateral-esquerdo e o extremo adaptado à ala direita têm mão (ou pé) numa quantidade muito grande dos golos portistas. Telles, com uma influência acrescida no que diz respeito às bolas paradas, marcando livres, cantos e ainda os penaltis, é o melhor marcador da equipa no campeonato com 8 golos, enquanto que Corona é o abre-latas de serviço em jogo corrido e lidera no campo das assistências, com 7 passes para golo. Telles conta ainda com 5 assistências e Corona com 3 golos.
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3 vitórias em 14 para José Gomes – O CS Marítimo foi a porta de entrada para o regresso de José Gomes a Portugal. Destacou-se por cá no Rio Ave e isso levou a uma aposta por parte dos ingleses do Reading. Ainda que tenha levado ideias novas e atrativas para as terras britânicas, não teve muito sucesso. Depois de um tempo afastado dos relvados, veio substituir Nuno Manta no clube madeirense. O antigo treinador do Feirense levava 11 jogos na Liga e apenas 2 vitórias e o clube estava perigosamente perto da zona de descida. Apesar dos dados já com José Gomes serem praticamente idênticos (cada treinador conquistou, em média, exatamente 1 ponto por jogo), é mais que notável a diferença na qualidade de jogo dos madeirenses.
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Dragão 💙#FCPorto #FCPCSM #DragõesJuntos pic.twitter.com/Ct7FVZHFog
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FC Porto vence aproximadamente duas vezes mais no Dragão que na Madeira – O CS Marítimo é, tradicionalmente, um dos adversários que mais problemas traz ao FC Porto. Ainda assim, são muito notáveis as diferenças entre os jogos em casa e fora para a equipa do continente. O registo é incrivelmente favorável aos Dragões quando jogam em casa para a liga, com 95% de vitórias, especialmente comparado com os jogos na Madeira, onde o FC Porto já só vence 48% das vezes. Resta agora ver se o impacto da falta de adeptos no estádio vai influenciar de alguma forma este registo tão desequilibrado.
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⚽ Estes são alguns dos nossos melhores golos em receções ao CS Marítimo
👉 Qual o teu preferido?
💪 Amanhã (21h30) há novo duelo no Estádio do Dragão#FCPorto #FCPCSM pic.twitter.com/Z5ELOCVqMa— FC Porto (@FCPorto) June 9, 2020
Poucos golos nos confrontos – Como disse no ponto anterior, este é um confronto muitas vezes difícil para os Dragões. É sempre um jogo de alta tensão e isto resulta a que, muitas vezes, hajam poucos golos. O resultado mais comum quando o FC Porto joga em casa é a vitória por uma bola a zero, tendo acontecido 10 vezes. Nos jogos na Madeira o registo não difere muito já que predominam os empates a uma bola e as vitórias do FC Porto, mais uma vez, por um a zero.
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Estádio do Marítimo aprovado para o regresso da #LigaNOS ⚽️
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11º em casa, 16º fora – Consistente com a ideia já mostrada anteriormente que o CS Marítimo é substancialmente mais forte em casa do que fora vem este dado relativo à presente época. É verdade que os madeirenses têm vindo a cair na classificação nos últimos anos, mas esta época tem sido absolutamente para esquecer. O clube do Funchal nem sequer tem conseguido manter aquele registo tão habitual de serem das melhores equipas a jogar no seu próprio estádio. A viagem à Madeira é sempre muito temida por parte de todas as equipas da primeira liga, mas nesta presente época nem sequer na metade de cima conseguem estar nos jogos caseiros. E pior ainda tem sido o registo fora de casa, onde apenas estão à frente dos candidatos principais à descida, o Portimonense e o Aves.
3.

Poucos golos dos avançados – Numa época normal para o FC Porto, e sem retirar o mérito a Alex Telles, o melhor marcador da equipa com 25 jogos disputados não pode ter apenas 8 golos, especialmente tendo em conta que 5 desses vieram da marca de grande penalidade. A verdade é que tem sido um ano especialmente difícil para a frente de ataque portista. Ainda que os golos estejam bem distribuídos entre os três principais avançados, com 7 para Soares e Zé Luís e 6 para Marega, nesta altura do campeonato pedia-se muito mais. A falta de consistência de qualquer um destes tem também contribuído para que não haja uma dupla que seja claramente titular. Zé Luís ainda é aquele com melhor registo de golos por jogo (as lesões que tem tido resultaram em jogar bem menos que os outros dois), mas ainda assim, e tendo em conta que 3 dos 7 golos que tem foram num único jogo, apenas um golo em cada 2,3 jogos não é suficiente para um clube como o FC Porto.
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🎙 José Gomes: “Temos que manter a agressividade e espírito competitivo”
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Defesa muito melhor desde a chegada de José Gomes – Se quase todos os dados anteriores já apontam para um jogo com poucos golos, este só vem acrescentar. Um dos grandes problemas de Nuno Manta Santos foi que a sua equipa, em apenas 11 jogos, sofreu 17 golos, uma média de 1,54 golos sofridos por jogo. Desde que José Gomes chegou ao comando do clube, este número tem diminuído significativamente. Em 14 jogos, a sua equipa sofreu 16, uma média de 1,14 golos por jogo. E, se não contarmos o seu primeiro jogo, que acabou numa derrota pesada frente ao Benfica por 4-0, essa média baixa para apenas 0,92. É também muito por aqui que se vê o mérito de José Gomes na melhoria do futebol apresentado, ainda que não se verifique nos pontos alcançados.
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🇵🇹 Famalicão 🆚 Porto
Sérgio Oliveira 🇵🇹 fez o passe para 7 finalizações do FCP, inclusivé a do golo, mas a pontaria dos colegas não foi a melhor ⭐#LigaNOS #FCFFCP #AmorDePerdição #FCPorto #RatersGonnaRate pic.twitter.com/Tax7rvq4sn
— GoalPoint.pt ⚽ (@_Goalpoint) June 3, 2020
Sérgio Oliveira decisivo no passe – O médio português tem tido uma carreira algo irregular ao serviço dos Dragões. Começou como grande promessa com 17 anos, foi depois sucessivamente emprestado e chegou a sair em definitivo. Depois de umas boas épocas ao serviço do Paços de Ferreira, voltou ao seu clube de formação. Desde aí, nunca tem sido titular indiscutível mas tem sido muito importante em momentos chave. Foi crucial há dois anos na conquista do título ao substituir com muita qualidade o lesionado Danilo Pereira e tem sido dos jogadores mais importantes nos últimos jogos do FC Porto este ano depois de ganhar a titularidade a Uribe. Naquele que é o jogo muito vertical e muitas vezes direto dos Dragões, Sérgio Oliveira ganha um destaque acrescido devido à sua propensão para passes longos. Destaca-se ainda pela forte meia-distância e na marcação de bolas-paradas, dois momentos muito importantes para os Dragões também.









