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2014/2015: Venham eles!

Gaspar Ribeiro Lança · 1 min

2014/2015: Venham eles!

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A pré-época terminou, os encontros oficiais aproximam-se e o plantel vai ganhando forma como se de uma construção LEGO apoiada por um manual de instruções (espanhol, claro) perfeito se tratasse. Finalmente!

Mesmo em ano de Mundial, esperar pelo período em que o futebol – o futebol a sério – regressa não é fácil. Vemos ídolos partir, desconhecidos chegar e, neste caso, toda uma reformulação. No meu caso, a tão esperada reformulação, pois há muito que pedia sangue estrangeiro.

Até ao dia em que a bola volte a rodar passam meses e mesmo aí não há o mesmo entusiasmo. É tudo ‘a feijões’, como se diz, e, no início, contra equipas longe de se assumirem como profissionais. Mas os dias passam, e passam. A ânsia aumenta e com ela chegam as promoções aos primeiros jogos oficiais, os sorteios, os primeiros palpites e opiniões confiantes em relação aos vencedores.

Agora, entramos na semana onde tudo começa. O campeonato. No Dragão. Mas vamos por partes: se a prova portuguesa se divide em dezenas de jornadas, o play-off da Liga dos Campeões (disputado nos dias 20 e 26 frente ao Lille) é decisivo para toda uma temporada, tanto a nível competitivo como financeiro. O Futebol Clube do Porto pertence à prova-mãe do futebol europeu, é lá que tem de estar, e como tal os comandados de Lopetegui têm a obrigação de ultrapassar com sucesso o primeiro desafio.

Depois, sim, será altura de montar todo um puzzle com o maior dos cuidados. Peça por peça, com ajuda mútua de todos os intervenientes, até que, lá para abril, se destruam todas em jeito de fogo-de-artifício comemorativo. Não há como enganar: 2014/2015 é a época em que o Futebol Clube do Porto tem de regressar às vitórias. Porque à falta de vitórias não estamos habituados; porque não faz parte de nós; porque somos conhecidos por isso mesmo.

Venham eles!

Gaspar Ribeiro Lança

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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