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Como em qualquer equipa de futebol, existem jogadores que se destacam dos restantes e que dificilmente são esquecidos pela massa associativa do clube em questão. Por outro lado, existem também certos jogadores que desiludem e muito os adeptos do futebol. Muitas vezes chegam ao clube com um bom historial e com um nome já vincado na história do futebol, mas depois acabam mesmo por desiludir. São estes os denominados flops.
O FC Porto não é exceção, e neste Top BnR vou-vos falar de cinco dos maiores flops que já passaram por este clube e que claro desiludiram e muito a massa associativa azul e branca. Foram contratados com o aval de técnicos como Julen Lopetegui, Nuno Espírito Santo, e até o atual treinador Sérgio Conceição.
Vamos então ficar a conhecer esses flops.
1.Alberto Bueno

Internacional nas camadas jovens pela Espanha e formado no Real Madrid CF, o avançado espanhol deu que falar quando apontou um poker ao serviço do Rayo Vallecano de Madrid. Isso valeu-lhe o bilhete de avião para aterrar no aeroporto Francisco Sá Carneiro e assinar pelo FC Porto que então era treinado por Julen Lopetegui. Ficou com uma cláusula de rescisão digna de um jogador que mais tarde poderia vir a ser chamado de flop (40 milhões de euros). Na Liga Espanhola tinha sido capaz de marcar 17 golos, mas de dragão ao peito marcou apenas dois golos em oito jogos na época 2015/2016. Daí para a frente, não vestiu mais a camisola azul e branca, contando com sucessivos empréstimos ao Granada CF, CD Leganés e Málaga CF apontando no total dois golos…
É de facto um jogador que não deixou a sua marca na equipa azul e branca, mas ainda vai a tempo de deixar a sua marca no futebol nacional, uma vez que agora representa o Boavista FC.
2. Giannelli Imbula

Foram 20 os milhões gastos pelo FC Porto para poder contar com este jogador nas suas fileiras. Até então, tinha sido o jogador mais caro de sempre em Portugal. Proveniente do Olympique de Marseille – onde outrora tinha brilhado – o médio francês vinha, pois, com um bom historial, sendo uma das peças fulcrais que Julen Lopetegui precisava para atacar a época 2015/2016. Mas não foi isso que aconteceu. Apesar de ter completado 21 jogos ao serviço dos dragões, não apontou nenhum golo nem conseguiu deixar a sua marca no meio-campo portista. O melhor que aconteceu foi a sua venda para o Stoke city, num negócio que não foi nada mau para a equipa azul e branca. Atualmente representa o US Lecce da Liga Italiana contando com três jogos e zero golos marcados.
3. Pablo Daniel Osvaldo

Este foi dos cinco talvez o maior flop que, como já irei explicar, trocou o futebol pela música.
Nascido na Argentina e naturalizado Italiano, este avançado passou grande parte da sua carreira no futebol italiano representando clubes como a Juventus FC, FC Inter de Milão e AS Roma. A juntar a tudo isto, era um jogador de Seleção Italiana, e somando todos estes fatores tornava-se uma grande promessa para o ataque azul e branco na época 2015/2016. Contudo, a sua passagem pelos reinos do dragão foi bastante infeliz, com um golo em 12 jogos. Não se via vontade nem alegria neste jogador ao praticar o desporto rei, mas o auge desse descontentamento deu-se mesmo ao serviço do FC Porto. A sua passagem pela cidade invicta foi curta, regressando às suas origens onde ia representar o CA Boca Juniors e mais tarde colocar um ponto final na sua carreira. Até aos dias de hoje, tem se dedicado à música que parece ser aquilo que faz sorrir verdadeiramente o ex-avançado Italo-Argentino.
4. Laurent Depoitre

Pedido expresso de Nuno Espírito Santo para compor a frente de ataque na época 2016/2017, o avançado belga aparecia no FC Porto com o rótulo de goleador ao serviço do KAA Gent. Mas esse rótulo não se manteve ao serviço dos dragões, isto porque marcou dois golos em 13 jogos… claro que estava tapado pelo aparecimento do menino André Silva, mas a sua ineficácia e falta de velocidade no último terço do terreno desiludiu e muito os adeptos azuis e brancos. Por ser um jogador alto e forte fisicamente, era mais utilizado quando a equipa azul e branca precisava de dar a volta a um resultado negativo, com o denominado “chuveirinho”, o que se verificou, por exemplo, contra o GD Chaves para a Taça de Portugal. Este jogador também foi vítima da constante mudança de onzes iniciais protagonizados por Nuno Espírito Santo, mas tinha a obrigação de fazer mais de dragão ao peito. Acabou por ser vendido ao Huddersfield Town AFC, num campeonato que parecia ser mais adequado às suas características, mas ficamos pelo parecia…
Atualmente, está de regresso ao Gent, onde está a atingir de novo a veia goleadora que fez com que fosse contratado para o FC Porto.
5. Majeed Waris

Foi uma das contratações no mercado de inverno da época 2017/2018 a pedido de Sérgio Conceição. Proveniente do FC Lorient onde em três épocas tinha marcado 25 golos em 73 jogos, o avançado ganês não vinha propriamente com o rótulo de ser uma promessa, mas não deixou de ser um flop por causa disso. Era o jogador que mais se assemelhava a Moussa Marega pela velocidade e poderio físico, mas mesmo assim não se conseguiu impor na equipa azul e branca. Com zero golos em oito jogos, este jogador não convenceu ninguém, sendo mais uma das algumas contratações falhadas de Sérgio Conceição no mercado de inverno. Estreou-se com a camisola do FC Porto no clássico frente ao Sporting CP a contar para a Taça da Liga, e daí para a frente não se construiu uma bonita história na carreira deste jogador. Pode-se dizer que o seu melhor momento com as cores azuis e brancas foram no empate em Anfield frente ao Liverpool FC em que esteve perto de marcar, e no jogo frente ao Moreirense FC em que chegou a introduzir a bola dentro da baliza de Jonathan levando à euforia dos adeptos azuis e brancos e do próprio Sérgio Conceição. Mas mais importante que isto foi o título de Campeão Nacional que irá para sempre ficar no seu historial como jogador dos dragões. Terminado o período de empréstimo, o FC Porto teve de adquirir o passe deste jogador, mas até hoje não mais vestiu-se de azul e branco. Foi emprestado ao FC Nantes onde apontou sete golos em 38 jogos e agora encontra-se a treinar com a equipa B portista.
Veremos o que o futuro reserva para este jogador.
Em suma, são estes alguns dos flops que vestiram as cores do FC Porto e que não deixam propriamente muitas saudades. Mas esta não é uma realidade única dos azuis e brancos, pois, como em todos os clubes, nem tudo é um mar de rosas, existindo jogadores que se destacam pela positiva e outros pela negativa. É preciso é saber lidar com isso e tirar o maior proveito desses flops que, quiçá, até podem ser úteis.
Foto de capa: FC Porto









