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Hoje é dia de FC Porto x SC Braga, um dos maiores jogos do futebol português. A seguir dos encontros entre os “Três Grandes”, é provavelmente aquele que mais entusiasma os adeptos do futebol português, até pela proximidade geográfica. É uma rivalidade que data já inúmeros anos, atingindo o seu pico na final da Liga Europa em 2011, na qual os Dragões triunfaram.
Apesar da concorrência entre os dois clubes, existe também uma histórica boa ligação entre os clubes, com vários jogadores e treinadores a passarem pelos dois emblemas. É comum o FC Porto contratar as estrelas dos Minhotos, enquanto que estes aproveitam os excedentários dos Dragões. Dois dos exemplos mais comuns são Loum e Galeno, cujas respetivas transferências estão ainda em fase de avaliação.
Contudo, no Top Bnr desta semana, iremos olhar para alguns dos jogadores que tiveram mais sucesso a representar os dois clubes.
5.

Barroso – Comecemos pelo mais antigo e, provavelmente, o menos conhecido (pelo menos para os mais jovens) da lista. Barroso, já afastado dos relvados desde 2005, foi um médio centro conhecido pelo seu forte remate de longe. O jogador, formado nas escolas do SC Braga, mostrou-se primeiro ao mundo precisamente ao serviço dos minhotos. Chegou pela primeira vez à equipa principal com 20 anos mas foi só depois de um empréstimo no Rio Ave que este se destacou verdadeiramente. Depois de três boas épocas em Braga, o FC Porto decidiu investir na sua contratação. Passou lá dois anos e foi campeão duas vezes no rumo ao Pentacampeonato. Contudo, na sua segunda época perdeu o lugar na equipa principal, participando em apenas 9 jogos na liga. Isto levou a que procurasse um novo desafio, ingressando por empréstimo para a Académica. Depois de apenas um ano em Coimbra, Barroso voltou ao clube do seu coração. Na sua segunda passagem pelos minhotos, este redescobriu a sua melhor forma, fazendo 162 jogos e marcando 36 golos. No total, acabou a carreira com 287 jogos pelos minhotos, encontrando 54 vezes o fundo das redes. Pelo FC Porto, totalizou 57 jogos e 5 golos.
4.

Beto – O caso de Beto é mais curioso. Sendo guarda-redes, foi muitas vezes ao longo da sua carreira sujeito ao cargo de suplente, papel esse que, por razões óbvias, afeta mais fortemente aqueles que defendem os postes. Passou três épocas ligado ao FC Porto (a última emprestado aos romenos do Cluj) mas fez apenas 25 jogos, grande parte destes nas taças domésticas. O seu momento mais alto ao serviço dos Dragões foi a defesa de um penálti na final da Taça de Portugal de 2011 que o FC Porto viria a ganhar por 6-2 frente ao Vitória SC. Depois de uma época na Roménia, foi dispensado pelos Dragões e assinou pelo SC Braga. Fez apenas meia época pelos Minhotos visto que foi pretendido pelo Sevilha FC em Janeiro. Foi inicialmente por empréstimo mas não chegou a regressar a Braga tendo assinado em definitivo no Verão seguinte.
3.

César Peixoto – O jogador, natural de Guimarães, teve uma ascensão meteórica no futebol português. Depois de apenas duas temporadas no Caçador das Taipas (II Divisão B, Zona Norte) e apenas uma no Belenenses, este chegou ao Porto com apenas 22 anos. Passou cinco anos nos Dragões (incluindo empréstimos ao Vitória SC e Espanyol) e ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar. Fez parte das equipas que ganharam a Taça UEFA e a Liga dos Campeões com José Mourinho. Apesar disso, nunca conseguiu conquistar um lugar no onze inicial. Fez apenas 54 jogos em todas as competições. Depois do seu segundo empréstimo, assinou pelo SC Braga onde foi mais feliz em termos de tempo de jogo. Nas duas épocas em que representou os Minhotos, participou em 62 jogos e conseguiu registar 7 golos. O polivalente jogador passou depois pelo SL Benfica e pelo Gil Vicente antes de se retirar dos relvados. Hoje em dia é treinador e comanda neste momentos o GD Chaves.
2.

Rúben Micael – Natural da Madeira, Rúben Micael destacou-se no futebol português ao serviço do Nacional. Em janeiro de 2010, enquanto que era figura indiscutível pelos madeirenses, o FC Porto avançou para a sua contratação, pagando 3 milhões de euros por 60% dos seus direitos económicos. Fez ainda 18 jogos nessa época. Em 2010/2011, sob o comando de André Villas-Boas, apesar de não ser uma das figuras da equipa, participou em 36 jogos em todas as competições e marcou 4 golos, sendo que 3 desses foram na caminhada vitoriosa na Liga Europa. Na temporada seguinte assinou pelo Atlético de Madrid juntamente com Radamel Falcao, apesar de nunca ter feito nenhum jogo pelos Colchoneros. Em 2012/2013 assinou pelo SC Braga inicialmente por empréstimo do Atlético. Em outubro de 2012 os Minhotos pagaram 3 milhões por 50% do passe do médio. Acabou por fazer três época em Braga, registando 86 jogos e 15 golos nesse período.
1.

Alan – Quem mais poderia acabar esta lista senão Alan? O antigo extremo passou pelo FC Porto mas foi no SC Braga que se tornou uma lenda do clube. Estreou-se em Portugal pelo Marítimo e assinou posteriormente pelos Dragões. Chegou ao Porto numa altura em que tinha que partilhar posição com nomes como Ricardo Quaresma e nunca chegou a afirmar-se verdadeiramente. Na sua terceira época foi emprestado ao Vitória SC. Mas é em 2008 que este iniciou um trajeto que viria a marcar a sua carreira ao assinar pelos Minhotos. Passou 9 épocas em Braga e foi sempre um jogador de uma importância elevada. Nunca fez menos de 30 jogos por temporada e chegou a registar 12 golos em 2012/2013. No total, chegou aos 347 jogos e 56 golos. Adorado pelos adeptos, garantiu uma função como dirigente no seguimento do seu afastamento dos relvados.
Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede









