Os 5 melhores guarda-redes do FC Porto

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Vítor Baía – Se houve alguns a destacarem-se pelas suas qualidades técnicas, pelos títulos e pelo seu simbolismo, há um que sobressaiu. Produto da escola FC Porto, Vítor Baía estreou-se ainda com 18 anos em 88/89 como titular da baliza portista por Artur Jorge na quarta jornada frente ao Vitória SC, com os concorrentes Josef Mlynarczyk e Zé Beto indisponíveis.

Contudo, o jovem garantiu mesmo o lugar no onze a partir da 24.ª Jornada frente ao Académico de Viseu, tirando Zé Beto da equipa titular.

Com uma flexibilidade entre postes assinalável, reflexos muito rápidos, agilidade e bom posicionamento e simplicidade de processos foi o titular até ao final de 1995/1996. O guarda-redes participou assim no início da série do pentacampeonato.

Nessa altura, o mercado de transferências já se encontrava bastante desenvolvido e o jogador português começava a ter bastantes interessados fora de portas. Como não podia deixar de ser, Vítor Baía também era pretendido pelos tubarões internacionais e o FC Barcelona não hesitou em torná-lo o guarda-redes com o valor de transferência mais caro da história na altura, cerca de 6 milhões e meio de euros.

Depois de ser pouco utilizado na segunda época e com o Porto ainda sem ter conseguido arranjar um substituto definitivo, Baía regressou ao clube em janeiro de 1999. As características estão todas lá e a confiança permitiu que o guarda-redes continuasse como rei da baliza portista como se nunca tivesse saído.

Depois de três raros anos sem o mais importante título nacional, o Porto treinado por José Mourinho viria não só a conquistar novamente dentro de portas, mas também a nível internacional com a Taça UEFA em 2002/2003 e a Liga dos Campeões em 2003/2004.

Vítor Baía foi uma das peças fundamentais com muitas defesas e intervenções decisivas como nesta grande penalidade na segunda mão da meia-final frente à SS Lazio da Taça UEFA conquistada.

Já depois de ter conquistado a Taça Intercontinental pelo Porto em 2004, Vítor Baía acabou por perder a titularidade só em meados de 2005/2006, terminando a carreira na época seguinte no clube onde iniciou o seu percurso. Ao todo, Vítor Baía fez 566 jogos pela formação portista, mantendo-se como o guarda-redes com mais jogos pelo FC Porto, e 28 títulos conquistados pelo clube, entre os quais 10 Ligas.

Paralelamente, Vítor Baía também teve uma carreira bastante relevante na Seleção Nacional com 80 internacionalizações e presença como titular nos Europeus 1996 e 2000 e ainda no Mundial 2002. No ano em que foi Campeão Europeu pelo Porto, acabou por ficar de fora do elenco para o Euro 2004 disputado em Portugal, mesmo tendo sido distinguido com o prémio de melhor guarda-redes para a UEFA. Baía é ainda o segundo guarda-redes com maior número de internacionalizações, só ultrapassado por um dos seus sucessores, Ruí Patrício.

As questões que ficam para o sucessor Diogo Costa: será que também vai bater o recorde de valor de transferência de guarda-redes e superar o número de internacionalizações de Vítor Baía e estabelecer-se mais tarde como o mais internacional de sempre? Um dado parece mais difícil de alcançar: o número de encontros realizados por Baía.

Pedro Filipe
Pedro Filipehttp://www.bolanarede.pt
Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

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