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8 números que explicam o dérbi entre FC Porto e Boavista FC

José Mário Fernandes · 5 min

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O campeonato não poderia estar mais ao rubro (pelo menos, no que à luta pelo título diz respeito). Após um novo tropeço, desta vez na Vila das Aves, os dragões viram o SL Benfica recuperar da desvantagem pontual que possuíam à entrada para a última jornada e deixar as contas do título todas empatadas.

COM DUAS VITÓRIAS CONSECUTIVAS, O BOAVISTA FC TENTA SURPREENDER O FC PORTO NO DÉRBI DA INVICTA! QUEM SAIRÁ POR CIMA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

A turma de Sérgio Conceição não quererá, certamente, repetir o vacilo da anterior ronda. No entanto, terá do outro lado um Boavista FC livre de grandes pressões (a manutenção parece garantida e a Europa é apenas uma mera miragem), livre para colocar as suas ideias em prática e dificultar ao máximo a vida ao seu rival local.

Será, muito provavelmente, o ponto alto da jornada; com isso em mente, apresentamos uma lista de factos e estatísticas com o propósito de antever o que se passará esta noite no Estádio do Dragão.

8.

 Na Invicta, manda o FC Porto – Para além de ser o clube mais titulado da cidade, os azuis e brancos levam a melhor também nos confrontos diretos com os axadrezados. Em 139 confrontos, a equipa agora comandada por Sérgio Conceição saiu vitoriosa por 95 vezes, algo que traduz um rácio de triunfos a rondar os 68%. Nos restantes embates registaram-se 23 triunfos boavisteiros, para além de 21 empates.

7.

 Uma sombra do glorioso Boavistão – No seguimento do ponto anterior, olhemos, agora, para o histórico de confrontos entre estes dois emblemas desde 2014, ano em que o Boavista FC regressou à primeira divisão. Doze são os dérbis ocorridos nesse período; neste recorte, o domínio do FC Porto é ainda mais acentuado. Onze triunfos em uma dúzia de jogos – são estes os números dos dragões na era pós-promoção dos axadrezados.

6.

FC Porto x Boavista FC: O dérbi da Invicta resumido em números. terá do outro lado um Boavista FC livre de grandes pressões
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Muita parra, pouca uva – É com este célebre ditado popular que melhor se pode caracterizar os números do FC Porto neste retorno aos relvados. É verdade que foram jogadas apenas três jornadas, no entanto existem algumas ilações que já poderão ser retiradas. Os dragões têm sido particularmente produtivos ofensivamente neste recomeço das atividades – são a equipa que mais remates faz, em média, no nosso campeonato (17,3). Todavia, nem sempre quantidade é sinónimo de qualidade, isto porque, não obstante o registo anteriormente mencionado, o FC Porto conseguiu apenas marcar dois golos nos últimos três golos. Note-se, ainda, que a equipa ficou pela primeira vez em branco em jogos a contar para o campeonato nacional no embate da última jornada frente ao CD Aves.

5.

Pouca parra, muita uva – Daniel Ramos, por outro lado, parece não querer que a sua equipa siga este mesmo caminho do FC Porto de Conceição, neste retorno à competição. Não é que não o tentasse, num primeiro momento; mas, a verdade é que os resultados teimavam em não aparecer. Nos últimos cinco jogos, os boavisteiros venceram dois (precisamente, os últimos dois). No entanto, um facto que salta à vista é que o Boavista FC venceu essas duas partidas sem precisar de rematar mais do que o seu oponente. Nos restantes três jogos foi mais rematador que o adversário. O resultado? Apenas um ponto em nove possíveis.

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FC Porto x Boavista FC: O dérbi da Invicta resumido em números. terá do outro lado um Boavista FC livre de grandes pressões
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Uma arma sem pólvora – É conhecido e sabido que o FC Porto de Sérgio Conceição deposita enormes esperanças nos lances de bola parada. Dentro dessa variante do jogo, os pontapés de canto são os que mais contribuem para os golos da equipa azul e branca: até ao momento, foram dez os tentos dos dragões ligados a cantos.  Por estes números é quase que instintivo afirmar que, no caso dos portistas, um elevado número de pontapés de canto aumenta (e muito) a probabilidade de esticar as redes adversárias. Todavia, tal pensamento não poderia estar mais equivocado. Nestas últimas três partidas, o FC Porto, a par do SL Benfica, é a formação que mais cantos acumulou (27). Desse tipo de lances, contudo, nenhum golo surgiu.

3.

 Longe do Bessa, mais perto das vitórias – O fator casa é (ou era) um dos fatores que mais influencia a prestação de uma equipa. Normalmente, os jogadores conseguem alcançar melhores resultados dentro do seu terreno, sob os olhares dos seus adeptos. Essa velha máxima, no entanto, não se aplica ao Boavista FC. A turma atualmente comandada por Daniel Ramos conquistou mais de metade dos seus trinta e cinco pontos fora de portas (dezanove ao todo). É também a jogar na condição de visitante que o Boavista FC possui o melhor registo defensivo da prova (a par do SL Benfica): apenas dez golos sofridos em treze jogos.

2.

FC Porto x Boavista FC: O dérbi da Invicta resumido em números. terá do outro lado um Boavista FC livre de grandes pressões
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ter bola nunca é demais – A filosofia de jogo do FC Porto passa muito por ter bola. Porém, desengane-se aquele que pensar que o “ter bola” do FC Porto é sinónimo apenas de uma percentagem de posse de bola superior à do adversário. De facto, os dragões são a equipa que, após o retorno da Liga, em média, mais tempo passam com o esférico nos pés (62% de posse de bola); contudo, como referido acima, vai muito para além disso. Os azuis e brancos são também a formação com o maior número de passes por noventa minutos (cerca de 530 passes por jogo), como também são a equipa que circula a bola com mais eficácia (86% de eficácia de passe) no período pós-pandemia. 

1.

 Dois técnicos, resultados semelhantes – Após duas épocas muito positivas na ilha da Madeira, como treinador do CS Marítimo, Daniel Ramos parecia preparado para, efetivamente, dar o salto dentro do panorama do futebol nacional. A verdade, no entanto, é que o técnico de quarenta e nove anos ainda não conseguiu encaixar num novo projeto desde a sua aventura insular. No Bessa, chegou para substituir Lito Vidigal que, ao fim de catorze jornadas, já acumulava dezoito pontos, pontuação que colocava os axadrezados no oitavo posto. A partir daí, já sob a batuta do treinador português, em treze jogos, somou dezassete pontos, um registo que traduz um aproveitamento pontual muito semelhante ao do seu antecessor (44% e 43%, respetivamente). Para além disso, no que toca à tabela classificativa, o Boavista FC de Daniel Ramos conseguiu ainda manter a oitava colocação, herdada de Lito Vidigal.

José Mário Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos