A ausência de jogadores do FC Porto na seleção

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Longe vão os tempos em que o FC Porto contribuía de forma tão evidente e decisiva com jogadores para a seleção nacional de futebol. Olhando para trás, vemos que uma das páginas mais bonitas da história da nossa seleção, o Euro 2004, coincidiu com a geração de ouro de jogadores do FC Porto, que naquele ano ganhou quase tudo o que havia para ganhar. A influência desses dragões era tão grande que dos onze titulares, seis eram do FC Porto. O setor defensivo e do meio-campo tinha coração azul e branco com Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Costinha, Deco e Maniche a serem pilares fundamentais no onze de Scolari.

Em tempos, o FC Porto contribuiu para a nossa seleção com nomes como Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Costinha, Deco e Maniche. Hoje em dia, José Sá, Ricardo Pereira, André André, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira e Gonçalo Paciência são os contributos possíveis que os dragões têm para oferecer. Dito isto, resta saber: Terão estes jogadores falta de qualidade ou falta de oportunidade para representar a seleção portuguesa no Mundial?

Sempre fui patriota e defensor de tudo o que rodeia principalmente a nossa seleção. Se Fernando Santos escolheu os seus 23, então foi o que ele decidiu ser melhor e como tal só tenho de apoiar quem nos vai representar. As críticas fazem parte! Muitos gostavam de ver os seus jogadores favoritos e os jogadores do seu clube de coração a representar a nossa seleção no Mundial. No entanto, a escolha felizmente é muita e nunca se pode agradar a todos.

No FC Porto estão oito portugueses atualmente no plantel principal. A juntar aos seis acima referidos, acrescem Hernâni e Diogo Dalot. O primeiro nem valeu a pena a menção já que disputou poucos minutos nesta época e parte muito atrás da respetiva concorrência. Por sua vez, Dalot tem tudo para no futuro chegar à seleção. É um jogador com um enorme potencial e que a seu tempo chegará a vestir a seleção das quinas. Dalot não é uma opção imediata para Fernando Santos e a juntar a isso, também sofreu uma lesão no final da temporada.

Já Sérgio Oliveira viveu a melhor época da sua carreira de dragão ao peito. Foi uma época de afirmação do médio que, acompanhado por um super Herrera, foi uma das surpresas da época. No entanto, resta saber: Será que o melhor Sérgio Oliveira é melhor do que as alternativas escolhidas por Fernando Santos?

A ausência de Sérgio Oliveira da convocatória dividiu as opiniões dos portistas
Fonte: FC Porto

Ricardo Pereira é ou era o único jogador dos dragões a ser chamado. O agora jogador do Leicester FC fez uma grande época no regresso ao Dragão e a sua chamada para o Mundial foi merecida e recompensadora do seu excelente trabalho. Fica um sabor amargo na boca do adeptos portistas, o facto de Ricardo ter sido o único jogador dos azuis e brancos a ser chamado e agora com a transferência deixa de ser jogador do FC Porto. No entanto, Ricardo só chegou à seleção pela sua afirmação com a camisola dos dragões e certamente, todos os adeptos portistas irão desejar o melhor para Ricardo, tanto na prova como na sua nova etapa em Inglaterra.

O caso de Danilo Pereira é totalmente diferente. Em condições normais, o médio defensivo dos dragões estaria nos 23 escolhidos, tal como aconteceu no Euro 2016. No entanto, a lesão grave sofrida na segunda volta do campeonato retirou a hipótese do jogador ser uma opção válida para Fernando Santos.

Os últimos três jogadores portugueses a vestir de azul e branco são José Sá, André André e Gonçalo Paciência que, para mim, a par de Hernâni, estão atrás dos seus concorrentes escolhidos por Fernando Santos. José Sá ainda sonhou com a convocatória durante a fase da época em que agarrou a titularidade da baliza dos dragões, mas o guarda-redes sentiu em alguns momentos o peso da camisola e falhou em momentos-chave. A escolha de Beto acaba por ser estratégica face ao seu peso e influência no balneário. Já André André deixou há muito de ser uma aposta tanto para o FC Porto como para a seleção. Algumas lesões e quebras de rendimentos colocam o ex-jogador do Vitória SC longe do que já nos habituou. Por último Gonçalo Paciência que, apesar de ser esforçado, foi vítima do seu próprio insucesso. O seu regresso para o FC Porto no mercado de inverno tinha tudo para ser o ponto de viragem na sua carreira depois de uma primeira metade do campeonato muito positiva ao serviço do Vitória FC. Mas como é que Gonçalo respondeu a esta aposta? Pois é, sem golos. Um avançado tem de marcar golos e Gonçalo Paciência pecou bastante no capítulo da finalização, para além de ter apenas alinhado um jogo a titular no campeonato.

Por tudo isto, acho justificável e compreensível a falta de jogadores do FC Porto na seleção nacional. Com um Danilo recuperado e um Dalot com tudo para singrar tanto no clube como na seleção, o futuro dos jogadores do FC Porto na seleção poderá vir a ser risonho.

Foto de Capa: Seleção de Portugal

Artigo revisto por: Jorge Neves

Nélson Mota
Nélson Motahttp://www.bolanarede.pt
O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.

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