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Aproxima-se mais uma visita do FC Porto ao Estádio da Luz que, nos últimos anos, em virtude das mais variadas alegrias que o recinto tem oferecido aos portistas, foi batizado por estes como o salão de festas azul e branco. Hoje, por isso, vamos recordar os cinco clássicos que mais sorriram aos dragões desde que estes se vêm disputando na nova catedral encarnada.
5.
Benfica 0-1 FC Porto – 7 de dezembro de 2007: O FC Porto, em ano de celebração do tricampeonato sob a alçada de Jesualdo Ferreira, apresentava-se na Luz com 4 pontos de vantagem sobre o rival (no final seriam 23 pontos à maior). A classe de Ricardo Quaresma foi um terror para os encarnados. Aos 42 minutos, Lucho – qual maestro – abre na direita para o Harry Potter. Com um desamparado David Luiz pela frente, o cigano fez o que melhor sabe: magia. Primeiro tira o brasileiro da frente com um toque de classe e, à saída de Quim, foi só aplicar a bela da trivela. Ponto final de história, 3 pontos na bagagem e via aberta para um dos títulos menos competitivos da história azul e branca.
4.
Benfica 2-3 FC Porto – 2 de março de 2012: O SL Benfica de Jorge Jesus havia dado duas abébias seguidas (derrotas em Guimarães e Coimbra) e chegava ao clássico com o FC Porto apenas com vantagem de um ponto, depois de ter desperdiçado seis em duas semanas. Os dragões, que corriam por fora na revalidação do título, viram nesta fase insegura dos comandados de JJ a oportunidade perfeita para aplicar a machadada final nas águias.
Num jogo que teve tudo o que um clássico exige, houve emoção, reviravoltas, polémica e, no fim, sorriu quem mais fez por isso. Hulk, logo aos 5 minutos, calou quem da bancada lhe dirigia insultos racistas e com um potentíssimo remate de pé esquerdo tornou inconsequente o voo de Artur Moraes. Cardozo haveria de estar no centro da reviravolta encarnada mas, habituado a lutar contra as adversidades, o FC Porto não foi ao tapete e na manga tinha ainda duas cartas chamadas James Rodriguez e … Maicon. O colombiano teve uma arrancada fulminante desde o meio campo e, após uma curta tabela com Fernando, atirou a contar. O central brasileiro, mesmo a terminar, ainda que em posição irregular, causou suores frios nas bancadas da Luz e, de um atraso de sete pontos, o FC Porto saía do clássico dois pontos à frente do rival.
3.
Benfica 0-1 FC Porto – 15 de abril de 2018: Herrera, aos 90 minutos, indicou aos seus companheiros o caminho para se chegar a um título que escapara nas últimas quatro temporadas. Que golo, que luta, que equipa.
2.
Benfica 1-3 FC Porto – 20 de abril de 2011: Terá sido este, talvez, o momento que mais envergonha os adeptos encarnados em jogos em casa com o FC Porto. Disputava-se a segunda mão da Taça de Portugal no Estádio da Luz. Na primeira mão, o Benfica havia ganho 0-2 no Dragão e, em teoria, seria uma tarefa hercúlea o FC Porto conseguir reverter uma eliminatória nessas condições, mas não para quem tinha Hulk, Falcão, Moutinho e companhia. Os três, de rajada, viraram por completo o resultado desfavorável e ofereceram a oportunidade de disputar mais uma final da Taça. O destino foi reescrito e nas bancadas, incrédulos, os adeptos benfiquistas não poderiam aguentar nova festa azul e branca, igual ou maior aquela que se fizera sentir, no mesmo sítio, duas semanas antes.
1.
Benfica 1-2 FC Porto – Campeões Nacionais em pleno Estádio da Luz a 3 de abril de 2011: O dia perdurará na memória e somos todos uns felizardos por termos tido a oportunidade de assistir a um momento que teve tanto de único como de espetacular. A cinco jornadas do fim do campeonato a Luz vestiu-se de gala para receber os novos campeões nacionais, comandados por André Villas Boas. O fato de gala, contudo, mais parecia um qualquer trapo assim que soou o apito final. A luz deu lugar às trevas e do relvado brotou água em abundância. Num ápice, uma infeliz decisão acabou por ser o tónico perfeito de início de festejos. Certamente, um dos momentos mais bonitos da história do FC Porto. Disfrute, caro leitor, de memórias que o tempo dificilmente apagará.
Foto de Capa: FC Porto
artigo revisto por: Ana Ferreira










