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O título deste artigo dá o mote para os próximos que serão redigidos até ao término da presente época. Se há coisa que nos incutiram nos momentos decisivos pelos quais fomos passando ao longo de todos estes anos, é que as finais não se jogam, ganham-se. Pode até parecer absurdo, mas a ciência do futebol mostra-nos que o pensamento tem de ser este. A semana passada, no Bessa, o FC Porto superou mais um teste de fogo. Não foi preciso jogar bonito, muito menos com nota artística. Bastou uma entrada ‘à dragão’ e um espírito guerreiro e lutador ao longo de 90 minutos para que os três preciosos pontos viessem para casa. Aliado a tudo isso esteve, uma vez mais, o 12.º jogador (parece que alguém anda a falhar redondamente na tarefa de dividir a família portista).
O FC Porto teve, uma vez mais, de se deparar com dificuldades acrescidas durante a partida, não só pela oposição que o Boavista apresentou mas acima de tudo porque anda por aí um Polvo amedrontado com a possibilidade de não conseguir o tão almejado tetra.

Fonte: FC Porto
Amanhã não será diferente: teremos pela frente um Nacional aflito que, sem nada a perder, apostará todas as fichas numa surpresa que lhe permita desafogar a situação preocupante que vive na tabela classificativa. Para que os ingredientes para uma grande festança estejam devidamente reunidos, eis que assistimos ao regresso do apaixonado Bruno ao Dragão, nove anos depois. Receio, contudo, que a nomeação deste “tentáculo” não seja suficiente para derrubar a imperturbável fortaleza em que se tornou este FC Porto de NES, principalmente a jogar no ambiente de que mais gosta, prevendo-se uma ainda mais estrondosa onda de apoio.
Foto de Capa: FC Porto
Falando, então, de futebol, o FC Porto encara esta partida com três ausências: Maxi, Corona e Herrera. Se para a lateral direita é certa a entrada direta de Layún, maiores dúvidas pairam sobre quem ocupará a vaga deixada pelo extremo mexicano.
Assumindo que Nuno voltará ao habitual 4x4x2, é de prever um desvio de André André para o flanco direito, funcionando como médio interior, abrindo espaço às subidas da locomotiva mexicana. Outra hipótese será levar Brahimi até ao flanco contrário e enconstar Otávio na esquerda, não esquecendo que Nuno pode ainda decidir-se por um 4x2x3x1, deixando novamente André no banco (ou optando por este para a posição 9, dando descanso a Soares), e colocando Otavinho a 10, Brahimi na direita e Oliver como falso ala na esquerda, sempre com estes três em constantes trocas posicionais.

Fonte: FC Porto
Por fim, e aquela sobre a qual recai o meu maior desejo, seria ver João Teixeira de volta ao onze para assumir a extrema direita e desmontar, com toda a sua capacidade técnica, a defesa madeirense. Esta será, porventura, a mais remota de todas as decisões que Nuno irá tomar; mas temos, hoje, um plantel com diversas opções para as mais variadas posições. Felizmente.
Tem a palavra o mister, que nos últimos tempos tem visto as suas competências serem reconhecidas (quem diria?), bem como os seus pupilos. O contexto é completamente favorável, mas qualquer descuido trará dissabores que são absolutamente dispensáveis. Não desarmem.
Foto de Capa: FC Porto









