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Agora, há que ser Porto

Francisco Sebe · 1 min

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O tempo é de mudança. De mudanças, aliás. Táticas e de mentalidade. José Peseiro chegou ao Dragão com os pergaminhos de bom futebol debaixo do braço, algo que não se vê no universo do FC Porto há já algum tempo, e, no Estoril, surgiram laivos de… esperança.

Depois de um arranque titubeante no comando técnico dos dragões, já se começa a fazer notar o trabalho de fundo do treinador. Progressivamente, o FC Porto vai largando o futebol passivo e demasiado rendilhado de Lopetegui e apresentando alguma objetividade.

Frente ao Feirense, para a Taça da Liga, uma competição que parece eternamente condenada a algum desprezo por parte dos clubes, a equipa azul e branca apresentou-se num 4-4-2 alternativo. Sem Bueno, Varela é solução improvisada e está longe de apresentar o nível adequado e exigível para desempenhar o papel. Com futebol algo lateralizado e visíveis dificuldades de entrosamento (os dragões jogaram com uma “segunda linha”), não deu para testar e ver o que Peseiro pretendia.

Ideias de Peseiro já começaram a aparecer no Estoril
Ideias de Peseiro já começaram a aparecer no Estoril
Fonte: FC Porto

No Estoril, ainda que não tenha sido uma excelente exibição, o FC Porto conseguiu inverter um resultado negativo, algo que é novidade, por si só. E exibiu-se razoavelmente bem, num futebol mais direto e vistoso.

Agora, o importante será encontrar, nos jogadores, a força para voltar a ser Porto. E esse é o ponto fulcral de tudo. Se não houver vontade e força interior nos jogadores que fazem uma equipa, não haverá sistema, modelo de jogo, que resista.

Ontem já se viram sinais de retoma. A sequência da mesma está à mercê e, agora, é essencial que aconteça. Está a chegar a hora das decisões.

Foto de capa: FC Porto

Francisco Sebe

Redação Bola na Rede · ver artigos

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