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10.º – José Peseiro

Missão ingrata para o agora ex-técnico do SC Braga que chegou com a difícil missão de substituir Lopetegui e encarreirar a equipa para a estabilidade. Contratar um treinador a meio da época é sempre uma tarefa ingrata porque tem as suas próprias ideias e encontra um plantel já moldado pelo seu antecessor. Peseiro pega na equipa e claramente o seu estilo e forma de jogar ficaram vincados com o FC Porto a marcar muitos golos, aumentando exponencialmente as suas médias mas também a sofrer muitos golos (média de praticamente um golo por jogo). De destacar, na sua breve passagem, a vitória na Luz, o lançamento concreto e definitivo de André Silva e a chegada à final da Taça de Portugal que perdeu nos penalties para o SC Braga, num jogo atípico. Uma contratação que logo se mostrou ser apenas de recurso porque no fim da época teve ordem de saída do comando técnico dos azuis e brancos.
9.º – Yacine Brahimi

Um jogador colocado à margem na segunda metade de 2016, com a intenção de vender mas, como já referi noutro artigo, essa é a pior forma de valorizar um ativo no clube. Porém, este voltou a entrar nas contas de Nuno Espírito Santo na equipa titular e, reflita-se, na sequência de uma lesão de Otávio. Agarrou o lugar e nunca mais o largou (Otávio continua indisponível). É um jogador com uma percentagem de dribles elevadíssima, e que pega no jogo e assume-o, não se escondendo nunca da bola. Claro que, por vezes, exagera nos rodopios e nas saídas das caixas telefónicas que lhe fazem quando tem quatro jogadores a marcá-lo mas o argelino é um jogador que, a qualquer momento, pode decidir um jogo numa finta, num remate, num cruzamento. Ter um jogador deste calibre no banco dá que pensar e o FC Porto, desde que este entrou na equipa titular, está a ter a sua melhor fase da época. Vai agora para a Taça das Nações Africanas e muita falta fará aos dragões a sua ausência.
8.º – Luís Gonçalves

Um regresso à base do antigo vice-presidente do FC Porto e, mais recentemente, diretor desportivo do Shakhtar Donetsk. Um portista de nascimento e que volta à casa que o viu nascer para o futebol. Profundo conhecedor do futebol sul-americano (vejamos os talentos descobertos no Shakhtar Donetsk ao longo destes anos). No cargo de Diretor do Futebol, substituindo Antero Henriques, pretende-se que a prospeção do clube melhore e que voltemos ao tempo dos grandes talentos oriundos da América do Sul e que tanto renderam no clube, desportivamente e financeiramente falado. Um regresso de um homem que ama o FC Porto e que vai para a sua cadeira de sonho.
7.º – Nuno Espírito Santo

Com a difícil missão de conduzir esta equipa aos títulos, que lhe escapam desde 2013, tem como objetivo o campeonato nacional e uma boa campanha europeia pelo clube. Com passagens pelo Rio Ave e Valência, o regresso ao Dragão é um apelo ao portismo e à mística que tem vindo a ser perdida. Com um processo defensivo consolidado, teve no apuramento para a Liga dos Campeões (derrotando a Roma) um grande resultado, assim como a passagem aos oitavos de final, defrontando agora a Juventus, teve um mês de Novembro para esquecer com a equipa incapaz de finalizar, levando a uma seca de golos marcados. No campeonato de registar o enorme jogo contra o SL Benfica em que controlou o jogo todo e onde o guarda-redes encarnado foi o melhor em campo. Em segundo lugar no campeonato e eliminado da Taça de Portugal, 2017 será decisivo para o futuro de Nuno Espírito Santo que parece ter encontrado o equilíbrio na equipa. Veremos como será o próximo ano
6.º – Jorge Nuno Pinto da Costa

Colocá-lo no top de figuras de 2016 tem um lado positivo e outro negativo. Positivo porque foi conduzido a mais um mandato de quatro anos à frente do clube (sem oposição) e que a sua mensagem ainda é válida para grande parte dos portistas. Começa a ser difícil a sua posição porque, apesar de tudo que já deu ao FC Porto, esta seca de títulos desde a Supertaça Cândido de Oliveira ganha por Paulo Fonseca, começa a ser demasiado prolongada e a exigência e impaciência dos adeptos portistas aumenta assim como a ansiedade. Disse que os erros que cometeu com Lopetegui de contratar sem conhecer teriam acabado mas afirmou que NES pediu Depoitre e que não o conhecia. É necessário vermos o nosso presidente interventivo, a falar quando tem de ser e não a afirmar que os assuntos dos outros clubes não dizem respeito ao FC Porto. Espera-se muito de Pinto da Costa para 2017 e, pede-se sobretudo, títulos a uma estrutura que se encontra a lamber as suas feridas e a voltar ao que era antigamente, uma estrutura poderosa e com uma cultura de vitória única.
5.º – Rui Vinhas

É necessário sair um pouco do futebol e encontrar o nome de Rui Vinhas, pertencente à equipa W52 – FC Porto, vencedor da Volta a Portugal em bicicleta na edição de 2016. Uma vitória surpreendente mas inteiramente merecida do natural de Valongo. Com a fuga na terceira etapa da prova, onde ganhou três minutos à concorrência, nunca mais perdeu a camisola amarela, aguentando-a até ao fim, inclusive, no contra-relógio final de 32km. Distinguido com um Dragão de Ouro, foi, sem dúvida, um ano de ouro para Rui Vinhas e para a equipa W52 – FC Porto em geral tendo Gustavo Veloso em segundo lugar na geral da prova.
4.º – Moncho López

Passando das bicicletas aos cestos, Moncho López foi o obreiro do título nacional de basquetebol. De relembrar que a equipa teve três anos nos escalões secundários do basquetebol nacional devido à desistência da prova profissional e através da criação da equipa Dragon Force e, no ano de subida ao primeiro escalão, culmina-o com a vitória do Campeonato Nacional de Basquetebol. Com uma equipa mais jovem, com jovens jogadores da formação e que misturava com a experiência de, por exemplo, Troy DeVries, conseguiu chegar ao título, algo que surpreendeu o próprio Moncho López. Um título inédito mas inteiramente merecido e, segundo as palavras do espanhol: “Ser Porto é uma postura perante a vida. É uma doença saudável. É uma força poderosa”
3.º – Luís Castro

Ganhar um campeonato com a equipa B não é fácil, e com uma equipa recheada de jovens ainda mais difícil mas Luís Castro operou esse sucesso brilhantemente. É a segunda vez que uma equipa B ganha uma competição profissional (a primeira tinha sido a equipa secundária do Real Madrid) e esse título foi obtido com jogadores como André Silva, Francisco Ramos, Verdasca, José Sá (na segunda fase da época), Chidozie, entre outros foram fundamentais para a conquista da Ledman Liga Pro. Uma equipa unida, trabalhadora e a demonstrar que a aposta na formação é algo que tem de ser levado a sério. Um campeonato com o toque de Luís Castro e que demonstra que há valores seguros nos escalões jovens do clube e que se deve apostar neles, doseadamente. Histórico.
2.º – André Silva

É discutível se o jovem avançado do FC Porto deveria ser a figura número um de 2016 e eu entendo e aceito essa abordagem mas decidi colocar em segundo lugar e, quando apresentar o número um, irão perceber. Figura de proa do plantel portista, está intimamente ligado ao título da equipa B sendo o capitão dessa equipa, o melhor marcador da equipa na competição e considerado o melhor jogador da Ledman LigaPro 2015/2016. Lançado na reta final na equipa principal por José Peseiro, terminou em alta com dois golos na final da Taça de Portugal.
Agarrou o lugar de avançado da equipa principal dos azuis e brancos e não saiu mais. Contabiliza 10 golos no campeonato (fora os anulados), 4 na Liga dos Campeões e um nos play-offs de acesso à Champions. Números muito bons para um jovem de 21 anos que se estreou na Seleção Nacional e nos primeiros dois jogos marca quatro golos e revela um bom entendimento com a estrela da seleção e promete ser o ponta de lança que falta há muitos anos no futebol português. Tem tudo para dar certo e 2017 pode ser um ano ainda mais decisivo na vida do jovem portista que encanta com a sua qualidade e garra em cada lance que disputa. Ganhou um Dragão de Ouro também na gala deste ano.
1.º – Danilo Pereira

Não é o jogador mais vistoso, nem o mais imprevisível, nem o mais mediático mas é de um profissionalismo e rigor incríveis. Extremamente regular, é o médio que toda as equipas necessitam. Inteligente nas movimentações e coberturas, o seu índice de desarmes é altíssimo e, esta época, começa a ganhar maior aptidão ofensiva, melhorando a progressão com bola, e arriscando mais no remate. O ano passado foi o melhor, por uma margem grande e ganhou também um Dragão de Ouro de Atleta do Ano. Sempre a bom nível, imprescindível para os três treinadores que já passaram pelos dragões, agiganta-se a cada jogo que passa. NES referiu que Danilo protagoniza “um trabalho muitas vezes não muito visível para o espectador, mas fundamental para a equipa pelo que nos dá e pelas suas características”. Premiado pela boa época passada, foi ao Europeu onde se sagrou campeão europeu e veio reforçar a sua qualidade e preponderância. O melhor de 2016 e a caminhar para um enorme 2017.











