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O mercado de transferências de 2019 para o FC Porto caraterizou-se por ter sido bastante ativo, uma vez que a equipa sofreu várias saídas, que naturalmente tiveram de ser colmatadas. Desta forma, foram realizados alguns investimentos avultados, que exigiram um grande esforço da direção portista, que por estes tempos não vive uma boa situação económica, como é de conhecimento geral. Porém, isso não foi impedimento para que Sérgio Conceição não recebesse algumas prendas, todavia o que se constata, à data de hoje, é que o critério acentuado na qualidade/preço é bastante desfavorável… Por conseguinte, a finalidade deste artigo será a colocar em olho nu algumas aquisições que ficaram aquém do esperado.

Nakajima – A primeira delas é do “mago” nipónico, que veio com a árdua tarefa de substituir um outro mágico, de seu nome Brahimi. O ex-Portimonense SC não foi propriamente barato, já que o FC Porto pagou 12,5 milhões de euros por 50% do passe, ou seja, avaliando o jovem criativo em 25 milhões de euros. À primeira vista, foi uma contratação que encheu os olhos aos adeptos, apesar do preço, por tudo aquilo que já tinha produzido ao serviço dos algarvios e que deixava realmente ficar qualquer um de “olhos em bico”. Contudo, completando quase um ano de FC Porto, Nakajima ainda não se conseguiu afirmar por completo ao serviço dos portistas, apontando apenas momentos fugazes do que pode vir realmente oferecer ao clube nortenho. Quer seja culpa própria, quer seja culpa do treinador, a verdade é só uma e a verdade é que o japonês, não sendo um flop, não tem conseguido dar continuidade ao que já tinha mostrado em Portugal e o porquê de ter tido os três grandes no encalce da sua contratação.

Zé Luís – Outro reforço dos dragões foi o internacional cabo-verdiano, Zé Luís. Esta transferência deu logo de início muito que falar, visto que havia alguma dúvida sobre quem queria mesmo a contratação do jogador levando, inclusive, Sérgio Conceição e Pinto da Costa a falarem ao Porto Canal. Por ele, os portistas pagaram cerca de 9 milhões de euros, uma quantia ainda considerável por uma atleta na casa dos 29 anos. O seu início até foi prometedor com um hat-trick frente ao Vitória FC, no Dragão, e um golo na Luz, porém, a partir daí, o seu rendimento foi caindo a pique e hoje não é um nome consensual entre os adeptos azuis e brancos. Além disso, tem sido perseguido por algumas lesões que podem justificar a sua falta de forma, no entanto isso não invalida que o motivo para o qual foi contratado, que é fazer golos, não tem tido o sucesso esperado, uma vez que até chegou à cidade invicta com boas credenciais.

Saravia – Uma das posições mais carenciadas do plantel portista é claramente o lugar de defesa-direito, que desde saída de Ricardo Pereira, atual futebolista do Leicester City FC, não tem tido um nome consensual, será agora com Tomás Esteves? Os dirigentes do clube, assim como a equipa técnica, também estão bem cientes do problema, por isso é que foram à Argentina recrutar o lateral direito do Racing CA, Renzo Saravia, que vinha com estatuto de titular absoluto tanto no clube, como na seleção. Por sua vez, nem tudo correu como o planeado e desde o primeiro momento que o atleta albiceleste mostrou não ser uma garantia para a equipa portuguesa e esteve sempre afastado das primeiras opções de Sérgio Conceição. Só aqui o FC Porto despendeu 5 milhões de euros numa aposta que foi claramente falhada e o facto disso é que passado 6 meses de dragão ao peito o futebolista já nem se encontra no grupo de trabalho da formação nortenha.
Por fim, é notório que o acerto de mercado do FC Porto não tem sido eficaz, um pouco à semelhança do futebol jogado da equipa, com que faz que as dificuldades financeiras ainda se tornam maiores do que aquilo que são. Claramente que os portistas não tem condições suficientes para se darem ao luxo de terem contratações que não são reforços e isso poderá provocar dissabores no futuro. Assim, a solução passará por lançar os jovens valores da formação que têm qualidade para representar um clube desta grandeza, porque nem todos vão ter, e a eles juntar outros atletas que vêm para ser reforços e não meras contratações de mercado.











