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As melhores exibições de 2019/2020

Bernardo Lobo Xavier · 4 min

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Inicia-se, agora, mais uma pausa para compromissos de seleções e, com o campeonato a atingir o seu primeiro terço e com as competições europeias a entrarem na sua primeira fase de decisões, está na hora dos primeiros balanços intermédios.

Este primeiro balanço que faço, e que surge em formato de Top BnR, procura visar a qualidade do futebol apresentado pelo FC Porto no primeiro terço da época. O futebol praticado pelos comandados de Sérgio Conceição tem sido pobre e poucas foram as exibições, independentemente dos resultados obtidos, que se safaram.

Desta forma, propus-me à hercúlea tarefa de elencar, por entre um conjunto de exibições não mais do que medíocres, as 5 melhores até ao momento. Para a contagem deste Top entram os jogos de todas as competições.

5. Rio Ave x FC Porto: 0-1 (Jornada 7, Campeonato Nacional, 29/09)

Fonte: FC Porto

O facto deste jogo surgir no top diz bem da qualidade exibicional do FC Porto até ao momento. A equipa tem realizado um conjunto de exibições fracas e esta acaba pro ser uma das mais seguras. É verdade que não foi, nem de perto nem de longe, uma exibição com nota artística, mas releva-se o bom resultado num campo tradicionalmente difícil. Apesar de pouca fluidez no seu jogo, o FC Porto acabou por ser autoritário e criar um conjunto de situações de perigo que fizeram dos azuis e brancos uns justos vencedores. Outro aspeto positivo do jogo foi o trabalho defensivo da equipa que não permitiu que o Rio Ave criasse grandes ocasiões. O golo da vitória foi apontado por Marega, no seguimento de um canto, quando o relógio marcava pouco mais do que uma dezena de minutos.

4. FC Porto x Santa Clara: 1-0 (Jornada 1, Fase de Grupos Taça da Liga, 25/09)

Fonte: FC Porto

Pode parecer estranho colocar uma vitória caseira tangencial às portas do pódio, no entanto, o resultado é enganador e o jogo valeu muito mais do que pelo resultado. O jogo era de Taça da Liga e, como tal, Sérgio Conceição optou por dar minutos a jogadores menos utilizados e alguns não deixaram de aproveitar a oportunidade. Mbemba surgiu como médio mais defensivo e esteve impecável, Nakajima fez aí o melhor jogo de dragão ao peito e Diogo Leite, jovem central da formação portista, juntou o golo da vitória a uma exibição sólida. Não tendo sido uma exibição de gala, valeu por algumas exibições individuais interessantes de jogadores normalmente preteridos pelo treinador.

3. FC Porto x Vitória FC: 4-0 (Jornada 2, Campeonato Nacional, 17/08)

Fonte: FC Porto

Se excluirmos a goleada por 5-0 aplicada ao Coimbrões na Taça de Portugal, trata-se do resultado mais desnivelado conseguido pelo FC Porto. Escassos dias após a fatídica eliminação da Liga dos Campeões aos pés do Krasnodar, era importante que o FC Porto desse uma resposta cabal e produzisse uma exibição autoritária. E, de certa forma, foi isso que aconteceu. Apesar do já habitual abuso do jogo direto, acabou por ser um jogo de sentido único e o jogo que apresentou, verdadeiramente, Zé Luís, aos adeptos portistas. Com um hat-trick, o cabo-verdiano conduziu o FC Porto a uma vitória folgada e tranquila que, apesar dos números, acaba por pecar por escassa.

2. FC Porto x FC Famalicão: 3-0 (Jornada 8, Campeonato Nacional, 27/10)

Fonte: FC Porto

Terá sido, porventura, a última boa exibição do FC Porto. Eu arriscaria, inclusive, dizer que terá sido a última exibição digna desse nome, uma vez que o que se tem visto desde então tem sido do mais pálido que se viu nos últimos anos. E não deixa de ser surpreendente que este período que a equipa atravessa surja após um jogo tão autoritário. É verdade que não se pode abordar este jogo sem antes ressalvar que o FC Famalicão, à data, líder da competição, se apresentou no Dragão a jogar no campo todo e, talvez, com uma dose exagerada de atrevimento. Este facto acabou por concorrer para que o FC Porto tivesse podido encontrar espaços que raramente encontra. No entanto, o que de mais positivo se retirou desse jogo, terá sido a forma como a equipa substituiu um excessivo jogo direto por um jogo mais associativo e por uma mais rápida circulação da bola. Outro aspeto relevante prende-se com a alteração do sistema tático, uma vez que o FC Porto se apresentou num 4x3x3 desdobrável num 4x2x3x1 muito dinâmico, ao contrário do que sucedeu nos jogos seguintes. A cereja no topo do bolo terá sido a estreia a marcar de Fábio Silva, jovem de 17 anos, em jogos de campeonato.

1. SL Benfica x FC Porto: 0-2 (Jornada 3, Campeonato Nacional, 24/08)

Fonte: FC Porto

Independentemente da exibição, seria sempre difícil deixa uma contundente vitória no terreno do principal rival fora do primeiro lugar. Se não foi a exibição mais exuberante do FC Porto na era Conceição, terá sido, provavelmente, a mais inteligente. Foi um jogo no qual o trabalho sem bola foi particularmente impressionante, sendo que, nesse aspeto, Uribe e Pepe estiveram em grande destaque. A equipa esteve pendular na ocupação dos espaços e na pressão e foi capaz de anular, por completo, os pontos mais fortes do adversário. No que concerne ao momento atacante, é pertinente destacar a importância que Marchesín teve na partida, tendo sido sempre capaz de colocar a bola longe da pressão benfiquista e, invariavelmente, nos pés de jogadores do FC Porto. Os golos foram apontados por Zé Luís e Marega e o FC Porto dispôs de mais uma ou duas oportunidades claras no jogo. Do Benfica sobra apenas um momento de real perigo para a baliza portista. Aproveitando-me das palavras de Sérgio Conceição acerca da performance de Uribe nesse jogo, não foi uma exibição espetacular, mas foi um espetáculo de exibição. Cirúrgica. Sem espinhas.

Revisto por: Jorge Neves

Bernardo Lobo Xavier

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