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Umas das grandes críticas de sempre apresentadas ao futebol português foi e é a sua fraca aposta em atletas nacionais, uma vez que a exploração pelos mercados estrangeiros recolhe regularmente uma maior preferência por parte dos emblemas portugueses. Desta forma, há uma generalidade de adeptos que preferem “apontar o dedo” aos dirigentes por esta política de contratações. No entanto, este panorama tem vindo a alterar-se por diversos motivos, quer seja por medidas implementadas pela FPF, de modo a proteger de uma forma mais eficaz o atleta nacional, quer seja pela conjuntura económica que os clubes tem vindo a ultrapassar, que tem “obrigado”, por assim dizer, a um olhar mais atento à prata da casa.
Deste modo, o FC Porto enquadra ou assenta que nem uma luva nesta pequena introdução. Isto é, durante muito tempo, apesar das mais variadas conquistas, a imprensa no seu geral criticava a fraca gestão que os dragões faziam dos seus escalões de formação. Por sua vez, era quase sempre recorrente que terminando o patamar de Juniores, Sub-19, os jogadores que pertenciam aos quadros dos azuis e brancos tinham de procurar um novo caminho para prosseguir o seu sonho.
Porém, com o tempo, este cenário foi-se alterando e no presente assistimos a um FC Porto muito mais atento ao que se passa dentro dos seus quadros. Facto, que é comprovável pelo grande número de jovens formados no clube que a equipa de Sérgio Conceição dispõe no seu plantel. Com isto, na temporada 2019/2020, o clube da invicta conta com seis atletas nas suas fileiras formados no Olival. São eles: Diogo Costa, Diogo Leite, Bruno Costa, Sérgio Oliveira, Romário Baró e Fábio Silva. Este é o núcleo duro que tem aumentado a esperança de vários outros jovens de conseguirem atingir o sonho de alinhar pela equipa principal do FC Porto.
Agora, a finalidade deste artigo será demonstrar um pouco mais a fundo uma pequena análise critica sobre o desenvolvimento e crescimento destes futebolistas que, aos poucos, tentam encontrar o seu espaço no plantel nortenho.

Diogo Costa – O jovem guarda-redes alinha pelos dragões desde a época 2009/2010, por isso é caso para dizer que é um verdadeiro filho da casa. Dono e senhor de uma liderança forte entre os postes aliados a uns bons reflexos, assim como a uma taxa assinalável no confronto um contra um, o guardião é uma das maiores promessas para a sua posição. Atualmente, ocupa o lugar número dois da hierarquia da baliza dos azuis e brancos, o que diz bem da confiança que a estrutura portista deposita no seu trabalho. Uma confiança que é fruto da excelente pré-época que protagonizou e que quase lhe valeu a titularidade no início das competições oficiais, contudo uma lesão adiou-lhe esse a estreia, que acabou por acontecer muito recentemente contra o CD Santa Clara, numa partida a contar para a Taça da Liga. Uma estreia que lhe correu da melhor maneira, e certamente terá novas oportunidades em desafios de grau de dificuldade mínima.

Diogo Leite – O jovem central já é conhecido por vários adeptos do futebol português, quer por já ter integrado no plantel do FC Porto na temporada passada, quer por já ter conquistado alguns títulos internacionais pelos dragões e pela seleção portuguesa, nas camadas de formação. Eficaz no corte, bom nos duelos aéreos e assertivo no desarme são estas algumas das caraterísticas que convenceram Sérgio Conceição a inclinar-se para a sua permanência no seu clube do coração. Além disso, Diogo Leite também acrescenta no processo ofensivo com uma boa saída de bola e com presença nas bolas paradas ofensivas. Tal como Diogo Costa, o jovem central fez a sua estreia, esta época, no jogo contra o CD Santa Clara, tendo sido o autor do golo solitário da partida. Apesar de se prever uma fraca utilização ao longo da época desportiva, é certo que Diogo Leite já deu provas que está preparado para assumir um desafio desta envergadura.

Bruno Costa – Talvez seja dos nomes aqui menos mediáticos que vamos abordar, mas também já vai na sua segunda temporada vestindo de azul e branco. Bruno Costa tem uma particularidade interessante, já que a sua grande percentagem de utilização foi contra o campeão europeu em título, o Liverpool FC. O futebolista português tanto pode ocupar a posição “seis” como “oito” e desempenha os dois papeis com relativa facilidade, dando uma boa qualidade à circulação de bola, fazendo com assertividade a ligação do jogo interior, assim como executando uma boa pressão sobre o portador da bola da equipa adversária. O médio já teve algumas aparições esta época e antevê-se que irá realizar um papel de rotação no grupo de trabalho do FC Porto.

Romário Baró – Tem sido de todos os nomes já aqui enunciados aquele que tem conseguido impor-se com uma maior facilidade no plantel do FC Porto. Sérgio Conceição olha para este talento como um “joker”, já que desempenha várias funções e vários papeis ao longo de uma partida. Por conseguinte, Romário destaca-se por várias qualidades, ou seja, pela sua habilidade em trazer jogo para a frente, pela segurança e conforto que possui no momento da posse de bola e principalmente pela pressão que exerce na transição defensiva, que assim consegue fortalecer o miolo dos dragões e torná-lo mais difícil de transpor. Iniciou esta nova etapa de forma mais tímida, mas com o decorrer do tempo tem-se notado mais livre do nervosismo precoce e aparecido em campo com outra confiança, que faz com que as pessoas desfrutem do seu futebol com outra alegria, e por esse motivo é um dos jovens pelo qual todos os adeptos do FC Porto depositam maiores esperanças.

Fábio Silva – Por fim, chegou a altura de escrever sobre uma das maiores promessas do Olival para um futuro próximo, perspetivando-se grandes voos para o jovem avançado. Com apenas 17 anos, o futebolista português já faz parte do plantel principal e das opções da equipa, tendo já efetuado seis jogos, um a titular e os restantes como suplente utilizado. Quem o vê jogar percebe logo da sua qualidade e do seu toque de bola diferenciador, além disso executa movimentos que o permite desmarcar-se de uma forma muito sublime. Para além disso, é frio no momento de finalizar e dá-se muito ao jogo não se escondendo entre os defesas. Contudo, Fábio Silva não descura as tarefas defensivas e sempre que pode tenta atrapalhar o início de construção dos seus opositores. Assim, o atacante detém, neste momento, o recorde de jogador mais jovem de sempre a titular no FC Porto, assim como o futebolista mais novo de sempre a atuar nas competições europeias pelos dragões. Porém, é de esperar que não queira ficar por aqui e que vá à busca de mais recordes para delícia dos adeptos do clube da Invicta.
Foto de capa: FC Porto
Artigo revisto por Diogo Teixeira












