Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
A FIGURA

Felipe- Imperial. Depois de no Dragão ter sofrido a infelicidade de cometer um auto-golo, exibiu-se a um nível soberbo em Roma. Não só foi o autor do golo que abriu caminho ao triunfo portista, como esteve praticamente inultrapassável em termos defensivos. Tirando uma falha aos 37 minuos, na qual deixa fugir Dzeko nas costas, conseguiu anular na totalidade o avançado bósnio. Esta foi a melhor exibição do central brasileiro ao serviço do FC Porto e é importante que continue a adaptar-se a este ritmo.
O FORA-DE-JOGO

Emerson Palmieri – Surreal. O brasileiro que entrou para colmatar a expulsão de Daniele de Rossi aos 39 minutos, acabou, ele próprio, expulso aos 59 por falta duríssima sobre Corona. Esteve 20 minutos em campo.
Costuma dizer-se, na gíria futebolística, que as equipas italianas são, por norma, cínicas e traiçoeiras. Na noite desta terça-feira, em Roma, se algum cinismo houve foi da parte do FC Porto que, após chegar à vantagem cedo no jogo, soube sofrer e explorar os momentos. É inegável que as vicissitudes que a Roma teve de enfrentar durante o jogo – duas expulsões – tiveram algum peso no resultado, mas a chave da passagem à fase de grupos esteve na coesão tática e na maturidade revelada pelos comandados de Nuno Espírito Santo. Três golos sem resposta e Roma aos pés do Dragão.
Apostando no onze mais típico neste início de temporada, com Corona, Otávio e André Silva a formarem o trio atacante, o técnico português pôs em prática o que havia prometido na conferência de imprensa de antevisão ao jogo: o FC Porto entrou forte e foi dono e senhor dos espaços no miolo do terreno. Tal como verificado em jogos anteriores, Herrera assumiu-se, à partida, como o médio mais avançado do triângulo e revelou-se preponderante no posicionamento tático da equipa, nomeadamente na pressão alta que os azuis e brancos procuraram implementar desde cedo.
A primeira oportunidade, no entanto, pertenceu à formação romana e saiu dos pés de Naingolan, que obrigou Casillas a uma excelente intervenção logo aos dois minutos. Mas a noite era do FC Porto e a resposta não tardou. Aos oito minutos, Felipe correspondeu da melhor forma a um livre de Otávio e, nas costas da defesa, colocou os azuis e brancos em vantagem pela primeira vez nesta eliminatória.
A jogar em casa e obrigada a correr atrás do prejuízo, a Roma galvanizou-se e foi aproveitando a pouca iniciativa do FC Porto para sufocar os azuis e brancos. Aos 37 minutos, a formação italiana podia mesmo ter chegado ao empate, mas Salah não conseguiu bater Iker Casillas.
No momento em que a Roma conseguia efetivizar a sua superioridade no jogo, as circunstância mudaram por completo: Daniele De Rossi, experiente capitão dos italianos, foi expulso por entrada duríssima sobre Maxi Pereira, aos 39 minutos. O lateral uruguaio da formação portuguesa acabou mesmo por ser substituído aos 44 minutos por lesão.
Após tantos sobressaltos, o espetáculo caiu e os adeptos imploravam pelo intervalo. Antes, aos 45 minutos, uma oprtunidade para cada lado. Primeiro, Felipe com um corte soberbo roubou o empate a Edin Dzeko. O central brasileiro foi o melhor em campo e assinou a melhor exibição de dragão ao peito. No contra ataque, o FC Porto esteve a centimetros do segundo. Otávio temporizou e serviu Herrera à entrada da área, mas o mexicano colocou demasiado a bola e enviou para fora.
Sem novas oportunidades, o árbitro enviou ambas as equipas para o balneário.
No segundo tempo, o FC Porto entrou mais seguro e disposto a controlar a partida. A Roma passou a revelar algumas dificuldades em se aproximar da área de Casillas. E as coisas ficaram mais complicadas quando a formação italiana ficou reduzida a nove elementos, após a expulsão de Emerson. O brasileiro, que havia entrada aos 39 minutos para colmatar a saída por expulsão de Daniele de ROssi, viu o cartão vermelho direto aos 50, por falta gravíssima sobre Jesus Corona.
Tudo parecia mais fácil para os comandados de Nuno Espírito Santo. A vencer por 0-1 e com mais duas unidades, esperava-se que o FC Porto crescesse e assumisse as despesas do jogo, de forma tranquila e controlada. Mas, para surpresa de todos, a Roma tornou-se ainda mais perigosa e explorou algum facilitismo dos jogadores azuis e brancos. Não fosse um corte providencial de Miguel Layun e Perotti podia ter chegado ao empate aos 59 minutos.
A 20 minutos do apito final, foi a vez de Naingolan voltar a criar perigo, com um remate rasteiro ao lado da baliza de Iker Casillas. Mas o ritmo imposto por uma equipa reduzida a nove elementos teve os seus custos e o FC Porto, contrariamente ao que havia demonstrado até então, soube aproveitar, em duas ocasiões. Primeiro, por Miguel Layun, aos 73 minutos, que, após passe de Hector Herrera, aproveitou a saída em falso de Szczesny para colocar a bola na baliza deserta, e depois por Jesus Corona, aos 75. Depois de um excelente trabalho individual, em que quase sentou Manolas, o mexicano rematou de forma indefensável para a baliza italiana.
Os últimos quinze minutos são história fácil: FC Porto e Roma assinaram um pacto de não agressão e o jogo caiu num marasmo óbvio e expectável. Chega ao fim o sonho dos comandados de Spaletti que, apesar do forte investimento para reforçar o plantel, não foi capaz de conquistar um dos objetivos para a temporada.
Por sua vez, o FC Porto segue, em mais uma ocasião, para a fase de grupos da Liga dos Campeões, a 21ª presença em 26 anos. Treze milhões de Euros entram de forma direta nos cofres do Dragão e serão preponderantes para o ataque final ao mercado. O sonho da Liga dos Campeões continua vivo e o primeiro objetivo da época está conquistado. Uma grande vitória dos comandados de Nuno Espirito Santo, em todos os sentidos.












