Em primeiro lugar, cabe-me explicar-vos a escolha deste título. Pois bem, no dia 12 de janeiro de 2020, escrevi um artigo para o BnR que falava da saída de Bruno Costa para o Portimonense. O título era: “Bruno Costa | Um jogador a (re)ver”. Nessa altura, escolhi o título por acreditar que Bruno Costa era na altura uma carta fora do baralho para o FC Porto, mas que, no futuro, poderia ser uma opção viável para a equipa de Sérgio Conceição.

Bastava mostrar as suas melhores qualidades porque não iriam faltar observadores para poder potenciar o regresso do jovem da formação portista. Afinal de contas, parece que o jogador foi (re)visto e pode voltar à casa mãe. Esse é então o sentido para o título deste artigo.

Quase um ano e meio depois, eis que podemos ver o médio português a vestir de azul e branco de novo. As mais recentes notícias pelo menos apontam para isso.

Mas porque é que o FC Porto se lembrou de Bruno Costa? Para os menos atentos, o médio da formação portista foi um dos pilares de um FC Paços Ferreira (quase) europeu comandado na perfeição por Pepa. Ser um dos jogadores mais influentes numa das equipas sensações do campeonato não é para qualquer um. Até ao momento, foram 32 jogos e quatro golos pelos Castores.

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A época está a terminar e estes números não devem sofrer grandes alterações, mas de qualquer forma é notória a evolução do número 10 na Capital do Móvel.

Se olharmos para o aspeto mais tático de Bruno Costa na recente temporada, é notório que ocupava a zona mais ofensiva do meio-campo acompanhado por outro jogador. Esse jogador era muitas vezes Stephan Eustáquio, também fortemente associado ao Dragão. Contudo, outro dado de relevo é que Bruno Costa habituou-se a alinhar num sistema de 4-3-3 em que tinha sempre cobertura de um médio mais defensivo.

Isto leva-nos a pensar que no esquema atual de Sérgio Conceição, Bruno Costa dificilmente teria oportunidades e sucesso na forma de jogar. Como já tive oportunidade de referir no outro artigo que escrevi sobre este jogador, é mais um médio criativo com características que variam entre um número 8 e número 10. Mas nunca pode ser um médio para duplo pivot, e isso é um dado que dá que pensar antes do regresso do atleta ao Dragão.

Bruno Costa
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A verdade é que a primeira passagem pelo FC Porto foi talvez um passo maior que a perna para Bruno Costa. A qualidade estava lá, mas as oportunidades nem sempre eram muitas e qualquer exibição menos boa era sempre fatal para o jogador. Vejamos o que atualmente acontece a jogadores como Fábio Vieira, Francisco Conceição e João Mário.

Mas a verdade é que, por outro lado, já tivemos um caso de um jogador que estreou-se pelo FC Porto muito jovem e, depois de uma passagem pelo FC Paços de Ferreira, entrou pela porta grande no Dragão. Falo claro está do atual líder do meio campo azul e branco, Sérgio Oliveira. Bruno Costa será esse jogador? Creio que é muito cedo para estabelecermos essa comparação.

É inegável a excelente época do número 10 dos castores, mas não estou assim tão certo de que vejamos o mesmo de dragão ao peito. Sérgio Oliveira, Uribe e Otávio são intocáveis, para não falar das poucas vezes em que o FC Porto joga em 4-3-3.

Veremos em primeiro lugar se este regresso se concretiza. Bruno Costa pertence ao Portimonense SC que o deve ceder aos portistas. Mais um típico negócio do futebol português, que, desta vez, quem saiba, sorria aos dragões.

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