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Caso Bazoer

Bernardo Lobo Xavier · 2 min

Caso Bazoer
Foto: FC Porto

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São dez as vitórias seguidas que o FC Porto leva desde que saiu derrotado do Estádio da Luz. A última semana fica marcada pela passagem, com distinção, aos oitavos de final da Liga dos Campeões e por uma vitória sofrida, mas saborosa, no Estádio do Bessa frente ao Boavista, o rival da cidade. No entanto, pelo lado mais negativo, estalou a polémica com a notícia de que Bazoer enfrenta um processo disciplinar.

As razões são desconhecidas. Corre na imprensa a notícia de que terá sido um atraso do jogador no regresso aos trabalhos que levou Sérgio Conceição a castigar o jogador. Dada a capacidade que o treinador portista tem demonstrado na gestão dos recursos humanos que tem à sua disposição e a forte liderança que tem imposto tudo me leva a confiar nas suas decisões e opções.

Bazoer não é, nem de perto nem de longe, um titular da equipa (conta com três jogos pela equipa A). Mas é, na minha opinião, um jogador de grande talento que pode vir a ganhar um papel de destaque, caso o FC Porto avance para a compra do seu passe, na equipa a médio prazo. Parece-me um box-to-box muito completo, capaz de progredir no terreno de jogo com a bola controlada ou de gerir os ritmos do jogo através do passe e, ainda, tem boa chegada à área e boa finalização.

Bazoer tem estado afastado dos treinos da equipa principal nos últimos dias
Fonte: FC Porto

Não acredito que este acontecimento vá ter mais consequências para o jogador do que as que já teve e parece-me que, mais dia menos dia, voltará aos trabalhos da equipa principal. A disciplina é fundamental dentro de um plantel e se Bazoer quebrou as regras estipuladas pelo líder deve e merece ser chamado à atenção para que não se volte a repetir e, até, como mensagem para o grupo de trabalho para que todos percebam que nenhuma individualidade está acima do coletivo.

Considero que Sérgio Conceição esteve bem nas explicações que deu á imprensa, vincando a importância de todos remarem para o mesmo lado e deixando claro que não são tolerados desvios no foco dos jogadores, mas mitigando a importância e a gravidade dos atos de Bazoer, apelidando-os de “desvio do tamanho de uma pequena unha”.

Em suma, com Sérgio Conceição à frente dos destinos da equipa, o símbolo carregado ao peito será sempre mais importante do que os nomes estampados nas costas das camisolas e cabe, agora, a Bazoer dar a resposta ao seu treinador no campo de treinos e mostrar que está comprometido com a equipa e os seus objetivos.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Bernardo Lobo Xavier

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