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O FC Porto venceu o Desportivo das Aves por 0-1 e aumentou as distâncias na frente da tabela. Éder Militão, no primeiro tempo, foi o autor do único golo da partida.
No encontro que fechou a primeira jornada de 2019, os dragões entraram em campo com conhecimento dos resultados de SL Benfica, Sporting CP e SC Braga. E se leões e guerreiros do Minho venceram os seus duelos, os encarnados não passaram em Portimão e o FC Porto, em caso de vitória, sabia que aumentaria a vantagem para o segundo classificado.
Depois do fecho da fase de grupos da Taça da Liga, José Mota optou por manter o mesmo onze que empatou na receção ao SL Benfica. Já Sérgio Conceição voltou a colocar Casillas na baliza e fez Soares regressar à titularidade, num onze inicial igual ao que venceu o Rio Ave na última jornada do campeonato.
Sem a pressão de ser o último dos da frente a entrar em campo, o FC Porto deu o pontapé de saída na partida e mostrou desde logo vontade de vencer. Herrera foi o primeiro a ameaçar a baliza de Beunardeau, ao minuto oito, depois de uma defesa incompleta do guardião avense, mas o remate saiu por cima. Dois minutos depois foi Marega a surgir isolado na cara do guarda-redes do CD Aves, mas Beunardeau de cabeça, já fora da área, limpou o lance.
Em destaque no encontro o francês voltou a mostrar serviço à passagem do minuto 16, após cabeceamento de Soares. Na recarga, Marega atirou ao poste. Com os azuis e brancos a dominarem, Casillas fez a primeira defesa ao minuto 20, na sequência de um livre da formação da casa, ainda que sem dificuldade e, na resposta, Soares voltou a testar Beunardeau, que respondeu com nova boa defesa.
Em menos de cinco minutos o FC Porto marcou dois golos, mas apenas um contou para a história do jogo. Aos 23’ Soares fez mexer as redes avenses pela primeira vez mas estava em posição de fora de jogo e, aos 25’, foi Éder Militão a abrir o marcador. Numa jogada de insistência a bola sobrou para o central, com Jorge Felipe a falhar o corte, e Militão fez o primeiro do jogo.
O CD Aves tentou crescer depois de ficar em desvantagem mas o FC Porto foi mantendo o controlo e, aos 36 minutos, Danilo fez novamente golo, que foi novamente anulado. João Pinheiro, com a ajuda do VAR, não validou o lance por posição irregular do internacional português. Em cima do intervalo livre em zona perigosa para o Desportivo das Aves, batido por Rodrigo, mas que não importunou verdadeiramente Casillas.

Fonte: Liga Portugal
No início do segundo tempo a formação às ordens de José Mota entrou disposta a recuperar a igualdade e Amilton, com um cruzamento perigoso na direita do ataque, obrigou a defesa azul e branca a aplicar-se no corte. Aos 54 foi Derley a aparecer com perigo na área e a cabecear ao lado da baliza de Casillas.
A permitir um Aves mais ousado, o FC Porto criou perigo ao minuto 60, na sequência de um livre cobrado por Alex Telles. Danilo voltou a aparecer na área, à semelhança do lance da primeira parte, mas cabeceou ao lado. Numa fase em que o jogo estava partido e sem ocasiões claras de parte a parte, foi o Aves a criar novamente perigo. Nildo, dentro da área, permitiu o corte crucial de Felipe e, na recarga, Baldé atirou por cima.
Com as substituições de Sérgio Conceição a apostarem no reforço do meio campo e as de Mota a dar sinal claro de ataque à baliza portista, os instantes finais ficaram marcados pelas investidas do Desportivo. Casillas, a defesa azul e branca e mesmo a falta de pontaria avense evitaram o golo do empate. No último lance do encontro novo livre perigoso para o Aves, tal como no final do primeiro tempo, com Nildo a enviar com estrondo a bola à barra.
Com esta vitória o FC Porto conseguiu aproveitar o deslize do Benfica e aumentar distâncias na frente da tabela. Com a 17.ª vitória consecutiva, os dragões somam 39 pontos na liderança da tabela. Já o CD Aves mantém-se nos últimos lugares da classificação.
Onze inicial CD Aves: Beunardeau, Rodrigo, Ponck, Jorge Felipe, Vítor Costa, Rúben Oliveira (Bruno 74’), Falcão, Vítor Gomes, Amilton (Nildo 60’), Derley e Baldé (Elhouni 88’)
Onze inicial FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Herrera, Corona (Adrian López 89’), Brahimi (Hernâni 77’), Marega e Soares (Óliver 77’)
FIGURA:

Éder Militão – Foi o autor do golo que deu a vitória ao FC Porto nesta deslocação à Vila das Aves, mas a sua importância no jogo foi para além desse momento. Na primeira parte, e com Baldé a atacar pela direita, foi fundamental a parar as investidas do avense, que esteve em destaque frente ao SL Benfica e voltou hoje a estar em bom plano. Imperial na defesa, foi fundamental também no que ao lado ofensivo diz respeito, a aparecer para a sobra numa jogada de insistência e a fazer o golo.
FORA DE JOGO:

Jorge Felipe – Numa noite que acabou por não ser totalmente desinspirada e negativa para o central avense, que esteve bem em alguns cortes decisivos sobretudo no segundo tempo, o lance do golo azul e branco nasce de uma falha sua e o seu nome acaba por ficar, dessa forma, ligado à história do jogo.
Conferência BnR
CD Aves
José Mota – Outras respostas: “A primeira parte foi mais do FC porto, a segunda do Aves. O que pedi ao intervalo foi para não termos medo de jogar, estávamos a deixar que o Porto pensasse muito o jogo. O que tínhamos preparado era sermos uma equipa pressionante, sermos uma equipa que, com bola, explorasse as transições. Na primeira parte não aconteceu, o Porto foi forte, mas também estávamos preparados para isso”
“Na segunda parte o Porto praticamente não teve oportunidades. Mas há uma coisa importante. O golo do Porto, segundo vi nas imagens, é precedido de fora de jogo e, por isso, o resultado não é justo. Se o VAR tivesse visto, porque é a sua obrigação, o resultado seria diferente. A semana passada jogamos aqui com o Benfica e o golo foi muito duvidoso, por fora de jogo, hoje o golo estava em fora de jogo, devia ser anulado. Se existe VAR é para anular. O golo do Benfica, que nos dava acesso à final four da Taça da Liga, estava em fora de jogo”
“Não é fácil fazer o que o Aves fez na segunda parte. Obrigamos o Porto a recuar”
FC Porto
Sérgio Conceição – Outras respostas: “Foi um jogo dentro do que perspetivamos. Difícil, contra uma equipa com um impacto físico importante. Gostei mais da primeira parte, fizemos uma primeira parte de muito bom nível. Ir para o intervalo a ganhar pela margem mínima é injusto pelo que fizemos. Na segundo parte sabíamos que o Aves ia entrar forte. Gostei do jogo pela consistência, não foi um jogo espetacular, mas gostei”
“É sempre melhor ir na frente e conseguir dar continuidade à vantagem perante um rival e ganhar pontos a outro. Mas focamo-nos principalmente na nossa equipa e em ganharmos os nossos jogos”
“Fica difícil quando perdemos bola e o adversário estica o jogo, mas conseguimos anular isso. O jogo esteve sempre controlado e fomos mexendo nesse sentido, de refrescar”
“Gostei da consistência. Estivemos muito bem nas coberturas defensivas, muito atentos. Eu gosto de não sofrer, mas temos sido também uma equipa muito ofensiva, com a melhor média do FC Porto dos últimos anos em golos marcados”
“Mantermo-nos lá em cima é um desafio fabuloso. Ter que manter o primeiro lugar é um desafio fantástico. É nestes momentos, de vitórias, que se tem de estar com o radar atento”
Foto de Capa: Bola na Rede
artigo revisto por: Ana Ferreira














