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Casa completamente cheia na Vila das Aves para receber os avenses e os “dragões”. A equipa da casa procurava surpreender o líder do campeonato, de modo a conseguir fugir da zona de descida. O FC Porto surpreendeu com o regresso de Tiquinho Soares ao onze inicial, algo que não acontecia há mais de dois meses.
Os pupilos de Sérgio Conceição tentaram controlar a partida desde o primeiro minuto ao construir os seus processos ofensivos desde a sua linha defensiva. O Aves, quando recuperava a posse de bola, tentava surpreender os “azuis e brancos” com transições rápidas. Salvador Agra foi o primeiro a criar perigo, com um remate ao lado à passagem do minuto 4.
O Porto pressionava alto e acabou por chegar ao golo com apenas seis minutos de jogo. Tiquinho Soares desmarcou Ricardo Pereira na perfeição e o internacional português não vacilou na cara de Quim. Colocando-se cedo na liderança, a equipa portuense controlou o jogo à sua maneira na etapa inicial. A turma da casa não baixou a cabeça e assustou José Sá aos dez minutos da partida com um remate à trave, da autoria de Amilton.
Após um início de jogo frenético, o ritmo de jogo quebrou. Por outro lado, Sérgio Conceição pedia mais concentração à sua equipa, que perdia algumas bolas no meio-campo atacante após iniciativas individuais.
O Porto procurava libertar espaço nas linhas, focando mais a sua atenção do lado direito do ataque, para dar uso das investidas de Ricardo Pereira e Corona. Apesar do ímpeto inicial, a vantagem tangencial dos forasteiros manteve-se até ao intervalo.
A segunda parte iniciou tal como a primeira: os “azuis” controlavam as operações, enquanto que o conjunto local apostava nos contra-ataques. Numa altura em que o Porto parecia “dono e senhor” do jogo, Corona foi expulso por acumulação de amarelos aos 52 minutos. O treinador do Porto reagiu de imediato com a entrada de Maxi Pereira, de modo a obter algum equilíbrio defensivo.
A verdade é que, com mais um jogador em campo, os avenses conseguiram dominar as iniciativas. Lito Vidigal queria mais lançou Ryan Gauld na partida no lugar de Rodrigo Defendi. O Aves insistiu e conseguiu chegar à igualdade, por intermédio de Vítor Gomes. O médio avense ganhou espaço na área contrária e desfez a vantagem mínima dos portistas, respondendo ao cruzamento certeiro de Amilton.
Ciente da possibilidade de perder pontos nesta deslocação ao concelho de Santo Tirso, Conceição ordenou a entrada de Marega. O maliano, que entrou para o lugar de Aboubakar, tentou pressionar os centrais do Aves na construção de jogo adversária. Contudo, os recém-promovidos à Liga NOS continuavam mais perigosos, com Salvador a tentar a sua sorte de fora da área por duas ocasiões num espaço de dez minutos. O Porto tinha pela frente uma missão muito complicada, frente a um Desportivo das Aves aguerrido e organizado.
O jovem André Pereira foi a última aposta do Porto para tentar conquistar os três pontos. O avançado, no entanto, não conseguiu intervir com eficácia. O líder do campeonato pressionou nos minutos finais, mas o empate manteve-se.
O Porto perde, assim, dois pontos na Vila da Aves e pode ver os rivais Sporting e Benfica aproximarem-se na luta pela liderança. O Aves, por sua vez, conquista um ponto importante na luta pela manutenção na Liga.
A FIGURA:
Ricardo Pereira – O lateral-direito da formação portista utilizou a sua velocidade na perfeição para se intrometer no seio do setor defensivo avense. O marcador do primeiro golo da partida aproveitou as lacunas defensivas de Nildo, que ainda procura habituar-se à posição de lateral-esquerdo. O ex-Nice tentou sempre jogar pela certa, sem comprometer a sua equipa numa posição mais recuada do terreno. A evolução do internacional português é notável, visto que passou de um bom extremo para um defesa lateral de classe mundial.
O FORA DE JOGO:

Corona – O internacional mexicano foi uma das figuras do jogo, mas pela negativa. Numa altura em que o Porto vencia e controlava a partida, o extremo foi expulso por acumulação de amarelos. Minutos depois, o Aves igualou o marcador e conseguiu criar muito perigo na área dos portistas. Já com um amarelo, Corona mostrou-se displicente e arriscou num momento em que a vantagem da sua equipa não era confortável. A sua expulsão acabou por ser o momento crucial da partida.
Foto de Capa: FC Porto










