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Já em contagem decrescente para o final da edição 2018/2019 da Primeira Liga,com dez jogos por cumprir, o FC Porto visitou o terreno do CD Feirense e venceu por dois a um, retomando, provisoriamente, o primeiro lugar da tabela classificativa. Apesar da entrada forte dos homens da casa, os azuis e brancos chegaram ao intervalo a vencer e consolidaram, na segunda parte, a vitória e os três pontos, importantes na luta pelo título de campeão nacional.
O FC Porto apresentou, no Marcolino Castro, uma réplica do onze que colocou a equipa de Sérgio Conceição nas oito melhores da europa. Já o CD Feirense fez três alterações no onze que foi batido pelo Belenenses SAD por quatro bolas a zero, fazendo alinhar Vítor Bruno, Babanco e Luís Machado nos lugares de Tiago Gomes, Ofori e Crivellaro.
Depois de um problema com os holofotes do estádio, a partida começou a um ritmo elevado, com o CD Feirense a mostrar-se superior aos dragões nos primeiros momentos. Os fogaceiros chegaram mesmo ao golo, aos quatro minutos, através de um auto-golo de Felipe, depois de um cruzamento de Edson Farias na direita.Com os dragões visivelmente desconcentrados, o CD Feirense continuava a criar perigo e, aos nove minutos, Casillas teve de se esticar para defender o remate de Sturgeon.
O FC Porto respondeu e Felipe quase marcava, depois de um cruzamento de Corona. Os dragões tomaram conta do jogo e, aos 18 minutos, chegaram à igualdade. Corona bateu o canto e Danilo saltou mais alto que todos os outros para fazer o primeiro do FC Porto.
Ao minuto 21, os holofotes voltaram a ser protagonistas e o jogo teve de ser interrompido.
O jogo retomou e o FC Porto consumou a reviravolta no marcador. No seguimento de um canto, Pepe rematou para o fundo das redes de Caio Secco e fez o segundo dos dragões, que, logo de seguida, podiam ter sofrido novamente. Vítor Bruno cruzou, Edson Farias ganhou de cabeça e João Silva, isolado no coração da área, atirou por cima da baliza de Casillas.

Fonte: FC Porto
A partir desse momento, os portistas estabilizaram o seu jogo e controlaram a partida até ao intervalo, tendo, inclusive, uma grande oportunidade para aumentar a vantagem no marcador já no tempo de compensação, com Soares a cabecear para uma boa intervenção de Caio.
Artur Soares Dias apitou para o início da segunda parte e os dragões entraram dominadores, à procura de alargar a vantagem no marcador, e mantiveram esse estatuto durante todo o segundo tempo. Com o jogo num ritmo morno, o resultado manteve-se igualmente inalterado e o FC Porto saiu vitorioso de Santa Maria da Feira, apesar de os fogaceiros terem criado perigo nos últimos minutos da partida.
Com este resultado, o FC Porto sobe, provisoriamente ao primeiro lugar da tabela classificativa, enquanto o CD Feirense mantém o último lugar do campeonato.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
CD Feirense: Caio; Edson Farias, Flávio Ramos, Briseño,Vítor Bruno; Tiago Silva, Ghazal, Babanco(83’ Edinho); Luís Machado( 69’ Ofori), Sturgeon( 78’ Crivellaro), João Silva
FC Porto: Casillas; Alex Telles, Felipe, Pepe, Militão; Danilo, Herrera, Otávio(84’ Óliver Torres), Corona(84’ Manafá); Marega(69’ Brahimi), Soares
A FIGURA

Pepe – O central português foi decisivo a nível defensivo e preponderante a nível ofensivo, tendo marcado o golo que deu a vitória aos dragões.
O FORA DE JOGO

Sistema de iluminação do Marcolino Castro – O jogo começou atrasado devido a problemas nos holofotes e, ao minuto 21, teve de parar novamente devido às mesmas dificuldades.
BnR na Conferência de Imprensa
CD Feirense
BnR – Qual é a razão principal, na sua opinião, desta sucessão de resultados menos positivos do Feirense?
Filipe Martins – Só agora tenho todos os jogadores à minha disposição, e quanto mais jogadores, mais forte é uma equipa. Também o modelo de jogo é diferente e os jogadores têm de o assimilar durante a competição. Aliado a isso o fator dos pontos. Foi uma transição conturbada, mas estou satisfeito com a prestação dos meus jogadores hoje.
FC Porto
Sérgio Conceição
Outras respostas – “Temos de ver o contexto do jogo. É um adversário que a cada jogo do fim está mais presssionado, muito motivado por defrontar o campeão, como é natural. Nós, depois de um jogo em que corremos 120 minutos na Champions, vir aqui contra um adversário aflito não era fácil e começar a perder pior ainda. Dai a resposta de grande carácter dos jogadores. Podíamos ter acabado a 1.ª parte com vantagem maior. Algumas quebras, também a luz, e nós queríamos acabar com o jogo o mais depressa possível. Na 2.ª parte alguma falta de frescura natural e fui tentando dar ao jogo o que ele pedia. Tirando o Moussa, que estava cansado e metendo gente mais próxima do Danilo e do Herrera. Sabendo deste jogo direto e da vontade do adversário, fomos espreitando o terceiro. Podíamos ter feito mas vitória justa, contra um adversário que tentou de tudo. Uma palavra para eles também, que estão a tentar tudo para reverter esta situação.”
“Por isso quisemos ir à procura do golo da tranquilidade. Estivemos sempre seguros no jogo direto, mas houve uma escorregadela e num lance desses pode haver perigo mas estávamos, não digo tranquilos, mas alerta e desconfiados do que o adversário podia fazer. Se fosse uma vitória por mais de um golo seria justo.”
Foto de Capa: Bola na Rede
Artigo revisto por: Jorge Neves














