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O relógio aproxima-se dos noventa. O empate persiste. Alguns adeptos, já sem esperança, começam a abandonar os seus lugares. Tudo parece estar perdido. Mas, estará, realmente? O FC Porto, ao longo dos anos, tem provado que não. Testemunhas? Perguntem ao Costinha, ao Bruno Moraes, ao Kelvin ou ao Rui Pedro. Exemplos (felizmente) não faltam. Na era Conceição, este fator tão “à Porto” acabou por ser fundamental em diversas ocasiões. Recordemos alguns desses jogos.
5.

Belenenses 2-3 FC Porto (Alex Telles 95’) – Começamos no Jamor: na segunda jornada do presente campeonato, o FC Porto deslocou-se até Lisboa para defrontar o Belenenses na sua “nova casa”. Apesar de uma exibição pouco “atraente”, os “dragões” conseguiram consolidar uma vantagem de dois golos no início da segunda parte; contudo, uma reviravolta estava ao “virar da esquina”: depois de uma grande penalidade convertida, o Belenenses, poucos minutos antes dos 90, conseguiria a igualdade no marcador. Cenário crítico para os “azuis e brancos”, visto que, àquela altura, quer Sporting, quer Benfica, haviam vencido os seus jogos. Até que, na sequência de um remate de Herrera, a bola acaba por ser desviada pelo braço do homem do Restelo: pénalti assinalado. Caía, nos pés de Alex Telles, a pressão de não deixar escapar os rivais e, com uma frieza invejável, fez “esticar as redes” de Muriel, devolvendo, assim, a liderança do campeonato, ainda que partilhada, ao FC Porto.
4.

FC Porto 1-0 SC Braga (Soares 88’)- De seguida, um jogo que, certamente, está ainda bem presente na memória dos adeptos portistas. À 10ª jornada, FC Porto e SC Braga, ambos, até então, líderes, encontravam-se num Dragão completamente preenchido. Num jogo extremamente equilibrado, era percetível que os três pontos poderiam cair para qualquer um dos lados; para satisfação dos adeptos da casa, acabaria por cair para o seu lado. Por volta do minuto 88, após um cruzamento teleguiado de Otávio, Soares responderia afirmativamente com um cabeceamento que não daria hipóteses ao guarda-redes bracarense. Golo esse que valeu a liderança isolada à “turma de Conceição”.
3.

FC Porto 3-2 Portimonense (Yacine Brahimi 95’)- Desta vez, mudam-se os ares: dezasseis-avos da Taça de Portugal. Os algarvios deslocavam-se até à Invicta com o objetivo de surpreender um dos favoritos à conquista da competição; e, efetivamente, estiveram perto de o conseguir. Após o golo madrugador de Danilo, o Portimonense acabaria por “gelar” todo o estádio com a reviravolta no marcador já na segunda parte. Com o cronómetro já a apontar para os 90, o resultado mantinha-se em 1-2 até que Aboubakar, no primeiro minuto da compensação, empatava novamente a partida. Contudo, o título deste tópico não engloba o nome de Aboubakar por um motivo muito simples: 4 minutos depois, aos 95, Brahimi completaria a “remontada”, colocando o FC Porto nos “impensáveis” oitavos da Taça. Certamente, um dos períodos de compensação mais marcantes da história do Dragão.
2.

CS Marítimo 0-1 FC Porto (Moussa Marega 89’)- Viajamos para a Madeira, diretamente para um dos “jogos do título” da época passada. O histórico claramente antagónico parecia estabelecer uma barreira mental para os “azuis e brancos”, fazendo com que o 0-0 se verificasse até bem perto do final. Contudo, a chamada “estrelinha de campeão”, apesar de com algum atraso, acabaria por surgir no Funchal. Já no limite do tempo regulamentar, um pontapé de canto direcionado para Marega, faria com que o nome do maliano ficasse gravado na história “azul e branca”. Sem dúvida, um dos golos mais emblemáticos da campanha portista.
1.

SL Benfica 0-1 FC Porto (Héctor Herrera 90’)- Por último, mas claramente não menos importante, temos o remate certeiro do “capitão Herrera”, na Luz. Neste último, julgo que a imagem vale mais que mil palavras.
Foto de Capa: FC Porto
Artigo revisto por: Jorge Neves














