Cláudio Ramos, Marchesín, Diogo Costa: de quem será a baliza portista?

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Cláudio Ramos, segundo avança a maioria da imprensa nacional, vai ser reforço do FC Porto para a próxima temporada. A notícia já foi adiantada na comunicação social, que dá conta de um entendimento entre o jogador e o clube azul e branco para a transferência do internacional português para a cidade Invicta. O negócio será oficializado no final da temporada, até porque os azuis e brancos têm ainda a final da Taça de Portugal para disputar e outras situações de mercado por resolver.

O guarda-redes completou a formação no Vitória de Guimarães e seguiu para o Tondela em 2011/2012, com um empréstimo em Amarante pelo caminho. Joga nos beirões há nove anos e o seu contrato termina no final deste mês, logo, foi pessoal a decisão de rumar aos dragões, embora haja um pequeno dedo de Vítor Baía. O atual vice-presidente do clube e responsável pela ligação do futebol sénior à estrutura do FC Porto teve participação direta nas negociações com os responsáveis do futuro guarda-redes portista, que tinha interesse de outros clubes portugueses, incluindo o Vitória de Guimarães, assim como propostas de clubes estrangeiros.

Cláudio Ramos é constantemente abordado durante os períodos de transferências e questiona-se frequentemente o porquê de ter permanecido tantos anos ao serviço do Tondela. O guardião português já demonstrou qualidade no campeonato português e demonstrou capacidade para dar o salto e jogar em outros palcos. A resposta será dada daqui para a frente. Resta saber de que forma poderia encaixar no elenco portista pois atuam lá dois guarda-redes de grande nível, e um deles com uma margem de progressão tremenda.

Marchesín foi o escolhido para substituir Iker Casillas no começo desta temporada prestes a terminar e foi uma das principais armas que levou a equipa à conquista do campeonato. O mexicano foi exímio durante este primeiro ano ao serviço do clube e salvou o FC Porto em momentos apertados. Errar todos erram e talvez se tenha sentido essa falha em Famalicão por ser na reta final da liga, contudo é difícil apontar-lhe outra igual. Os dragões desembolsaram perto de 8 milhões para adquiri-lo aos mexicanos do América e valeu cada cêntimo gasto. A dúvida recai agora para a continuidade do mesmo, tendo em conta que já tem 32 anos de idade e poderá surgir a oportunidade de atuar numa liga mais reconhecida na Europa.

Marchesín foi fundamental no título do FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Por outro lado, Diogo Costa jogou pouco, mas nunca acusou a pressão de representar um grande, mesmo em encontros com um grau de dificuldade maior. Foi o guarda-redes escolhido para disputar a Taça de Portugal, não vacilou em momentos cruciais, demonstrou-se seguro e sem medo nas saídas. Na verdade, o FC Porto parece ter aqui um guarda-redes para vários anos.

Como será então feita a gestão da baliza portista com uma chegada de Cláudio Ramos praticamente certa? Será uma venda de Marche, um empréstimo de Diogo Costa ou a permanência dos três?

Em caso de saída de Marchesín, surgem sérias dúvidas sobre quem será o titular, isto porque Claúdio tem muita experiência neste campeonato e parece já estar preparado para defender a baliza de um grande e Diogo Costa, com os encontros disputados este ano, mostra-se já capaz para ser o número um e construir o seu legado nos azuis e brancos.

Em caso de empréstimo do internacional das camadas jovens portuguesas, é irreal Marchesín não ser o titular pelas garantias dadas durante esta época, logo Cláudio Ramos seria alternativa para jogos da Taça e quem sabe das competições europeias.

Recorde-se que existem ainda outros jovens à espreita e possíveis soluções no futuro, como Mouhamed Mbaye, que foi utilizado no encontro frente ao Moreirense para receber a medalha de campeão, e ainda Francisco Meixedo, que esteve presente no banco contra o Sporting de Braga, todavia, sem direito a estreia.

De qualquer das formas, a transferência de Cláudio Ramos seria vista com bons olhos pela nação portista, pelo reconhecimento da sua qualidade, e por se aplicar, atualmente, na política da SAD, tendo em conta que o jogador chegará a custo zero.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

João Pedro Rocha
João Pedro Rochahttp://www.bolanarede.pt
João é de Espinho, no norte de Portugal, é licenciado em Ciências da Comunicação e tem o objetivo de singrar no jornalismo desportivo. É um apaixonado pelo futebol e acompanha o desporto desde tenra idade, principalmente o campeonato português, as top 5 ligas e as competições europeias. Tem o tiki-taka de Pep Guardiola como referência futebolística.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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