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Dizem que de treinadores de bancada está o futebol cheio, mas a verdade é que até para ter esse estatuto nos dias de hoje poderá ser necessária uma formação. Haverá melhor exemplo inspirador que o FC Porto nesta edição da Primeira Liga? Certamente que não, uma vez que os dragões, depois de muito batalharem, conseguiram aquilo que queriam – o título de campeão nacional.
Apesar desta época ter tido um final feliz nem sempre foi um conto de fadas para os azuis e brancos e os seus adeptos. Na primeira jornada, após a derrota frente ao Gil Vicente FC por 2-1, ninguém diria que aquele FC Porto iria ser campeão nacional. Não esquecendo a humilhante derrota contra os russos do FK Krasnodar no Estádio do Dragão que resultou na eliminação precoce da Liga dos Campeões. A distância de sete pontos para o primeiro classificado à jornada 17 quase nos fez atirar a toalha ao chão. Mas o FC Porto tem o espírito da cidade Invicta incutido em qualquer jogador, em qualquer adepto e em qualquer treinador que por lá passa. Eis os cinco passos que deverá seguir à regra para ser campeão, caso um dia treine alguma equipa do principal escalão em Portugal ou seja amante do Football Manager.
5.

Vença os seus rivais diretos – Os quatros jogos em que o FC Porto defrontou os seus principais rivais (SL Benfica e Sporting CP) foram essenciais para este desfecho do campeonato. Estamos a falar de quatro vitórias, ou seja, 12 pontos somados e retirados aos atuais segundo e terceiro classificados. A vitória sobre o SL Benfica no Estádio do Dragão veio dar um grande alento para continuar a lutar pelo título, tendo sito este o jogo do tudo ou nada. Os três pontos arrecadados no último jogo frente ao Sporting CP permitiu fazer a festa à turma de Sérgio Conceição.
4.

Nunca desista – A meio da temporada, a linha que ligava Sérgio Conceição ao FC Porto foi ficando cada vez mais ténue, chegando o mesmo a ameaçar que colocaria o lugar à disposição. Um período conturbado na escalada da montanha para a conquista do campeonato, mas que foi totalmente ultrapassado. Costuma-se dizer que “o que não nos mata, torna-nos mais forte” e Sérgio Conceição levou essa máxima até ao fim. A partir desse momento, venceu doze jogos, empatou dois e perdeu um até conquistar a medalha de campeão.
3.

Consiga os melhores adeptos – Sem dúvida que o 12.º jogador foi um fator crucial nesta conquista. Não deixaram de apoiar a equipa mesmo não podendo estar presentes no estádio e quando podiam estar, estiveram sempre de corpo e alma, nas vitórias e nas derrotas. Acompanharam a equipa em qualquer deslocação e em qualquer lado… até no topo de um edifício junto ao Estádio do Dragão. A taça também lhes pertence.
2.

Não perca o sentimento de união – “União” foi a palavrada dada por Sérgio Conceição quando lhe perguntaram qual foi a chave do título. Não podia estar mais certo. Ultrapassaram-se crises internas, processos disciplinares, raspanetes no pós-jogo, enfim… uma série de acontecimentos que poderiam deitar tudo por água abaixo. Sabe-se que há união no grupo quando podemos ver Aboubakar a festejar efusivamente mesmo não tendo jogado tanto quanto queria e merecia, certamente.
1.

Garanta excelentes jogadores e equipa técnica – Mesmo não tendo sido praticado o futebol mais atrativo de sempre, os jogadores e a equipa técnica são merecedores de tudo aquilo que estão a viver. Olhamos para Corona, que nunca havia jogado a lateral direito e talvez tenha feito uma das melhores épocas da sua carreira. Mbemba que finalmente conseguiu mostrar tudo aquilo que valia e agarrou a titularidade na segunda metade da temporada. Sérgio Oliveira que se exibiu em grande forma nos últimos jogos. Os miúdos da formação que vieram acrescentar qualidade ao plantel. Todos e cada um deles tiveram um papel ativo neste título de campeão nacional.













