Publicidade

Corona e Mbemba: Mais dois titulares a sair a custo zero? | FC Porto

Tiago Moura · 3 min

Chancel Mbemba má gestão da SAD FC Porto
Foto: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Faltam sensivelmente quatro meses para que Mbemba, Corona, Diogo Costa e Fábio Vieira possam assinar contrato livremente por qualquer clube e possam confirmar o adeus ao Estádio do Dragão no final da temporada.

Embora existam rumores de que os jovens da formação azul e branca tenham já o processo de renovação em marcha, o mesmo não acontece para Chancel Mbemba e Jesús Corona, e esta poderá ser mesmo a última temporada de dragão ao peito, para ambos.

Jesús Corona foi, sem dúvida, o jogador do FC Porto que mais tinta fez correr nos jornais durante o verão. O forte interesse do Sevilla FC e do AC Milan em contar com o jogador já esta época foi percetível para todos e quase se tornou num negócio consumado para as duas equipas.

Contudo, tanto os espanhóis como os italianos preferiram esperar mais uns meses para poupar os 20 milhões que a SAD portista pretendia e, quiçá, assinar com Tecatito já em janeiro de 2022.

Ao que é sabido pela imprensa portuguesa, o extremo mexicano pediu seis milhões de euros por temporada para renovar pelo FC Porto e o clube presidido por Jorge Nuno Pinto da Costa prontamente rejeitou.

Corona
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Chancel Mbemba, o parceiro de Pepe no centro da defesa, encontra-se na mesma situação contratual, mas o seu futuro ainda é incógnito. A direção portista aceitaria uma proposta que rondasse os 15 milhões de euros, mas à “caixa de correio” do Estádio do Dragão nunca chegara nada nesse valor.

Falou-se do interesse do Galatasaray SK e até do do Real Madrid FC, mas nada se concretizou e o congolês manter-se-á às ordens de Sérgio Conceição, mesmo com o seu processo indefinido.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ora, a concretizarem-se estas duas saídas a custo zero, seria mais um rudo golpe para o FC Porto como clube, para o plantel e para os adeptos.

Num passado recente, Héctor Herrera, Brahimi, Moussa Marega e Iván Marcano abandonaram o FC Porto sem garantir qualquer encaixe financeiro, o que gerou bastante revolta nos associados do clube, uma vez que se tratavam de quatro jogadores titulares e com um estatuto acima da média.

Para além disso, os dragões ainda tiveram que pagar à AS Roma para recuperar Marcano. Todos estes negócios representam um prejuízo enorme para as contas portistas e repetir o mesmo cenário com Mbemba e Corona trará novamente consequências no saldo financeiro do FC Porto.

É verdade que seis milhões de euros por época é um valor fora da realidade portista neste momento e, excecionalmente, apenas Otávio possui um vencimento à volta desses valores.

Tendo em conta que Corona fará 29 anos já no início do próximo ano, todo o investimento que seja feito agora, mais aquele que foi feito aquando da sua chegada, dificilmente será recuperável.

Mbemba está também a entrar na fase de maturidade e, tendo em conta a sua evolução, esta seria a altura certa para vender, pois daqui para a frente o congolês verá o seu valor de mercado a desvalorizar.

Com a renovação alegadamente em curso para Fábio Vieira e Diogo Costa, as situações de Mbemba e Corona são mesmo as mais difíceis de gerir, e os próximos meses serão fulcrais para o desfecho do central e do mexicano.

O jovem guarda-redes tem assumida a baliza neste início de temporada e estará mais próximo de renovar do que Mbemba e Corona.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A SAD sai pecadora de todo este contexto, pois nos últimos anos tem falhado repetidamente o timing certo para vender os principais ativos do clube.

Sérgio Conceição não abdicará de Mbemba e de Corona, pelo que deverão continuar a jogar regularmente pelo FC Porto. Veremos se terão novo destino na próxima temporada ou se vão continuar a jogar no Estádio do Dragão.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Tiago Moura

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Luuk de Jong | O que poderia ter sido no Dragão sem lesões

A passagem de Luuk de Jong pelo FC Porto deixa uma sensação de que poderia ter sido muito mais marcante se as lesões não tivessem surgido pelo caminho. Apesar das dificuldades físicas que enfrentou, o avançado neerlandês demonstrou qualidades que justificavam a confiança depositada nele e que faziam acreditar num contributo importante para a equipa azul e branca. Luuk de Jong é um ponta de lança com características muito próprias. A sua capacidade de jogar de costas para a baliza, a força no jogo aéreo, o sentido de posicionamento e a eficácia na finalização fazem dele um avançado capaz de resolver jogos e oferecer soluções diferentes no ataque. Num clube como o FC Porto, habituado a lutar por títulos e a competir ao mais alto nível, estas qualidades poderiam ter sido fundamentais, sobretudo nos momentos em que a equipa precisava de alguém capaz de transformar cruzamentos e oportunidades em golos.

Miguel Costa · 2 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.