Última horaAinda agora renovou: William Gomes na lista de colosso da Premier League
Publicidade

Danilo, a pedra basilar no 4-4-2 de Nuno

Rui Sousa · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalho

Há já algum tempo que Nuno Espírito Santo (NES) decidiu que o 4-4-2 seria o modelo táctico que melhor serviria a equipa do FC Porto nas legítimas aspirações à conquista do título de campeão nacional. Desde a introdução deste sistema, já várias combinações foram testadas nos mais diversos sectores, sendo que o ataque e o meio-campo foram as áreas onde as alterações mais se notaram. A defesa está de pedra e cal quase desde a primeira jornada, assim como o homem que joga à sua frente: Danilo Pereira (DP).

Recentemente Rúben Neves (RN) foi chamado a substituir o camisola 22 dos Dragões por duas ocasiões: empate a zero em Paços de Ferreira e vitória por 4-0, no Dragão, frente ao Tondela. Embora seja impossível – e até mesmo injusto – dizer que as dificuldades que o FC Porto sentiu em ambos os jogos se devam à presença do jovem capitão na equipa, é impossível dissociá-las da ausência de Danilo. Arrisco-me a dizer que, neste momento, Danilo é o 4-4-2 de NES. Sem ele o sistema deixa de ser viável, pelo menos na forma usada contra o Tondela (dois extremos e dois médios centrais).

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Não está em causa o valor de RN, que toda a gente sabe que é muito, mas um modelo de jogo que entrega todo o meio-campo a dois elementos precisa quem alguém tenha um poder físico muito acima da média, coisa que o camisola 6 não tem. Talvez com muito trabalho possa um dia chegar a outro patamar no que a este capítulo diz respeito, mas até lá cabe ao treinador dos Azuis e Brancos aproveitar as melhores armas que o Rúben tem: posicionamento, visão de jogo e qualidade de passe.

Foto de Capa: FC Porto

Assim sendo, parece-me restar apenas uma opção a NES: com Danilo, 4-2-2; com Rúben Neves, 4-3-3. Obviamente que RN também pode ser usado numa lógica de um meio-campo a dois, mas aí será sempre mais útil como médio mais adiantado. Adrien, no Sporting, é o melhor exemplo disso mesmo: com alguma experiência como trinco, actua nesta fase da carreira como elo de ligação entre os companheiros mais recuados e o ataque, jogando apenas como médio-defensivo apenas em casos extremos.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Por sua vez, Danilo é compatível com qualquer sistema que o treinador decida utilizar. Defensivamente está irrepreensível e, desde que chegou ao Dragão, a melhoria a nível de construção de jogo é evidente. Diz-se que no futebol não há jogadores insubstituíveis, mas, dentro desse lógica, no plantel do FC Porto, DP seria aquele que mais se aproximaria desse estatuto.

Foto de Capa: FC Porto

Rui Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando os outsiders deixam de pedir licença | Premier League

Há uma altura em todas as épocas em que olhamos para a classificação da Premier League e procuramos os intrusos. Aqueles clubes que, por alguma razão, decidiram não respeitar a hierarquia habitual e instalaram-se em lugares que, à partida, pareciam reservados aos mesmos de sempre. Este ano, apenas cinco jornadas decorreram para dois nomes já começarem a desviar a atenção, o Brighton e o Leeds. O primeiro está em terceiro. O segundo, em quinto. Ambos invictos e separados por apenas um ponto. Mas talvez mais interessante do que a posição que ocupam seja a sensação de que nenhum dos dois parece estar ali por acaso... Mas analisemos com factos. O Brighton já marcou 16 golos em cinco jornadas, mais do que qualquer outra equipa do campeonato, e só perdeu um jogo. O Leeds sofreu apenas três golos e ainda não conheceu a derrota.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Cristiano Ronaldo: Obviamente, Finish

Existem momentos em que no espaço futebolístico e mediático não se fala noutro tema. Sendo esses momentos absolutamente inevitáveis, em muitos deve haver consciência por parte dos protagonistas, ações algo dignas e a capacidade de seguir em frente. Assim deve ser, não só pelo respeito por quem está a ver (o país e até o mundo), mas sobretudo pelo respeito por si próprios. Assim foi, tem sido e devia ser o recente escândalo em torno da seleção nacional, envolvendo Pedro Proença, Jorge Jesus e maioritariamente Cristiano Ronaldo.   Em vez de ir cronologicamente e ao pormenor a cada um dos acontecimentos que fizeram parte desta polémica, que já foram repetidos várias vezes pelos média ou tentar perceber, ponto por ponto, quem teve razão e quem não teve, que seria muito aborrecido e sinceramente já é algo enjoativo (pois há teorias e boatos sobre o que qualquer uma das partes terá dito ou feito), é mais necessário colocar um ponto final em todo este embaraço. Todo este imbróglio deixa fragilizado o prestígio da Federação Portuguesa de Futebol (mais que a do seu Presidente), a figura do Selecionador Nacional e ainda mais, o legado e a imagem de Cristiano Ronaldo.

Jorge Afonso · 12 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.