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Eficácia na primeira parte, resistência na segunda | Estugarda 1-2 FC Porto

Miguel Costa · 3 min

FC Porto Jogadores
Foto: FC Porto

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O FC Porto cresceu no jogo e começou a apresentar o seu futebol com maior frequência.

Na deslocação à Alemanha, o FC Porto venceu o Estugarda por 2-1 na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, conquistando uma vantagem importante num duelo exigente fora de casa.

Farioli promoveu uma verdadeira revolução no onze inicial em relação ao duelo com o Benfica no Estádio da Luz, alterando oito peças. Thiago Silva, Fofana, Zaidu, Rosário, Mora, Borja, Moffi e William Gomes foram as novidades na equipa portista para a deslocação à Alemanha.

Os primeiros 20 minutos da partida decorreram como se perspetivava. A jogar em casa, o Estugarda entrou mais forte e assumiu o controlo territorial, passando largos períodos instalado no meio-campo do FC Porto. A equipa alemã procurou criar perigo sobretudo através de cruzamentos, remates de meia distância e lances de bola parada, mas sem conseguir criar ocasiões verdadeiramente flagrantes.

Apesar dessa pressão inicial dos visitados, os dragões mostraram-se eficazes no momento certo. À passagem do minuto 21, e praticamente na primeira oportunidade clara de que dispuseram, os azuis e brancos silenciaram o estádio do Estugarda. Moffi, avançado recém-chegado ao clube, foi o protagonista ao finalizar com um remate mortífero que colocou o FC Porto na frente do marcador.

O golo alterou o rumo do encontro. A partir desse momento, o FC Porto cresceu no jogo e começou a apresentar o seu futebol com maior frequência. Pouco depois, o próprio Moffi voltou a estar perto de marcar, obrigando Alexander Nubel a uma intervenção de grande nível.

O ascendente portista acabaria mesmo por traduzir-se em novo golo ao minuto 27. Rodrigo Mora fez o segundo após mais uma recuperação alta da equipa portuguesa, desta vez com Zaidu a ganhar a bola e a assistir para a finalização do jovem médio.

Num encontro taticamente muito rico e marcado por grande intensidade — quase uma “prata da casa” das duas equipas — o Estugarda ainda encontrou forma de reentrar na partida antes do intervalo. Já perto da saída para os balneários, Deniz Undav reduziu a desvantagem e voltou a lançar incerteza no resultado.

Com o resultado em aberto ao intervalo, tornou-se clara a ideia de Sebastian Hoeness para a segunda parte: aumentar a pressão sobre a saída de bola do FC Porto e tentar colocar os médios portistas — sobretudo Rosário e Fofana — em permanente desconforto. A equipa alemã subiu linhas e procurou condicionar a primeira fase de construção dos dragões, obrigando-os a jogar mais direto e com menor controlo do encontro.

Perante esse cenário, Farioli optou por reforçar o meio-campo e introduziu Froholdt aos 60 minutos, retirando Rodrigo Mora. A alteração procurava dar maior capacidade de resistência no centro do terreno, mas acabou também por ter um efeito colateral: empurrou a equipa portista para zonas mais recuadas do campo.

Esse recuo acabaria por favorecer o Estugarda, que passou a controlar grande parte da segunda metade. O FC Porto criou muito pouco ofensivamente e viu os alemães aproximarem-se do empate em diversas ocasiões. Houve ainda um golo dos visitados que viria a ser anulado, além de várias intervenções seguras de Diogo Costa que ajudaram a manter a vantagem portista.

Mais uma vez, Farioli demonstrou alguma cautela excessiva a jogar fora de casa quando está em vantagem. A equipa recuou linhas, baixou o bloco e passou a esperar por um momento de contra-ataque ou de ataque rápido para tentar matar o jogo.

Ainda assim, e apesar da vitória importantíssima nesta deslocação à Alemanha, os azuis e brancos voltam a expor uma certa fragilidade na forma como gerem os jogos quando estão na frente do marcador. Desta vez resultou, é verdade, mas numa competição com tanta qualidade e exigência, esta estratégia pode revelar-se perigosa.

Miguel Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

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