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Francesco Farioli lançou o próximo duelo dos dragões. O Marítimo recebe o FC Porto na oitava jornada da Primeira Liga.
Está de volta o campeonato e a Primeira Liga. Francesco Farioli lançou, em conferência de imprensa, o Marítimo x FC Porto, o próximo jogo dos dragões no campeonato.
«Marítimo? Historicamente, o Marítimo cria sempre muito trabalho ao FC Porto. As estatísticas dizem que é o quarto campo fora onde é mais difícil conquistar pontos. Tem de estar na nossa cabeça. Tem estado bem no regresso, graças ao trabalho do treinador. Nunca desistem, ganharam pontos e viraram resultados nos últimos minutos. Será um jogo difícil por vários aspetos. O relvado tem sido um dos pontos levantados, espero que tenham feito tudo o possível para colocar o relvado nas melhores condições durante a pausa. Esperamos que o relvado esteja nas condições certas, mas não há desculpas».
«Impacto da pausa? Acabámos o primeiro ciclo da época com boas sensações. A pausa internacional parou esta dinâmica de resultados, não de desejo de jogar e ser melhor. O jogo amigável contra o Deportivo ajudou ao ritmo e a testar coisas diferentes, melhorando algumas coisas individuais. Os jogadores recuperaram bem. A equipa está bem, já trabalhei com todos menos o Santi [Giménez], que trabalhará hoje. Em dois dias, tentámos esquecer as dinâmicas das seleções e voltar às nossas dinâmicas. Espero que amanhã repliquem a dinâmica de ontem, foi uma das melhores sessões de treino. Nível muito alto sempre, mas ontem, quando parei a sessão, tive pena de não a continuar. Fizeram uma sessão de treino fantástica. Temos o desejo de ter a atitude certa, até à próxima pausa teremos oito jogos oficiais e mais um amigável».
«Desafios após a paragem e mini pré-época do Marítimo? É muito complicado o jogo, num campo tradicionalmente difícil e com um relvado que pode não estar nas melhores condições. Tivemos ontem, hoje e amanhã reuniões para trazer de volta toda a gente. Tenho crença porque temos jogadores maduros e comprometidos. Quando os vi na gala, senti o desejo de estarem de volta, de voltar a ver os colegas e trabalhar juntos. Ontem foi uma sessão de treinos de um grupo de amigos que se viu de novo e com desejo de voltar ao campo. Acredito que a energia será a mesma hoje e amanhã. O desafio será importante. Na última época, depois da pausa, tivemos jogos difíceis com mais dificuldades que o habitual. Temos tópicos a tratar, mas a maturidade da equipa está cá. Espero que não haja problemas amanhã, apesar do desafio ser grande, contra uma equipa organizada e que nunca desiste. Tem de ser jogada cada bola, minuto a minuto. Temos de estar alerta nos últimos minutos, o jogo não estará acabado».
«Regresso de Samu e gestão da posição? É um bom problema de ter como treinador. Tenho três avançados prontos a jogar. O André [Silva] é o mais confiável porque teve a pré-época inteira e está num bom momento. O Samu é tão energético, depois de uma longa lesão onde trabalhou imenso para recuperar e antecipar passos. Foi fantástico usá-lo no Clássico, dar-lhe minutos, mas ainda é uma fase precoce do regresso. A excitação de o ver treinar e jogar não deve ser maior do que os passos da recuperação. Tentaremos usá-lo, mas tendo cuidado com as cargas. O Santi chegou tarde, depois de um verão complicado. Esteve com a seleção, teve mais minutos do que lhe pensámos dar, o que é positivo. Veremos na sessão, estará connosco e terá tempo para nos ajudar quando precisarmos, a começar já amanhã. Tem de encontrar a confiança, porque em termos de qualidade, não há nada a descobrir. Sentimos a pressão dos media, principalmente americana, e queremos colocá-lo numa bolha com a equipa técnica, o staff e os adeptos. A época será longa. Com a experiência da última época, teremos o suficiente. Cabe-me a mim tomar a melhor decisão possível».
«Lesões? Esta pausa foi benéfica desse ponto de vista. Temos alguns jogadores no limite e que temos de avaliar hoje, como se sentirão e o que faremos. Normalmente, temos a conferência depois do treino, mas hoje temos de esperar pela sessão. Depois, verão a convocatória e os jogadores disponíveis. No geral, um processo muito positivo, graças ao trabalho da equipa médica. Depois de um longo tempo, temos quase toda a equipa pronta».
«Prejuízo no relatório de contas e impacto no mercado? Eu tenho curso em filosofia, em matemática não era tão bom [risos]. O presidente e as contas e explicação do clube são claras. Tudo está justificado e o clube está melhor do que quando a direção assumiu o clube. Há coisas a reajustar, naturalmente. No último verão foi feito um grande investimento para melhorar a qualidade, com vários jovens que criam valor ao clube».
«Renovação de William Gomes? É um destes jogadores. Nos seis meses antes de jogar, tomou o tempo para se ajustar, na última época podíamos reconhecer a qualidade. Jogou vários jogos, mas faltava alguma consistência. Agora, falamos de um jogador diferente, que manteve a qualidade e ficou muito mais maduro, não só na forma como compete, mas como se prepara para competir. Está cada vez mais exigente consigo na alimentação e nos preparativos. Não se faz sozinho, esteve aberto aos conselhos de toda a gente, o que acelerou a evolução. A renovação era precisa, os números da cláusula fazem-me mais confortável. Se alguém, vier terá de pagar até ao último cêntimo, mas quero tê-lo mais uns meses. Tem um papel chave na equipa. É um destes jogadores fundamentais».
«Chris Smalling? Foi uma discussão que tivemos depois da lesão do Nehuén [Pérez], com algum relevo. Conseguiu recuperar mais cedo, amanhã já poderá estar no banco, dependendo de hoje. Em poucos dias, estará reintegrado. Sentimos que era importante ter um jogador com algumas características e experiente para ajudar a equipa a ficar forte na época. Com o Chris, temos mais profundidade na equipa e outras características, que pode ser dominante no ar, fisicalidade nos duelos. Tornamos mais completo o nosso grupo de defesas centrais. Chegou em boa forma, depois de uma sessão de treino fez logo 60 minutos. Diz tudo sobre o nível de profissionalismo, tal como o Thiago [Silva] quando chegou. São diferentes em termos de características, mas grandes profissionais. Terá um grande papel na época».
«Dominik Prpic? Se colocarmos todos os nomes no mapa, há um momento em que se pode sentir algum tráfego nas posições. Lesões, problemas pequenos, o Nehuén vem de um ano de fora e precisa de tempo e de condições. Fez a pré-época sem problemas e depois do Manchester City teve este problema, de onde já recuperou. O Nehuén é híbrido, também pode jogar como lateral. Olhando para o mapa, sinto-me seguro com a profundidade. Se todos estiverem bem, teremos de fazer uma gestão, mas não o vejo como problema. Servirá para aumentar a qualidade das sessões de treino. Pode aumentar a competitividade e exigência. Acredito que todos os jogadores o levarão da melhor maneira possível».
«Consequências de possível perda de pontos? Todos os jogos, e falo disso muitas vezes, que a maior exigência da Liga tem que ver com o nível do oponente e da preparação tática. Pode jogar com linha de 4, contra o Gil Vicente fez linha de 5, tem muitas formas. Está no topo em termos físicos, capaz de dar a volta a resultados, como contra o Académico de Viseu. Há vários desafios. Temos de ter o lado histórico em consideração. Sabemos disso, mas o importante é como nos preparamos e reconectamos. Depois, amanhã o árbitro apitará para o início do jogo e iremos ao desafio, para trazer o máximo do jogo. Vamos jogo a jogo».
«Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus? Sobre a novela destes dias, em todo o lado, mesmo se não quiseres ver, está em todo o lado nas redes sociais e televisão. Era impossível não ver. É muito difícil, de longe, de tomar uma posição. Estamos num mundo em que todos gostam de julgar e não é algo que vou fazer, especialmente, porque não tenho a informação suficiente e depois não é o meu trabalho. Estamos a falar de duas lendas do futebol português, um que é o maior jogador de Portugal no futebol, e depois um treinador que admiro pela sua carreira. Joguei contra ele na Turquia e ter a oportunidade de o ter de perto como adversário, admiro a forma como trabalha, gere pessoas e consegue resultados. Será o mesmo na seleção».
«Gabriel Mec e Souza? Ouvi alguns membros da Federação Brasileira a falar da nossa colónia de brasileiros e partilhámos informação sobre eles. O Gabri é um jogador super talentoso, com muita qualidade técnica. Foi uma oportunidade única no mercado e o clube sentiu que era o momento certo. Oferecerá qualidade e alternativas, de acordo com o jogo e a sua capacidade de se adaptar. O jogo na Corunha deu-nos informação importante. A qualidade técnica é clara no vídeo e no relatório que vi e nos jogos que vi. Tem-me surpreendido a personalidade, é muito extrovertido e aberto a todos. O trabalho do Pepê como pai e do William como irmão mais velho tem-no ajudado a entrar nas dinâmicas de grupo. O trabalho que colocou no jogo contra o Deportivo é importante e para nós inegociável. Já está neste nível de compreensão do seu papel. Terá um papel na equipa. Sobre o Souza, vem de um clube grande da Premier League e com um grande potencial. Tecnicamente é habilidoso e boa compreensão do jogo. Queríamos ajustá-lo às exigências da posição e o que fizemos. Está no processo de chegar ao nível e está todos os dias mais perto. Tem crescido e tomado melhores decisões. Acredito que terá um contributo importante na época».
O Marítimo x FC Porto realiza-se este sábado, dia 10 de outubro, e tem apito inicial marcado para as 18h.












