A equipa B do Futebol Clube do Porto tem vivido uma época muito complicada e o resultado disso é que, atualmente, ocupa um dos lugares de descida da Segunda Liga com apenas 25 pontos em 28 jogos, resultantes de cinco vitórias e dez empates.

O plantel iniciou a época às ordens de Rui Barros, com o técnico a orientar a equipa durante toda a primeira volta, mas por força dos maus resultados saiu, deixando o seu lugar a António Folha. Folha não tem tido um trabalho fácil, desde a sua chegada a equipa perdeu dois jogos, venceu outros dois e empatou por seis vezes, e os bons resultados teimam em não aparecer.

Basta dar uma rápida vista de olhos ao atual plantel da equipa B e percebe-se que não é por falta de qualidade que a equipa não atinge os seus objetivos. O treinador tem à sua disposição muitos dos jogadores que fizeram parte da famosa conquista da Youth League, (Mor Ndiaye, Rodrigo Valente, Pedro Justiniano…), que aliados a reforços de grande qualidade, como Danny Loader, Rodrigo Conceição ou João Marcelo tornam o conjunto muito interessante. Isto para não falar que ultimamente Sérgio Conceição tem disponibilizado alguns nomes menos utilizados na equipa principal para darem o seu contributo nesta missão na fuga aos lugares de despromoção.

Fábio Vieira e Romário Baró foram alguns dos jogadores que desceram nalgum momento à equipa B.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Para quem acompanha assiduamente o calendário dos “Bês”, sabe que a falta de sorte e algumas arbitragens polémicas têm sido as principais inimigas na perseguição aos bons resultados. Nota-se que praticam um bom futebol, têm cultura tática, mas muitas vezes a bola simplesmente não quer entrar e quando se sucede de forma continua é normal existir uma ligeira desmotivação que por consequência leva às derrotas em campo.

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Contudo, as arbitragens merecem aqui um pouco da nossa atenção. Houve partidas em que os Dragões estavam a vencer e nos últimos minutos os adversários usufruíam de uma grande penalidade que causava incertezas aos mais entendidos no assunto, expulsões que deixavam muitas dúvidas ou até mesmo jogos em que as duas equipas estavam empatadas, os azuis e brancos chegavam ao golo de vantagem e o mesmo era-lhes anulado sem infringir nenhuma lei do futebol. O desporto rei também é isto, é feito de erros, porque o árbitro é humano, mas quando se tornam sucessivos é normal que o adepto questione.

Esperemos que a única equipa secundária a ser campeã de uma segunda liga, a par do Real Madrid Castilla, encontre de novo o caminho da vitória, e no fim da época conquiste a manutenção, para no próximo ano poder oferecer aos jovens que estão a despontar no FC Porto as melhores condições e uma competitividade de segunda divisão.

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