fc porto cabeçalho 2A segunda mão da meia-final da Taça de Portugal disputou-se num estádio despido de gente e num jogo despido de esperança para o Gil Vicente. As menos de cinco mil almas que assistiram ao jogo viram uma espécie de jogo-treino em que saltaram à vista os pormenores individuais e que serviu para alguns jogadores se mostrarem. O FC Porto jogou no 4-3-3 habitual e alinhou com Helton, Victor Garcia, Layún, Chidozie, José Ángel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Marega, Evandro, Varela e Aboubakar.

A batuta do encontro ficou a cargo de Sérgio Oliveira, contando com o apoio de Rúben Neves; os dois portugueses mostraram em campo a qualidade que têm e, sem a pressão que um jogo “normal” traz, sobraram os pormenores, principalmente a Sérgio Oliveira, que desde o início do jogo se quis mostrar.

O primeiro tento foi marcado aos 11 minutos por Chidozie, mas já antes o FC Porto se podia ter adiantado por duas vezes no marcador. Assim foi a primeira parte do encontro, com pormenores e pressão alta do lado dos Dragões e uma grande inconsequência atacante do lado dos Gilistas. Merecem também destaque Ángel e especialmente Victor Garcia, que esteve muito bem nas subidas – aliás, o lado direito foi sempre o mais perigoso da primeira parte. A nível defensivo, salvo uma oportunidade depois de um erro de Layún, nada mais há a dizer. Rúben Neves esteve bem nas coberturas contando com a preciosa ajuda de Evandro, que acabou por sair lesionado aos 43 minutos.

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Rúben Neves voltou a fazer um bom jogo
Fonte: FC Porto

O segundo tempo pouca história teve; o Porto controlou o jogo e foi dando ao trio atacante e a Aboubakar oportunidades que o atacante desperdiçou. Duas bolas do camaronês na barra e ainda um falhanço incrível juntamente com Bueno poderiam resumir o que se passou, mas Marega aos 81 minutos acrescentou mais um golo ao jogo. O extremo portista, a cada jogo que passa, mais confirma que as suas qualidades são sobretudo físicas e não propriamente ao nível da forma como trata a bola. Há pormenores de toque, passe, finta que chegam até a ser confrangedores, embora do outro lado houvesse um Varela que não estava com muita vontade de jogar. Afinal, quarta-feira às 21h00 por um jogo mais do que decidido seria pedir muito ao extremo português que tem dificuldade em motivar-se para os mais variados jogos.

Do jogo fica na retina o preço abusivo dos bilhetes (oito euros para sócio) para um encontro de uma eliminatória, já decidida, às 21 horas de uma quarta-feira. Se o anterior recorde negativo de assistência estava em mais de 10 mil adeptos, a direcção bem que poderia ter colocado os preços dos bilhetes a preços decentes, principalmente para sócios. Falta de visão e de sensibilidade, principalmente em mais um ano em que os portistas não têm razões para andar felizes. O mais importante, claro, é que no último jogo da época lá estaremos no Jamor para levar de vencido o Braga, que mais uma vez está na final!

A Figura:

Sérgio Oliveira – Espalhou o talento que tem no relvado com pormenores de encher o olho e com grande visão de jogo.

O Fora-de-Jogo:

Silvestre Varela – Mais uma vez pouco se viu do extremo português. Voltou a não fazer a diferença no último terço do terreno.

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